Programa Quadrinhos: Azul é a cor mais quente

 

O Programa Quadrinhos é apresentado toda quarta-feira onde nunca começa ás 11h e nunca termina ás 12h em ponto e reprisado no sábado onde nunca começa ás 22h e nunca termina ás 23h em ponto, na rádio Utopia FM, 98,1, radio comunitário de Planaltina-DF.

azul

Publicado em: novembro de 2013
Editora: Martins Fontes
Licenciador: Glénat Éditions
Categoria: Edição Especial
Gênero: Europeu
Status: Edição única
Número de páginas: 160
Formato: (17 x 26 cm) – Colorido/Lombada quadrada
Preço de capa: R$ 39,90
Roteiro: Julie Maroh
Arte: Julie Maroh
Arte-Final: Julie Maroh
Cores: Julie Maroh
Letrista: Marcela Badolatto
Tradutor: Marcelo Mori 

O livro conta a história de Clementine, uma jovem de 15 anos que descobre o amor ao conhecer Emma, uma garota de cabelos azuis. Através de textos do diário de Clementine, o leitor acompanha o primeiro encontro das duas e caminha entre as descobertas, tristezas e maravilhas que essa relação pode trazer.

Programa Quadrinhos: Império dos Mortos – Primeiro e Segundo Ato

imperio dos mortos primeiro ato

Mais um Programa Quadrinhos com o Edson Wilson.

Império dos Mortos – Primeiro Ato

Publicado em: dezembro de 2015
Editora: Panini
Licenciador: Marvel Comics
Categoria: Edição Especial
Gênero: Terror
Status: Título encerrado
Número de páginas: 128
Formato: Americano (17 x 26 cm) – Colorido/Lombada quadrada
Preço de capa: R$ 19,90
Roteiro: George Romero
Arte: Alex Maleev
Cores: Matthew ‘Matt’ Hollingsworth
Letrista: Germana Viana
Tradutor: Levi Trindade
Editor original: Axel AlonsoBill Rosemann

Sinopse: Bem-vindo a Nova York! Passaram-se cinco anos desde o aparecimento dos primeiros zumbis, mas a Grande Maçã parece ter absorvido bem o golpe. Enquanto o prefeito Chandrake mantém as ruas seguras graças a uma feroz política militarista, os cidadãos se divertem assistindo aos confrontos entre desmortos que se realizam no Central Park. É uma pena, porém, que os mortos-vivos não são os únicos monstros que infestam a metrópole.

imperio dos mortos segundo ato

Império dos Mortos – Segundo Ato

Publicado em: novembro de 2016
Editora: Panini
Licenciador: Marvel Comics
Categoria: Edição Especial
Gênero: Terror
Status: Título encerrado
Número de páginas: 112
Formato: Americano (17 x 26 cm) – Colorido/Lombada quadrada
Preço de capa: R$ 19,90
Personagens: Paul BarnumBill ChandrakePrefeito ChandrakeFrances XavierPenny JonesZanzibarDixie
Roteiro: George Romero
Desenho: Dalibor Talajic
Arte-Final: Rick MagyarGoran SudžukaDalibor Talajic
Cores: Rain Beredo
Letrista: Germana Viana
Tradutor: Hector Lima
Editor original: Axel Alonso

Sinopse: Agora são zumbis contra vampiros contra uma milícia invasora, na trama criada pelo lendário George Romero, com arte de Dalibor Talajic.

Seja bem-vindo de volta a uma Nova York muito diferente, uma que ainda está se aguentando anos depois de uma praga de zumbis que alterou o mundo. Os mortos-vivos são usados para entreter os humanos na arena, enquanto vampiros governam a cidade!
No entanto, forças externas estão às portas de Manhattan e a morte desce dos céus! Qual é a nova ameaça à Grande Maçã?

