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Buenos Aires – Dia 3

Para o 3º dia nosso plano era ir às compras, e nosso destino foi Palermo. Eu queria dar uma olhada nos tão aclamados outlet’s. Eu só esqueci de uma coisa: nunca fui fã de pagar para fazer propaganda para marca nenhuma, além de nunca usar roupas de marca… O resultado é que o dia de compras se resumiu a uma manhã frustrante onde acabamos comprando apenas uma bolsa de couro e algumas roupinhas infantis.

Acreditem é mais prático comprar artigos de couro aqui em Brasília mesmo, pois pelo menos aqui eu posso dividir. Lá, bolsas feias estavam $600,00 para cima. Nada a ver, né? Nas lojas a gente encontra bolsas de couro lindas, com excelente acabamento entre R$200,00 a R$400,00 tranquilamente. Tem mais caras, mas quem procura acha fácil nessa faixa de preço. E lá as bonitas estavam acima de $900,00. E para quem tem paciência, BSB tem a Expotchê que sempre tem artigos excelentes.

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Fomos almoçar no Miranda que fica ali próximo.  Não achamos o cardápio apetitoso mas pedimos um aperitivo, seguido de Bife de Chorizo com papas (que sempre é bom por essas bandas) e eu encarei um sanduiche de bife. Galera, o aperitivo era de entranhas! Nem comi por que sou fresca e não como entranha de bicho. Lá tinha nosso choriço, rins, pulmão e língua grelhados! Ecaaaa. A Mama e a Vó tentaram encarar mas também não conseguiram. Rs. Já os pratos principais estavam bons, mas não espetaculares. Comum sabe?

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A tarde resolvemos incluir o Jardín Japonés no nosso tour já que ficamos com a tarde livre. E aí sim, eu que sou fã de jardins, de parques e toda essa natureza, acabamos gastando uma tarde inteira apreciando esse jardim. Belíssimo e que me renderam muitas fotos interessantes. Recomendo muitíssimo a visita.

A noite resolvemos ir jantar no Cabaña Villegas. O restaurante é no estilo do Bahia Madero, mas a experiência foi oposta. Fomos atendidas por um garçom que  fez piadinhas de mau gosto, o que fez com que reclamássemos para o gerente. A comida estava deliciosa, com a tradicional entrada de pão com molhinho da casa e um vinho que nós não gostamos pois tinha muito tanino. E no final foi nossa conta mais cara em BsAs: $555,00.  Outro lugar que eu não recomendo para quem for para lá. Fechamos com uma mini caminhada por Puerto Madero e voltamos para o hotel.

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Buenos Aires – Dia 2

No segundo dia eu decidi fazer um roteiro “turismístico”. Não sei vocês, mas eu quando viajo prefiro fazer todo o turismo possível em um único dia e deixar o restante de dias para curtir a cidade.

Ah! Não vou ficar postando foto de tudo quanto é canto senão o post fica gigantesco. Caso fiquem curiosos com algum é só “dar um google” que vocês verão milhares de imagens maravilhosas, incluindo profissionais! =D E lembrem-se que meu roteiro tá superlight pois fui com minha avó, portanto nosso ritmo foi lento, com muito tempo para refeições e para apreciar a paisagem. Se quiser você pode juntar o roteiro de 2 dias que dá tranquilamente.

Acordamos cedo e fomos tomar um chá no Sasha Pasteles que fica pertinho do hotel. Pensa em chás maravilhosos, croissants perfeitos. Lá tem. Recomendo muito o Black Toffee e o English Green Morning. O Café com crema também é incrível, pois em BsAs crema é creme de leite batido para ficar cremoso. Super saboroso.

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De lá pegamos um táxi até o Teatro Colón. Principal casa de Ópera de BsAs, ele é enorme ocupando uma quadra inteira, tem uma arquitetura belíssima. Se quiser você pode fazer uma visita guiada a $110,00 (sempre vou dar os preços em pesos argentinos, ok?). Pessoalmente eu não quis, por que não sou uma fã de história (desculpem historiadores de plantão) nem artes plásticas (desculpem artistas). E como minhas companhias tampouco queriam, preferimos continuar nossa caminhada pela cidade.

Fomos caminhando pela Av. Corrientes e passamos pelo famoso Obelisco, onde tiramos algumas fotos. Vou ressaltar que essa área tinha uns tipos estranhos, então cuidado com seus bens! Continuamos nossa caminhada pela Av. Corrientes, de olho na belíssima arquitetura e nas lojinhas. BsAs tem esse encontro entre o antigo e o novo que tanto me encanta em cidades históricas. A foto abaixo é de uma residencia.

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Chegando em Puerto Madero fomos almoçar no Restaurante Bahia Madero. Como os porteños almoçam e jantam tarde, chegamos e estava vazio. Eu já tinha feito reserva mas foi desnecessário, porque 12h30 quando chegamos não tinha ninguém no restaurante! Começaram a chegar clientes às 13h, e o restaurante só encheu quase 14h30. O restaurante é lindo, pegamos uma mesa na varanda, de frente para o rio, e curtimos nosso almoço. O garçom que nos atendeu foi extremamente gentil e simpático, inclusive dando dicas. Todo restaurante que fomos em BsAs sempre servia uma cestinha com pães frescos e molho da casa enquanto escolhiamos o pedido no menu. Nesse veio vinagrete e um molho suavemente picante.

