Sabonete Higienizante Face e Corpo, Livealoe

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O QUE O PRODUTO PROMETE?
Fonte:
Embalagem do produto e o site https://www.livealoe.com.br/

67% Ingredientes Naturais / 20% Ingredientes Orgânicos

Sabonete Higienizante
Pele macia, hidratada e protegida.

Os óleos essenciais e o Neem atuam na proteção contra agentes externos. A Aloe Vera, rica em polissacarídeos e minerais, doam a pele nutrientes. O Urucum, rico em vitamina A, revitaliza a pele.

Indicação: Para todos os tipos de pele, especialmente agredidas e secas.

Modo de Usar: Com a pele molhada, aplique o sabonete em movimentos circulares. Enxágue bem. Uso diário. Uso externo.

Ação do Produto: Antisséptico natural proveniente dos ativos vegetais (Aloe, Nem, óleos essenciais de Menta e Limão), diferentemente dos sabonetes antibacterianos comuns que incluem antibióticos potentes baixando a ação imunológica natural do corpo, os óleos essenciais e os extratos atuam de forma sinérgica com o nosso corpo, eliminando apenas os microbiotas indesejados e excedentes e mantendo aqueles que são importantes para nós.

  • Pode ser usado em todo o coro sem restrições, inclusive como sabonete íntimo.
  • Anti-inflamatório, bactericida, antifúngico, antiviral e cicatrizante.
  • PH 4,5 a 5,0 sendo compatível tanto com a pele da face quanto da região genital.
  • Tensoativos suaves e com baixo grau de irritabilidade.

Dicas de uso:

  • Lavar a pele com algum processo inflamatório (acne, psoríase, foliculite, dermatites em geral). Enxaguar após o uso.
  • Usar em regiões infectadas por bactérias, fungos e/ou virus.
  • Região genital para prevenção e tratamento de infecções recorrentes como candidíase, garnerella, herpes, dentre outras.

Aloe vera, Neem e Urucum têm cultivo orgânico no mesmo local em que são processadas, garantindo matérias-primas frescas e enriquecidas.

Ingredientes: Aloe barbadensis gel (gel de Aloe vera)*, Azadiarachta indica leaf extract (extrato de Neem)*, Bixa orellana seed extract (extrato de Urucum)*, Cymbopogon flexuosos oil (óleo essecial de Lemongrass)**, Mentha piperita oil (óleo essencial de Menta)**, Citrus lemon peel oil (òleo essencial de Limão Siciliano)**, Sodium laureth sulfate/ Dissodium laureth sulfossinate (Lauril éter sulfato de sódio/ Lauril éter sulfossuccinato de sódio), Sodium laureth 2 sulfate, Sodium laureth suphate glycol distearete (Lauril éter sulfato diestearato), Cocoamidopropil betaine (cocoamidopropilbetaina), Potassium sorbate (Sorbato de potássio), Aqua/Water (Água).
* = Ingredientes de agricultura orgânica.
* = Ingredientes de origem natural.

Preço: R$38,50
Embalagem: 
240 ml (R$0,16 por ml)

Aspectos importantes
Contém aromas sintéticos? Não
Contém corantes sintéticos? Não
Contém petroquímicos? Não
Contém transgênicos? Não informado
É orgânico? Parcialmente (20%)
É vegano? Sim

Livre de parabenos, petroquímicos (óleo mineral, parafina, vaselina), ftalatos, EDTA, liberadores de formol, derivados de animal, fragrâncias e corantes sintéticos. Não testado em animais.

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Aparência do Sabonete Higienizante Face e Corpo, da Livealoe.

O QUE EU ACHEI??

Eu fiquei muito feliz por usar esse sabonete! Ele tem uma composição mais natural, ativos orgânicos, óleos essenciais e extratos maravilhosos, e é de uma empresa nacional, da região do Goiás. É gostoso valorizar o trabalho de empresas da região onde moramos, especialmente uma que tem valore interessantes para o Planeta e a sociedade.