E o que é pior para os poucos moradores normais remanescentes: os zumbis que parecem estar ficando mais inteligentes a cada dia, os vampiros que estão lutando para permanecer no controle, ou o recém-chegado exército sulista, prestes a pilhar a maior metrópole do mundo?

O que eu achei?

Essa trama integra muito bem a evolução que George Romero estava dando aos zumbis em seus filmes. Desde flashes de consciência até capacidade de planejamento. Aqui nesse quadrinho, vemos os zumbis no auge da capacidade intelectual demonstrada ao longo dos filmes do mestre do terror zumbi. E colocar vampiros no meio da jogada, com suas tramas de poder e tentando sobreviver ao mesmo tempo que garantir a sobrevivência do seu “alimento” os humanos, sem revelar quem são, foi um aspecto muito interessante.

Programa Quadrinhos é apresentado toda quarta-feira onde nunca começa ás 11h e nunca termina ás 12h em ponto e reprisado no sábado onde nunca começa ás 22h e nunca termina ás 23h em ponto, na rádio Utopia FM, 98,1, radio comunitário de Planaltina-DF.

Programa Quadrinhos: 30 days of night

30dias

Publicado em: maio de 2003
Editora: Devir
Licenciador: Idw Publishing
Categoria: Edição Especial
Gênero: Terror
Status: Edição única
Número de páginas: 92
Formato: Americano (17 x 26 cm)
Colorido/Lombada quadrada

Preço de capa: R$ 25,00 (cada)
Roteiro: Steve Niles
Arte: Ben Templesmith
Cores: Ben Templesmith
Design: Pedro Moura
Letrista: Fernando Edgar
Tradutor: Sandro Castelli
Editor original: Kris Oprisko 

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Tente imaginar um lugar no mundo onde o Sol não nasce por trinta dias. Um lugar distante, quase esquecido e, ainda assim, habitado. Bem… Esse lugar existe e se chama Barrow. Trata-se de uma cidadezinha perdida na vastidão gelada do Alaska, cujos moradores já se habituaram às condições inóspitas do local e nem imaginam que algo terrível está para acontecer. Mal sabem eles que a longa e gélida escuridão de Barrow será o cenário ideal para o banquete sangrento de um grupo de ampiros famintos. A única esperança de sobrevivência dos habitantes da cidade está nas mãos de Eben e Stella, marido e mulher, e também os representantes locais da lei. Mas conseguirão eles salvar a cidade que amam ou o manto da morte cairá sobre todos para sempre? Escrita por Steve Niles e pintada por Ben Templesmith, 30 DIAS DE NOITE é uma daquelas poucas histórias da nova safra de terror que podemos chamar de originais e, para a sorte dos cinéfilos, acabou de ser adaptada para os cinemas numa superprodução assinada por Sam Raimi, dirigida por David Slade e estrelada por Josh Hartnett e Melissa George.

O que eu achei?

Mais uma participação minha no Programa Quadrinhos. Dessa vez com 30 dias de noite, um quadrinho de terror que eu gosto muito. Nada de romantização de vampiros, aqui temos uma versão brutal e cruel, de um verdadeira caçador. Um tipo de vampiro que me parece bem mais coerente do que esses onde os vampiros (predadores) se apaixonam por humanos (sua presa).

A arte em tom azulado reflete muito bem o clima da HQ, mais frio, tenso, obscuro. Os vampiros são desenhados com traços que lembram muito tubarões, uma pele fria, com ar de cadáver, olhos negros e dentes afiados. O vermelho ganha destaque, quase como um filme do Tarantino. O clima de tensão que o quadrinho transmite é claustrofóbico, especialmente por ser uma cidade que enfrenta meses de escuridão, sem luz solar, se tornando um banquete para os terríveis vampiros.

Quer saber mais sobre o quadrinho? Assiste o Programa Quadrinhos abaixo.

O Programa Quadrinhos é apresentado toda quarta-feira onde nunca começa ás 11h e nunca termina ás 12h em ponto e reprisado no sábado onde nunca começa ás 22h e nunca termina ás 23h em ponto, na rádio Utopia FM, 98,1, radio comunitário de Planaltina DF.