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Pedimos Bife de Chorizo (porção para 2), Picanha, arroz, Papas Fritas em vinho tinto suave. O Bife de Chorizo estava perfeito, suculento, assim como a picanha. O arroz blanco foi uma tristeza sem nenhum tempero. As papas (batata) fritas não tem erro né? E o vinho tinto suave não é doce tá galera? O Suave deles é com pouco tanino, o tipo de vinho que eu descobri que adoro. Ah! Toda comida em BsAs é estranhamente sem sal. Saborosa mas sem um pingo de sal. Bom para o coração. A sobremesa foi um show a parte. Pedimos uma Prova de Sobremesa, que vem super bem-servida, lindamente apresentada e serviu nós três tranquilamente! Vem Creme Catalana (predielata da vó), Pudim de Ovos e Leite , Frutas da Floresta (predileta da mama), Torta Morna de Maçã (minha predileta) e Mousse de Chocolate. Tudo saiu por $447,00 (cerca de R$180,00). Considerando que é um restaurante caro, acho que o preço foi ótimo.

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Após a refeição maravilhosa, caminhamos um pouco por Puerto Madero, tiramos fotos da Puente de La Mujer que é uma obra arquitêtonica muito linda, visitamos o Buque Museo Corbeta A.R.A. “Uruguay” que é um navio museo cheio de história. Custa apenas $3,00 e a visita é muito rica e dá para tirar fotos lindas!

Chegando à Plaza de Mayo, visitamos A Casa Rosada, A Catedral Metropolitana, El Cabildo e o Colegio Nacional de BsAs. Aliás, sabian que a Casa Rosada foi pintada pela primeira eno séc. XIX, por uma analogia à Casa Branca? E para conseguirem a cor rosada misturaram cal e sangue de boi. Tétrico não?

De lá fomos caminhando pela Av. de Mayo Até o Congreso de La Nación, passando pelo Café Tortoni, Los 36 Billares, o Teatro Avenida, o Palacio Barolo e o Congreso de la Nación. Essa Av. de Mayo é a rua mais conhecida de BsAs, concentra cafés, teatros e lojas “turismísticas” que é uma maravilha! Minha dica: aprecie muito, tire milhares de fotos mas não compre nada. Aqui tudo é caro demais.

No Café Tortoni eu confesso que fiquei decepcionada. Ele é tão recomendado, tão aclamado. Mas foi lá que tomei o pior chá, o pior café e o pior croissant da minha viagem. Fora que o atendimento foi ridiculo, parecia que eles faziam um favor em nos atender! Não gostei e nem recomendo. No máximo entre, tire umas fotinhas e caia fora correndo! Acabei nem comprando os ingressos para o show de tango deles de tão chateada que fiquei! Foram $68,00 jogados fora.

No jantar acabamos dando repeteco no Sasha Pasteles para atacar os doces e papear.

Por que Buenos Aires para ser minha 1ª viagem internacional?

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Imagem: Google

Eu sou uma pessoa racional. E quase sempre tomo decisões após refletir muito nos prós, contras e neutrinos da história. Então vamos ao porque da minha escolha:

  1. Câmbio. Vamos ser práticos, viajar para a Europa hoje é caro prá caramba, simplesmente porque todos os seus gastos serão multiplicados por 3 (no mínimo). Então o cafézinho de 3 euros, viram 9 reais. Mas em BsAs você divide seus gastos pela metade (no mínimo). E o cafézinho de 6 pesos virou 2 reais! Bem melhor né?
  2. Idioma. Em BsAs se fala espanhol, idioma que eu também falo. E é um idioma de raiz latina, portanto excelente para falantes de português, e mesmo se você não falar nada em espanhol vai entender e ser entendido (desde que a conversa seja mais lenta e bem pronunciada, claro!). Conhecer o idioma local ou falar um idioma próximo facilita o aproveitamento da viagem, já que você terá mais liberdade comunicativa.
  3. Tá barato viajar para Buenos Aires! Se você ficar de olho, dá para ir e voltar de Buenos Aires pagando menos de R$700,00 (incluindo taxas) nas passagens. Mais barato que ir para algumas muitas cidades brasileiras. Meu bolso agradeceu, e olha que eu sai de Brasília, que tem o melhor aeroporto internacional do Brasil (sóquenão) e tem conexão em SP o que encarece o voo.
  4. Tá aqui do lado, no Mercosul. Portanto esquece a encheção de saco para passaporte e visto. Dá para ir e voltar usando o RG mesmo. E viagem, quanto mais prática, melhor.
  5. Buenos Aires esbanja charme. Não à toa é conhecida como pedacinho da europa na América. Lá você encontra cultura, gastronomia, diversão noite e dia, transporte fácil e poder conhecer a cidade a pé.