Embalagem: A embalagem é de plástico reciclável, marrom escuro, com válcula pump  (rosqueada) na cor preta. O rótulo colado em papel fosco, é legível, com as principais informações do produto, algumas estão melhor descritas no site. Eu vou higienizar e guardar a embalagem para outros usos como armazenar misturas de hidratantes e/ou óleos vegetais que eu faço, misturas de óleo e gelatina para o cabelo, ou até mesmo para colocar o detergente na pia (basta tirar o rótulo e colocar uma etiqueta nova indicando o que eu coloquei dentro).

Produto: Líquido viscoso, amarelo e perolado. Ele rende bem, três ou quatro pumps e eu consigo tomar banho completo, incluindo o rosto. Ele durou pouco mais de um mês e substituiu a necessidade de uso de um sabonete facial, então achei o valor bem justo para um produto com composição marjoritariamente natural e com ativos orgânicos, e nacional. O aroma é bem herbal, com destaque para o Neem e os óleos essenciais de Menta e Capim Limão (Lemongrass).

Explico que, para quem não está acostumado com aromas naturais, é estranho o cheiro de um produto sem aromatizantes sintéticos. Para ter uma ideia, pegue um morango e cheire, e depois cheire um produto com “aroma de morango” (vale iogurte, cremes, balms, etc). Compare os dois cheiros e perceberá como os aromas são diferentes. Isso ocorre menos com aromas cítricos, e mais com os frutados. Alguns são irreconhecíveis: a lavanda dos produtos de limpeza é MUITO diferente do cheiro de lavanda real, da planta. Eu diria que é preciso se desintoxicar dos aromas sintéticos que são feitos para nos agradar, mas que não trazem beneficios emocionais e físicos, ao contrário de aromas naturais que atuam nos campos físicos e emocionais.

Resultados: Eu senti a pele realmente macia após o banho, sem ressecamento, higienizada e perfumada levemente. Infelizmente o cheiro não dura e cede ao primeiro creme que a gente passe. Em contato com a pele, esse sabonete causa uma leve refrescância, um “geladinho” leve, provavelmente efeito do óleo essencial de Menta, e é excelente para banhos diurnos. Pessoas mais sensíveis ou com dificuldade para dormir talvez não gostem do aroma a noite, pois ele é bem revigorante e quase estimulante. Sobre o efeito antisséptico percebi que me ajudou com as acnes da TPM, não tive nenhuma no meu último ciclo e costumo ter uma ou duas acnes na TPM. Precisaria usar por mais tempo para afirmar que seja o sabonete, mas como ele acabou e eu tenho outros dois aqui em casa que eu já tinha comprado para experimentar, não poderei afirmar com certeza, mas notei isso.

O que é o selo “Leaping Bunny”?

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Selo oficial

O selo “Leaping Bunny” ou Coelho Saltitante, em português, é um selo internacionalmente reconhecido que garante aos consumidores que nenhum teste animal foi usado no desenvolvimento do produto que o receba. É concedido pelo Leaping Bunny Program da Cruelty Free International, um grupo de proteção e defesa animal, fundada em 1898 pelo escritor irlandês e sufragista Frances Power Cobbe, como a União Britânica para a Abolição da Vivissecção.

Esse selo indica que:

  1. a companhia e seus fornecedores não financiam testes em animais;
  2. a companhia aceita ser auditada pela CICC (Coalition for Consumer Information on Cosmetics – Coalizão para informações ao consumidor sobre cosméticos) grupo formado por oito grupos de proteção animal;
  3. a companhia paga para ter a licença de usar o selo.

Este selo não representa que o produto seja vegano. Falei sobre isso aqui.

The CCIC is made up of the following organizations: American Anti-Vivisection Society; Animal Alliance of Canada; Beauty Without Cruelty, USA; Doris Day Animal League; Humane Society of Canada; The Humane Society of the United States; and the New England Anti-Vivisection Society. CCIC’s international partner is the European Coalition to End Animal Experiments.

O CCIC é composto pelas seguintes organizações: American Anti-Vivisection Society; Aliança Animal do Canadá; Beleza sem Crueldade, EUA; Doris Day Animal League; Humane Society of Canada; A Humane Society dos Estados Unidos; e a New England Anti-Vivisection Society. O parceiro internacional da CCIC é a Coalizão Européia para Encerrar Experiências com Animais (tradução)

Foi o escritório brasileiro da Cruelty Free International, em parceria com nomes nacionais, que conseguiu aprovar a lei, em Junho de 2014, proibindo o teste de animais para ingredientes de cosméticos, higiene pessoal e produtos de limpeza em São Paulo e Mato Grosso. A Natura conquistou esse selo em 2018.