 

Redes Sociais Virtuais

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Foto: June Alves de Arruda – Exposição: Paisagens Construídas  (2018). Arte de Gisela Motta e Leandro Lima | Relâmpago, 2015. Local: Olho, Museu Oscar Niemeyer (MON), Curitiba, PR, Brasil.

Primeiro veio a constatação do tempo perdido. Horas gastas vendo a vida de outras pessoas. Alguns conhecidos. A maioria desconhecidos. Horas preciosas de uma vida importante dedicados à expectação. O olhar perdido no feed e o tempo se esvaindo.
Então seguiu-se o pensamento incômodo: pessoas estranhas a olhar minha vida.
Alguns olhares amorosos, generosos, felizes. Outros invejosos, rancorosos, negativos.
Como se proteger desses olhares e sua vibração infeliz?
Conexão.
Com queM me conecto? E como essa conexão influi em mim?
Tempos de conflito.
Expor a vida ou se reservar? Compartilhar indiscriminadamente? Como equilibrar?
Tempos de conflito. Do pior tipo. interno. Então o primeiro a cair: Facebook. Como é a vida sem rede social? A pergunta que imperou. A ausência de informações. O prazer do silêncio. O tempo livre. Livro. Tempo para realizar planos, sonhos. Meses se passam. A falta diminui. Novas atividades. Vida que acontece. A segunda rede cai. A terceira rede cai. Uma rede permanece. Um último fio de conexão virtual. Por quanto tempo existirá?
A vida não é o que os olhos veem. A vida é o que o espírito sente. A vida é o que a gente faz. Nossa vida. Minha vida.

Mundo Avesso, Carlos Ruas


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Meu exemplar autografado! =D

Em 2018 o Carlos Ruas, autor das tirinhas do Um Sábado Qualquer, (que eu amo) lançou na plataforma Catarse o projeto do livro O Mundo Avesso faz parte do universo USQ. Eu fiz a rycah e apoiei com o Pacote Kant recebendo o Mundo Avesso e os outros quatro livros do USQ. E essa belezinha chegou aqui em casa me deixando muito feliz pois ainda ganhei ou mouse pad e dois marcadores personalizados (brindes inesperados são amor no core!).

Assim que chegou consulti o Edson e ele aceitou quebrar a programação e fazer um Programa Quadrinhos para esse livro. O Programa foi ao ar na última quarta-feira e já adianto que ambos gostamos muito do Universo USQ, então puxamos o saco mesmo. Não houve nenhuma imparcialidade da nossa parte.

O Mundo Avesso tem uma pegada mais reflexiva e filosófica, e é excelente para abrir mentes e nos mostrar como certezas não são tão certas assim, muito menos para todo mundo. E eu gosto muito da forma como o Carlos Ruas faz isso, com leveza e clareza. Claro que as tirinhas também estão disponíveis na internet (nesse link aqui), mas como eu gosto muito de apoiar os produtores de conteúdo e artistas, fiz questão de comprar meu exemplar.

Por enquanto, os livros anteriores podem ser encontrados na lojinha parceira do USQ mas o Mundo Avesso ainda não. E em 2019 deve vir o livro Cães e Gatos que eu também quero! Agora vou ler os livros antigos, pois embora eu já tenha lido na net, eu já percebi que os livros de tirinhas ganham uma organização toda especial quando publicados em livros, e eu gosto dessa organização que muitas vezes não percebemos ao longo das postagens.