Esses motivos foram determinantes. Mas foram baseados em razão. Há os motivos emocionais que nos levam a escolher determinadas cidades em detrimento de outras. Esses eu deixo por conta de cada um considerar.

Você conhece Buenos Aires? Gostou? Deixe uma dica, uma recomendação!

Buenos Aires – Dia 1

Depois de pesquisar muito na net e considerando todas as dicas, especialmente as da Carolina Garcia do Aonde Andei, da Marcelle no Viciada em Viajar e do Ricardo Freire do Viaje na Viagem. Decidi não fazer roteiro para o 1º dia da viagem pois, embora minha previsão de chegada fosse 13h, caso acontecesse algum imprevisto eu ficaria chateada por ter meus planos desfeitos (é, eu sou dessas que gosta de seguir o planos).

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Então meu único plano era chegar e relaxar no hotel! Bom né??? E assino embaixo dessa recomendação por que depois de ficar horas dentro de um avião o humor não estava bom. E as notícias das inundações em BsAs estavam me torturando. Eu já estava imaginando minha tão sonhada e planejada viagem indo água abaixo e eu sendo obrigada a ficar no hotel. Eu sou a deusa da chuva gente! Sempre que decido ir para algum lugar, começa a chover quando eu chego na cidade e para de chover quando eu vou embora. Legal né? Ainda bem  que a chuva era na parte sul de BsAs (bom para minha viagem, não para as pessoas que perderam bens e sofreram).

Voltando à viagem. Chegamos no aeroporto no horário planejado. Pegamos o Táxi Ezeiza, que eu havia deixado reservado pela internet. Paguei em $220,00 e já deixei reservado e pago o retorno (por $180,00) conforme minhas passagens. Escolhi o Taxi Ezeiza depois de entrar em contato com empresas de translado, pessoas indicadas por viajantes, etc. Foi o mais confiável e com o melhor preço.

Levamos 45 minutos para chegar ao Hotel Poetry, e nesse caminho percebi o quanto a direção porteña é agressiva. Eles encostam mesmo minha gente! Medoooo! E eu descobri que é assim sempre, por toda a cidade, então prepara o coração. Não precisamos trocar dinheiro pois eu preferi levar tudo trocado e o VTM (Visa Travel Money).

No hotel fomos recebidas pela Irina que nos disse que nosso quarto estava sendo limpo, então resolvemos almoçar e ela nos indicou o Tea Connection que fica na esquina (saia do hotel, vire à direita e vá até a esquina).

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Sanduiche sem graça…

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Frango Xadrez delicioso que minha vó comeu.

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Salada Ceasar (vem com lâminas de queijo gente!)

Tea Connection tem uma vibe natureba e não tem carne. Mas tem chás maravilhosos! A comida é razoável, mas o custo-benefício não compensa, pois é caro para uma comida meia-boca.  Minha melhor descoberta de BsAs foram os chás e infusões. O almoço saiu a $120,00 para 3 pessoas.

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Depois de um almoço leve voltamos ao hotel, paguei e fomos para o quarto que era maior do que eu esperava! Ficamos no Studio 1D, e nas fotos imaginei que seria apertadinho. Nada! Tem muitos armários (couberam, todas as nossas roupas – 3 mulheres), sapatos, objetos de higiene pessoal. A cama é enormeeeee e mega confortável! Eu fiquei no sofá cama (que eles chamam de futon) e quase achei mais confortável que minha cama! O banheiro é fofo, limpinho. A cozinha um charme e completinha, com café, chá, açúcar e temperinhos. Ainda tinha o Ipod (que eu não usei, mas achei fofo disponibilizarem e pode ser útil para outros viajantes) além do o telefone celular local carregado com $20,00. No banheiro tem secador e tudo que um bom banheiro tem que ter. Sou chata com banheiros, mas achei o deles bem conservado. Ganhamos uma garrafa de vinho maravilhosa, seca mas suave, um bloquinho com caneta do hotel e um guia de Buenos Aires e do apartamento que foram muito úteis na hora de adaptar os meus planos. O hotel custou U$155,00 por dia para 3 pessoas. Eu achei barato para o nível, serviço, localização e conforto dele. E recomendo demais que considerem se hospedar por lá.

Observem que lá não tem nosso vinho suave (docinho) mas o suave deles que é quase sem tanino. Então nada de boca de ameixa seca. Adoro!

No quarto desfizemos as malas, relaxamos um pouco na varanda, tomamos banho e resolvemos dar uma caminhada a esmo. Algo exploratório. Nos deslumbramos com a beleza da região que me lembrou muito o Rio de Janeiro. E resolvemos jantar no La Querencia que fica perto (saia do hotel, vire à esquerda, dobre à esquerda na esquina. O restaurante está na esquina do outro lado da rua).

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O La Querência tem um ambiente gaúcho. Suas empanadas são deliciosas, com levíssimo toque picante. Os pratos são generosos e saborosos. O atendimento foi rápido e bem simpático. Recomendo especialmente as empanadas.

Como a viagem foi com minha avó nós quase não saimos a noite, o que me obriga a voltar para Buenos Aires para sair à noite. Olha que sacríficio terei que fazer! =D