Fontes:

http://www.crueltyfreeinternational.org/
https://www.leapingbunny.org/content/leaping-bunny-logo

https://www.natura.com.br/blog/sustentabilidade/natura-conquista-o-selo-leaping-bunny-da-cruelty-free-international
http://aavs.org/news/coalition-consumer-information-cosmetics-leaping-bunny-marks-15-cruelty-free-years-cosmetic-personal-care-household-products/

 

Morte Súbita – Óleo Multifuncional Morte Súbita 

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O que o produto promete?
Fonte: Embalagem do produto e o site http://lolacosmetics.com.br/

Suas propriedades suavizantes, hidratantes e remineralizantes ajudam a manter a saúde dos fios e a elasticidade natural da pele. Toque seco e rápida absorção. Com óleo de coco, oliva, rícino, patuá e girassol.

Rícino: Auxilia na nutrição e crescimento dos fios. Na pele é rapidamente absorvido, estimulando a produção de colágeno e pequenas rugas e estrias.
Patauá: Ajuda a hidratar, revitalizar e fortalecer a pele e os cabelos, mesmo aqueles quimicamente danificados pois protege os fios dos danos causados pelo calor excessivo da chapinha, secador e babyliss.
Girassol: Rico em vitamina E, combate os raios UV e previne o envelhecimento precoce da pele, além de auxiliar no processo de cicatrização.
Óleo de coco: Altamente nutritivo, possui propriedades antibacterianas que deixa a pele e os fios sedodos e com um brilho de cair o queixo.
Oliva: possui ação anti-inflamatória e ajuda na redução de acne e no combate à caspa.

Uso sugerido:
– Nos cabelos úmidos: aplique uma pequena quantidade e distribua pela extensão do cabelo, do meio para as pontas.
– Nos cabelos secos: distribua do meio pra as pontas para reparação de pontas e antifrizz. #ficaadica: adicione umas gotinhas na máscara ou condicionador para potencializar ainda mais seu efeito.
– No corpo: aplique na pele seca ou úmida, espalhando suavemente.

COMPOSIÇÃO:
Cocos Nucifera (Coconut) oil, Olea Europaea (olive) Fruit Oil, Ricinus Communis (Castor) Seed Oil, Oenocarpus Pataua Fruit Oil, Helianthus Annus Seed Oil, Caprylic/capric triglyceride, TBHQ, Phenoxyethanol (and) Caprylyl Glycol, Fragrance/parfum, Limonene, Linalool.

Quantidade: 100 mL
Preço: R$26,15 (R$0,36 por ml)

Aspectos importantes
Contém aromas artificiais?
Sim
Contém corantes artificiais? Não
Contém petroquímicos? Não
Contém transgênicos? Não
É orgânico?
Não
É vegano? Sim
Livre de: Corantes sintéticos, Ftalatos, OGMs, Silicone, Sal, parabenos, Óleo mineral, Parafina e derivados de animais.

O que eu achei?

Embalagem: Vidro transparente, com aparência resistente e tampa preta de rosquear. Gosto muito que a embalagem seja de vidro pois poderei reaproveitar, após higienizar. O rótulo é legível. 

Produto: Esse óleo multifuncional (eu amo produtos multifuncionais) é indicado para NO e, consequentemente, LOW POO e é vegano (vale ressaltar que todos produtos da marca são veganos). É um óleo com textura leve, transparente, que espalha fácil na pele e no cabelo. Lembra muito o óleo de coco na foma mais líquida. Mas ao contrário do óleo de coco que solidifica em temperaturas abaixo de 30º, esse óleo não muda de consistência. Ele é muito perfumado, certamente com aromas artificiais pois desconheço aromas naturais que perfumem dessa forma, mas como a marca não especifica a composição do perfume, não tem como ter certeza. Pessoalmente acho o aroma delicioso, mas muito forte. Esse é um problema que tenho com a marca: os produtos são bons mas com aromas fortes demais, já deixei de usar produto por causa disso (o Drama Queen de pimenta rosa é um exemplo).