Pare de se odiar, por Alexandra Gurgel

pare de se odiar

Título: Pare de se odiar.
Autora: Alexandra Gurgel
Editora: Best Seller
Edição: 1º
Ano: 2018
Páginas: 153

O livro de estreia de Alexandra Gurgel, youtuber do canal Alexandrismos com mais de 300 mil inscritos.
Alexandra Gurgel, criadora do canal Alexandrismos no Youtube, é conhecida por abordar em seus vídeos temas como autoaceitação, o movimento body positive, autoestima, relacionamentos e a luta contra a gordofobia.
Em Pare de se odiar a autora tem como objetivo ajudar suas leitoras a trilharem o caminho do amor-próprio e o da construção de uma autoimagem mais positiva, entendendo como a sociedade em que vivemos interfere diretamente na relação que temos com o nosso corpo.
Alexandra, que tem sido uma das vozes mais atuantes do movimento body positive no Brasil, traz no livro uma mensagem honesta e acolhedora, a partir de sua experiência pessoal para mostrar que amar o próprio corpo é, de fato, um dos atos mais revolucionários deste século.
Sigo a Alexandra no Youtube desde o inicio do canal dela, então comprei esse livro na pré-estréia e li ele assim que chegou aqui em casa. Mas escrever sobre ele levou mais tempo do que eu esperava. Tanto por compromissos pessoais, como por eu ficar com a constante sensação de que não consigo fazer jus ao livro, independente do que eu escreva. Então, como dizia minha Profa. Marina durante o mestrado: “não se termina uma dissertação, abandona-se”. Então resolvi publicar mesmo que eu ainda não considere pronta minha opinião.
O livro, impresso em papel off-white de gramatura média, é bem confortável de ler (e de escrever rsrsrs), e curto, são apenas 153 páginas, e o estilo de escrita da Alexandra faz ele parecer mais curto ainda, pois ela nos proporciona uma leitura fluida, dinâmica, gostosa. Confesso que antes desse livro eu não costumava escrever no livro, eu apenas anotava em um caderninho códigos para que, na hora de escrever sobre o livro, eu identificasse quais frases me marcaram. Assim eu podia facilmente passar o livro para frente ou vender em sebos. Esse livro me provocou, pois eu estava anotando coisas demais. Então , depois de muita reflexão, superei meu tabu e decidi escrever no livro. E foi delicioso. E libertador. O livro ficou todo riscado, e sem problemas, pois ele entrará definitivamente na minha biblioteca pessoal, onde apenas livros de estudo e os meus queridos, como esse, permanecem.

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A capa com a foto da Alexandra, confortável em ser ela mesma, dona de si, já diz a que o livro veio. Provocativo por nos estimular ao que deveria ser óbvio e natural: gostar de nós mesmas. Valorizar nosso corpo, esse instrumento maravilhoso que nos permite viver, aprender, evoluir. E que as vezes maltratamos muito com dietas irresponsáveis, alimentação totalmente maluca e descuidada, exercícios nada prazerosos. Como se o título do livro e a foto da capa já não fossem claros o suficiente, temos o subtítulo: “porque amar o próprio corpo é um ato revolucionário”. Na era da perfeição impossível de ser acompanhada, amar o próprio corpo, que naturalmente não atinge essa perfeição impossível, pois a perfeição proposta pela sociedade não é alcançável por nenhum corpo, é sim um ato muito revolucionário, pois se contrapõe a todo um sistema econômico de consumo e busca pela perfeição. Amar o próprio corpo, em todas suas fases e mudanças – a cada sete anos nenhuma célula do nosso corpo é a mesma, como podemos esperar alcançar o impossível, e permanecer lá? Nossos corpos não são máquinas paradas no tempo. São orgânicos e interagem com o ambiente e o tempo. Logo, mesmo quem, por meio dos meios que for, alcance a perfeição proposta pela sociedade, essa pessoa nunca conseguirá manter-se dentro do padrão, pois o tempo cuidará de mudar seu corpo, mesmo contra a vontade.
O livro começa e termina na história da Alexandra. Não poderia fazer mais sentido, numa obra que conversa tanto com a história pessoal da autora, pois assim como a história dela continua, o conteúdo do livro não se encerra em si, mas nos apresenta um universo de conceitos importantes e complexos que, se nos bastam no primeiro olhar, nos levam a buscar a mais em seguida, pois provocam muitos desdobramentos na nossa relação com a sociedade e conosco mesmas.
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Alexandra começa nos apresentando a pressão estética que sofria por não se sentir uma criança dentro do padrão – e isso já choca, pois ao escrever e falar sobre isso, ela torna real uma sensação incomoda que eu carregava, mas que nunca tinha verbalizado ainda: a pressão estética infantil, e os danos que isso acarreta para o desenvolvimento das crianças. Sim, nós temos um padrão de “criança bonita”, e as crianças já compreendem, e sofrem. Na adolescência dela, eu vi muito da minha, desde o não se encaixar, com os cabelos ondulados/cacheados (imagino que para as crespas seja ainda pior), até o desejo de ser anoréxica e bulímica (Ana e Mia, para os íntimos) e o fracasso de não conseguir ser direito nada disso. E a montanha russa que a vida emocional dela se tornou, nessa verdadeira guerra contra o próprio corpo.
O feminismo foi o pontapé inicial na jornada de pacificação da relação da Alexandra com ela mesma. E aqui mora o primeiro conflito. Nossa sociedade se pauta no conflito, no ódio e na insatisfação pessoal (toda mulher é insatisfeita, é o que nos dizem, não é?), então iniciar uma jornada de paz, na busca real da paz, verdadeira e duradoura, incomoda muita gente. Por que outro motivo o feminismo incomodaria tanto? Liberdade nunca foi algo bem visto pela sociedade, especialmente a liberdade feminina. Onde já se viu uma mulher que se ama? Independente da aparência, status social, situação financeira? Quando somos chamadas a nos amar, somos convidadas a malhar nossos corpos imperfeitos, a maquiar nossos rostos imperfeitos, na busca de um estereótipo de beleza inalcançável. Pois se mulheres que consideramos “perfeitas” são criticadas duramente em suas aparências, que dirão de nós, mulheres claramente imperfeitas?
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A jornada pelo livro é permeada de questões fundamentais para esse processo de desconstrução que a Alexandra propõe. Questões disfarçadas de simplicidade, mas que carregam significados pesados, e inclusive, algumas permeiam questionamentos filosóficos e e verdadeiras jornadas psicológicas de autoconhecimento para sermos capazes de responder, como:
  • “quanta coisa a gente deseja que é fruto de uma vontade que vem do externo, buscando a aprovação alheia?” (Página 29)
  • “Mas quando é que isso acaba, quando é que tudo fica bem? Isso tem fim? Não”. – Quando chegamos lá? Alguém realmente chega lá? (Página 31)
  • “quem sou eu?” (Página 35)
  • “O que é ser uma mulher feminina?” (Página 43)
  • “para quem você vive? Para quem você se veste? Para quem você faz as unhas? Para quem você pinta o cabelo? Para quem você faz cirurgia plástica? Para quem você muda? É para você? É uma vontade que vem, genuinamente, da sua essência? Já consegue responder se o que você faz ou muda na sua aparência, no seu comportamento e no seu imaginário de vida é para algo, alguém ou uma situação específica?” (Página 84)
  • “O curioso é que, se gosto é algo tão individual, por que todo mundo continua gostando das mesmas coisas?” (Página 111)
E essa lista é apenas para citar algumas questões importantíssimas. Para a maioria delas eu tentei imaginar um mundo sem mais ninguém. O que eu realmente faria? O que eu realmente mudaria em mim mesma?
Além disso, a Alexandra não nos sugere trocar uma ditadura por outra. Ela nos impele à liberdade. Seguindo a proposta de Simone de Beauvoir, citada pela Alexandra na página 109: “Ser livre é querer o outro livre”. E não dá para sermos livres enquanto estivermos presos pela algema mais poderosa do mundo: o ódio.
Recomendo muito esse livro. Para todas as mulheres e homens. Os questionamentos e o conhecimento apresentado ali, embora voltado à realidade feminina, impacta diretamente a homens e mulheres e merecem nossa atenção.