Testei no cabelo úmido como leave-in e achei que pesou fácil os fios (meu cabelo fica entre um 2b – ondas – a 3b – cachos), não consegui achar a dose ideal entre pesar e não dar acabamento ao cabelo. Testei na máscara e não vi muita diferença, mas meu cabelo quase não requer nutrição pois ele não sofre químicas nem danos físicos severos (não faço chapinha nem escova, e meu cabelo seca ao natural). Não testei no cabelo seco pois não curto. E no corpo achei um pouco oleoso demais. Resultado, não curti esse óleo quando usado na forma como a marca recomenda.

Mas eu AMEI ele para misturar com a gelatina. As gelatinas normais ressecam muito meu cabelo, especialmente as pontas, mas ao misturar a gelatina com esse óleo (a proporção é de olho, mas fica em torno de meio a meio de cada), eu consigo o melhor dos dois mundos: uma fixação leve da gelatina, que garante day afters, sem ressecamento e com pontinhas macias e curvadinhas, sem ficarem espigadas nem oleosas. Uma misturinha perfeita no meu cabelo.

Também gostei muito de usar esse óleo misturado com o hidratante corporal nos dias mais secos, quando preciso dar um reforço na proteção da pele, especialmente pés e cotovelos, que são áreas bastante ressecadas em mim.

Mas honestamente o cheiro me incomoda, pois não curto esses cheiro tão artificiais, então não devo comprar de novo. talvez eu faça esse blend em casa mesmo, pois exceto o patauá e oliva, que eu não nunca usei (aceite eu só comi em salada até hoje), os outros eu já tenho, então creio que não seja difícil reproduzir a mistura de uma forma que me agrade mais, sem esse aroma tão forte.

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O que é um produto “Cruelty-free”?

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Esse é o modelo antigo dos selos “cruelty-free” e são os mais comuns no Brasil.

O selo “cruelty–free” faz parte do programa “Beauty Without Bunnies” (Beleza sem coelhinhos) da organização internacional PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, em português, uma organização não governamental (ONG) dedicada aos direitos dos animais.

Esse selo indica que:

  1. A companhia e seus fornecedores não financiam testes em animais;
  2. A companhia respondeu um questionário e assinou uma declaração de garantia;
  3. A comapnhia paga para ter a licença de usar o selo; e
  4. No caso do selo que indica “and vegan” que o produto é vegano.

NENHUMA INSPEÇÃO É REALIZADA.

Existem duas formas de escolher seus produtos livres de crueldade:

  1. Pesquisando no site do PETA: https://features.peta.org/cruelty-free-company-search/index.aspx – lá você pode buscar empresas ou produtos específicos. Dessa forma é possível saber se uma empresa testa ou não em animais, ou se um produto específico é ou não testado em animais.
  2. Verificar se o selo “cruelty-free” está no produto que você quer comprar. Caso você busque pelo selo, ele pode ter quatro aparências diferentes. Aqui vale frisar que, algumas empresas mal intencionadas, podem modificar o selo para “parecer” que são certificados quando não são. Então confira se o selo é do PETA e, de preferência, confirme no site.

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Esses é o novo layout dos selos “cruelty-free”, ainda incomuns no Brasil.

Sobre o teste em animais: esse é um tema controverso. Mas resumidamente, é bastante comum que as empresas testem seus produtos em animais como forma de garantir a segurança desses produtos para uso em humanos. O problema é que centenas de milhares de animais sofrem diariamente nesses testes. Eles são cegados, envenenados, literalmente torturados até a morte, pois os testes não incluem sequer anestesia, na maioria dos casos. São testes não exigidos por lei e que, segundo o PETA são imprecisos ou enganosos, pois seres humanos tem organismo diferentes dos animais. Por exemplo: um produto que cega um coelhinho, pode ser inofensivo em um ser humano. E um produto que é inofensivo ao coelhinho, pode ser nocivo ao um ser humano. Eu não sou farmacêutica, mas considerando que, a cada dia aumentam mais e mais o número de empresas que estão abandonando os testes em animais, me parece ser bastante razoável a afirmação de que não precisamos desses testes para atestar a segurança de um produto.