Programa Quadrinhos: 28 dias depois

Publicado em: julho de 2009
Editora: Boom! Studios
País: Estados Unidos da América
Categoria: Revista Periódica
Gênero: Terror
Status: Série completa
Número de páginas: 
Formato: Americano (17 x 26 cm) – Colorido/Lombada com grampos

Não foi lançada no Brasil ainda.

Baseado no grande sucesso do cinema 28 Days Later (no Brasil, Extermínio) e escrito pelo excelente Steve Niles, a primeira parte – Extermínio – nos narra os momentos iniciais do contágio e como se desenrolou a infestação em Londres e posteriormente em todo a Inglaterra. É terror, é suspense e… é de ZUMBIS.
Algumas pessoas fazem bobagens por fama, burrice ou curiosidade. Outras por redenção. No grupo que resolve voltar a Londres depois dos acontecimentos do último mês existe dos vários tipos. Acompanhe nossos “corajosos” aventureiros. É sobre eles a segunda parte da série…

O que é o selo “Leaping Bunny”?

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Selo oficial

O selo “Leaping Bunny” ou Coelho Saltitante, em português, é um selo internacionalmente reconhecido que garante aos consumidores que nenhum teste animal foi usado no desenvolvimento do produto que o receba. É concedido pelo Leaping Bunny Program da Cruelty Free International, um grupo de proteção e defesa animal, fundada em 1898 pelo escritor irlandês e sufragista Frances Power Cobbe, como a União Britânica para a Abolição da Vivissecção.

Esse selo indica que:

  1. a companhia e seus fornecedores não financiam testes em animais;
  2. a companhia aceita ser auditada pela CICC (Coalition for Consumer Information on Cosmetics – Coalizão para informações ao consumidor sobre cosméticos) grupo formado por oito grupos de proteção animal;
  3. a companhia paga para ter a licença de usar o selo.

Este selo não representa que o produto seja vegano. Falei sobre isso aqui.

The CCIC is made up of the following organizations: American Anti-Vivisection Society; Animal Alliance of Canada; Beauty Without Cruelty, USA; Doris Day Animal League; Humane Society of Canada; The Humane Society of the United States; and the New England Anti-Vivisection Society. CCIC’s international partner is the European Coalition to End Animal Experiments.

O CCIC é composto pelas seguintes organizações: American Anti-Vivisection Society; Aliança Animal do Canadá; Beleza sem Crueldade, EUA; Doris Day Animal League; Humane Society of Canada; A Humane Society dos Estados Unidos; e a New England Anti-Vivisection Society. O parceiro internacional da CCIC é a Coalizão Européia para Encerrar Experiências com Animais (tradução)

Foi o escritório brasileiro da Cruelty Free International, em parceria com nomes nacionais, que conseguiu aprovar a lei, em Junho de 2014, proibindo o teste de animais para ingredientes de cosméticos, higiene pessoal e produtos de limpeza em São Paulo e Mato Grosso. A Natura conquistou esse selo em 2018.

Fontes:

http://www.crueltyfreeinternational.org/
https://www.leapingbunny.org/content/leaping-bunny-logo

https://www.natura.com.br/blog/sustentabilidade/natura-conquista-o-selo-leaping-bunny-da-cruelty-free-international
http://aavs.org/news/coalition-consumer-information-cosmetics-leaping-bunny-marks-15-cruelty-free-years-cosmetic-personal-care-household-products/

 

O que é um produto “Cruelty-free”?

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Esse é o modelo antigo dos selos “cruelty-free” e são os mais comuns no Brasil.

O selo “cruelty–free” faz parte do programa “Beauty Without Bunnies” (Beleza sem coelhinhos) da organização internacional PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, em português, uma organização não governamental (ONG) dedicada aos direitos dos animais.

Esse selo indica que:

  1. A companhia e seus fornecedores não financiam testes em animais;
  2. A companhia respondeu um questionário e assinou uma declaração de garantia;
  3. A comapnhia paga para ter a licença de usar o selo; e
  4. No caso do selo que indica “and vegan” que o produto é vegano.

NENHUMA INSPEÇÃO É REALIZADA.

Existem duas formas de escolher seus produtos livres de crueldade:

  1. Pesquisando no site do PETA: https://features.peta.org/cruelty-free-company-search/index.aspx – lá você pode buscar empresas ou produtos específicos. Dessa forma é possível saber se uma empresa testa ou não em animais, ou se um produto específico é ou não testado em animais.
  2. Verificar se o selo “cruelty-free” está no produto que você quer comprar. Caso você busque pelo selo, ele pode ter quatro aparências diferentes. Aqui vale frisar que, algumas empresas mal intencionadas, podem modificar o selo para “parecer” que são certificados quando não são. Então confira se o selo é do PETA e, de preferência, confirme no site.

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Esses é o novo layout dos selos “cruelty-free”, ainda incomuns no Brasil.

Sobre o teste em animais: esse é um tema controverso. Mas resumidamente, é bastante comum que as empresas testem seus produtos em animais como forma de garantir a segurança desses produtos para uso em humanos. O problema é que centenas de milhares de animais sofrem diariamente nesses testes. Eles são cegados, envenenados, literalmente torturados até a morte, pois os testes não incluem sequer anestesia, na maioria dos casos. São testes não exigidos por lei e que, segundo o PETA são imprecisos ou enganosos, pois seres humanos tem organismo diferentes dos animais. Por exemplo: um produto que cega um coelhinho, pode ser inofensivo em um ser humano. E um produto que é inofensivo ao coelhinho, pode ser nocivo ao um ser humano. Eu não sou farmacêutica, mas considerando que, a cada dia aumentam mais e mais o número de empresas que estão abandonando os testes em animais, me parece ser bastante razoável a afirmação de que não precisamos desses testes para atestar a segurança de um produto.

A alternativa aos testes em animais, são as culturas de células humanas e estudos de tecidos (testes in vitro), e o uso de “pele” e “olhos” humanos artificiais que  imitam as propriedades naturais do corpo, além de vários órgãos virtuais que servem como modelos precisos de partes do corpo humano. Esses testes são mais confiáveis pois utilizam células humanas para os testes.

Diferenças entre o selo “cruelty-free” e o selo “cruelty-free and vegan”

Tanto a versão antiga quanto a nova do selo “cruelty-free” tem dois selos diferentes, um que é apenas “cruelty-free” e outro que também é certficado como “vegan” (vegano, em português). Essa diferenciação é muito importante, pois imagina-se que um produto vegano necessariamente seja cruelty-free, o que não é verdade, e vamos entender o motivo.

O selo “cruelty-free” indica que que o produto, marca ou empresa não testa em animais, mas ele pode ter ingredientes de origem animal. Um exemplo polêmico recente é a concessão pelo PETA desse selo para a marca Dove, da Unilever (empresa que testa em animais). A marca Dove não testa em animais, e é isso que o selo atesta. Porém a marca Dove utiliza produtos de origem animal, como o sabonete que tem derivados da banha de boi. Portanto, o selo “cruelty-free” atesta que o produto, marca ou empresa não testa em animais, mas não faz menção ao uso de ingredientes de origem animal.

O segundo selo, o “cruelty-free and vegan” indica que o produto, marca ou empresa não testa em animais e não tem ingredientes de origem animal. Portanto a Dove não é vegana e não irá utilizar esse selo nos seus produtos. Um exemplo é a marca de pincéis de maquiagem Ecotools que não testa em animais, nem tem produtos de origem animal (e são os melhores e mais macios e fofos e lindos pincéis que já usei na vida).

Um produto pode ser vegano e não ser livre de crueldade?

Depende do que você encara como vegano.