A alternativa aos testes em animais, são as culturas de células humanas e estudos de tecidos (testes in vitro), e o uso de “pele” e “olhos” humanos artificiais que  imitam as propriedades naturais do corpo, além de vários órgãos virtuais que servem como modelos precisos de partes do corpo humano. Esses testes são mais confiáveis pois utilizam células humanas para os testes.

Diferenças entre o selo “cruelty-free” e o selo “cruelty-free and vegan”

Tanto a versão antiga quanto a nova do selo “cruelty-free” tem dois selos diferentes, um que é apenas “cruelty-free” e outro que também é certficado como “vegan” (vegano, em português). Essa diferenciação é muito importante, pois imagina-se que um produto vegano necessariamente seja cruelty-free, o que não é verdade, e vamos entender o motivo.

O selo “cruelty-free” indica que que o produto, marca ou empresa não testa em animais, mas ele pode ter ingredientes de origem animal. Um exemplo polêmico recente é a concessão pelo PETA desse selo para a marca Dove, da Unilever (empresa que testa em animais). A marca Dove não testa em animais, e é isso que o selo atesta. Porém a marca Dove utiliza produtos de origem animal, como o sabonete que tem derivados da banha de boi. Portanto, o selo “cruelty-free” atesta que o produto, marca ou empresa não testa em animais, mas não faz menção ao uso de ingredientes de origem animal.

O segundo selo, o “cruelty-free and vegan” indica que o produto, marca ou empresa não testa em animais e não tem ingredientes de origem animal. Portanto a Dove não é vegana e não irá utilizar esse selo nos seus produtos. Um exemplo é a marca de pincéis de maquiagem Ecotools que não testa em animais, nem tem produtos de origem animal (e são os melhores e mais macios e fofos e lindos pincéis que já usei na vida).

Um produto pode ser vegano e não ser livre de crueldade?

Depende do que você encara como vegano.

Sim caso seu ponto de vista se restrinja ao produto analisado. Logo um produto pode não ter nenhum  ingrediente de origem animal, mas pode ser testado em animais.

Não caso você analise toda a cadeia de produção (o que é raro). Mas nesse caso o produto não pode ter ingredientes de origem animal nem ser testado ou ter ingredientes testados.

Há um amplo espectro entre o sim e o não, para a resposta dessa pergunta. Pois se analisarmos produndamente a cadeia de produção de um produto podemos encontrar exemplos de sofrimento animal que não são visto em um primeiro olhar. Por exemplo, a empresa pode comprar os ingredientes de uma empresa que testa, ou de uma empresa que terceiriza testes em animais. Ou pode haver exploração animal em outras etapas como produção ou transporte. Ou ainda, o produto ou marca pode ser “cruelty-free and vegan”, mas estar vinculada a uma marca que testa em animais. Um exemplo é a linha da Kat Von D que é “cruelty-free and vegan” mas se filia à Sephora, que não é e trabalha com marcas que não são como a Bennefit, a Make Up Forever, Urban Decay, etc). Finalmente o produto e a empresa podem ser “cruelty-free and vegan”, mas que não são em outros países, como na China, que exige testes em animais. Um caso famoso é a MAC, que realizou e realiza testes em animais para vender na China, e exclusivamente para lá, pois a China exige testes em animais.

O fato é que hoje é bastante difícil restringir a compra de produtos que tenham toda a cadeia de produção sem nenhum tipo de sofrimento ou exploração animal. Mas existem outros selos que se esforçam nesse sentido. Cabe a cada um realizar suas escolhas de consumo consciente. Atualmente eu fico feliz em incentivar e consumir produtos veganos, para que as empresas (mesmo as que ainda não são veganas) se sintam estimuladas e caminhem mais e mais nessa direção.

Fontes:

https://www.peta.org/
https://www.peta.org/blog/dove-earns-cruelty-free-stamp-of-approval-added-to-beauty-without-bunnies-list/
https://www.dove.com/br/historias-Dove/sobre-Dove/no-animal-testing.html
https://www.maccosmetics.com.br/animaltesting
https://en.wikipedia.org/wiki/Cruelty-free
https://www.modefica.com.br/o-que-significa-de-verdade-o-termo-cruelty-free/#.XBaLD9tKjIU