Sim caso seu ponto de vista se restrinja ao produto analisado. Logo um produto pode não ter nenhum  ingrediente de origem animal, mas pode ser testado em animais.

Não caso você analise toda a cadeia de produção (o que é raro). Mas nesse caso o produto não pode ter ingredientes de origem animal nem ser testado ou ter ingredientes testados.

Há um amplo espectro entre o sim e o não, para a resposta dessa pergunta. Pois se analisarmos produndamente a cadeia de produção de um produto podemos encontrar exemplos de sofrimento animal que não são visto em um primeiro olhar. Por exemplo, a empresa pode comprar os ingredientes de uma empresa que testa, ou de uma empresa que terceiriza testes em animais. Ou pode haver exploração animal em outras etapas como produção ou transporte. Ou ainda, o produto ou marca pode ser “cruelty-free and vegan”, mas estar vinculada a uma marca que testa em animais. Um exemplo é a linha da Kat Von D que é “cruelty-free and vegan” mas se filia à Sephora, que não é e trabalha com marcas que não são como a Bennefit, a Make Up Forever, Urban Decay, etc). Finalmente o produto e a empresa podem ser “cruelty-free and vegan”, mas que não são em outros países, como na China, que exige testes em animais. Um caso famoso é a MAC, que realizou e realiza testes em animais para vender na China, e exclusivamente para lá, pois a China exige testes em animais.

O fato é que hoje é bastante difícil restringir a compra de produtos que tenham toda a cadeia de produção sem nenhum tipo de sofrimento ou exploração animal. Mas existem outros selos que se esforçam nesse sentido. Cabe a cada um realizar suas escolhas de consumo consciente. Atualmente eu fico feliz em incentivar e consumir produtos veganos, para que as empresas (mesmo as que ainda não são veganas) se sintam estimuladas e caminhem mais e mais nessa direção.

Fontes:

https://www.peta.org/
https://www.peta.org/blog/dove-earns-cruelty-free-stamp-of-approval-added-to-beauty-without-bunnies-list/
https://www.dove.com/br/historias-Dove/sobre-Dove/no-animal-testing.html
https://www.maccosmetics.com.br/animaltesting
https://en.wikipedia.org/wiki/Cruelty-free
https://www.modefica.com.br/o-que-significa-de-verdade-o-termo-cruelty-free/#.XBaLD9tKjIU 

 

Lava (From “Lava)

 

A long long time ago
There was a volcano
Living all alone in the middle of the sea
He sat high above his bay
Watching all the couples play
And wishing that he had someone too
And from his lava came
This song of hope that he sang out loud
Every day
For years and years
I have a dream
I hope it will come true
That you’re here with me
And I am here with you
I wish that the earth, sea, and the sky up above
Will send me someone to lava
Years of singing all alone
Turned his lava into stone
Until he was on the brink of extinction
But little did he know
That living in the sea below
Another volcano
Was listening to his song
Everyday she heard his tune
Her lava grew and grew
Because she believed his song was meant for her
Now she was so ready to meet him above the sea
As he sang his song of hope for the last time
I have a dream
I hope it will come true
That you’re here with me
And I am here with you
I wish that the earth, sea, and the sky up above
Will send me someone to lava
Rising from the sea below
Stood a lovely volcano
Looking all around
But she could not see him
He tried to sing to let her know
That she was not there alone
But with no lava, his song was all gone
He filled the sea with his tears
Watched his dreams disappear
As she remembered what his song meant to her
I have a dream
I hope will come true
That you’re here with me
And I am here with you
I wish that the earth, sea, and the sky up above
Will send me someone to lava
Oh they were so happy
To finally meet above the sea
All together now their lava grew and grew
No longer are they all alone
With Aloha as their new home
And when you go and visit them this is what they sing
I have a dream I hope it will come true
That you will grow old with me, and I will grow old with you
We thank the earth, sea, and the sky we thank too
I lava you
I lava you
I lava you