Duvidas Cruéis

Com ou sem?

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Coração Bobo

Engraçado como o coração da gente é bobo, bobo. E coração de mulher é mais bobo ainda. Acha que tudo é possível. Que milagres existem. Que pessoas mudam. E sonha… Sonha até não poder mais.

A mente bem que tenta. Trava uma batalha ferrenha. Se esforça por clarear os olhos do coração. Mostra todas as desvantagens, as incompatibilidades, as diferenças. Mas o coração só pensa nas semelhanças, nas igualdades, nas cumplicidades.

É cada coisa que me acontece…

[Dose para tratamento intensivo, por favor…]
June A

Tem pessoas que ressurgem das cinzas. Mas nem todas são como a Fênix. Que renasce, nova, limpa, purificada. Algumas pessoas ressurgem com a cinza entalada até a garganta (ou mais) e resolvem que é interessante cuspir essa cinza na sua cara.
Me explicando. Eu sou uma pessoa calma, tranquila, pacata. Meu mapa astrológico não está recheado de terra a toa. Eu sou estável. Honesta. Quem me vê em qualquer lugar, me vê exatamente como sou. Lógico que às vezes sou mais formal, outras nem tanto. Mas minha opinião não muda de acordo com a(s) pessoa(s) que estão à minha volta. E veja bem, eu raramente fico com uma pessoa. Ainda sou virgem. Considero relacionamentos (sejam eles quais forem) sagrados e invioláveis. Se duas pessoas decidem estar juntas, mesmo que isso me machuque, eu respeito.
E hoje abro meu e-mail e está lá, uma mensagem que nunca imaginei que receberia de quem recebi, um homem que admirava e considerava íntegro. Não à toa fui apaixonada por ele.
Explicando (de novo).
No primeiro semestre desse ano inovei completamente e parti para uma paquera virtual. O cara valia a pena a ousadia, eu achava ao menos. A troca de mensagens foi legal, apimentada até, mas em determinado momento, ele revelou que estava comprometido. Se doeu? E como! Mas a vida é assim mesmo. O problema do virtual é justamente esse. Alguém real pode pegar a bola antes.
Respeito a decisão dele. Troquei completamente o canal. De PAQUERA foi para AMIZADE. Ou pelo menos CONVIVÊNCIA HARMONIOSA. E tudo ia bem… até… Sempre tem um MAS ou um ATÉ, né? Hoje abro minha caixa de e-mail e o que eu encontro? Um frase. Curta. Grosseira. Mal-educada. Fiquei simplesmente chocada. Eu tinha o dito-cujo em alto conceito. Considero ele um excelente profissional. E o considerava um homem de bom caráter. Mas essa ofensa gratuita. Do nada. Meses depois de uma simples paquera, o cara acorda e decide me chamar de piranha???
Não dá pra entender. Tampouco desejo isso.
Mas é extremamente desagradável saber que terei que conviver com um ser tão imprevisível e grosseiro por um tempo indeterminado. Um homem que outrora admirei mas que agora me causa desgosto e tensão, pois não sei mais o que virá dessa fonte. É decepcionante vê-lo revelar uma faceta tão… não tenho palavras. Me surpreendeu. E não foi nada agradável.
Dediquei muitos posts, poemas, noites, sonhos, reflexões, livros, gozos, músicas, e uma outra infinidade de momentos meus a ele. Não me arrependo. Mas me decepciona ver o que ele realmente é.

Cada ser humano é um oceano profundo, que somente o Criador conhece em sua totalidade.

Relacionamentos, adolescência e sexo


Minha adolescência não foi lugar comum. E como talvez, exitam outras como eu por aí, que não curtem Todateen, Capricho, nem sai fazendo todo teste que vê pela frente, e adoram estudar, fica aqui meu delicioso processo de descoberta no mundo dos relacionamentos.

Não, os garotos não me viravam a cabeça, eu não suspirava profundamente por nenhum, eu não fazia loucuras ou pagava micos por eles. Verdade seja dita: eles me interessavam tanto quanto física (que me é indiferente até hoje…). Meus livros de português, biologia, inglês e química eram muito mais sedutores e interessantes. Prova disso que eu não desgrudava deles!

Mas o mundo ao meu redor girava em torno deles e para eles. E lá ficava eu, uma ET tentando se ajustar. Mas detesto ficar. Detesto mesmo. Me sinto um lixo. Descatável, utilizável, lugar-comum. Mais um nome na lista… E num mundo onde todos ficam antes de se conhecerem, claro que fiquei solteira eternamente. A Princesa de Gelo (como os garotos corajosos que ousaram tentar ficar comigo me apelidaram).

Admito que meu amadurecimento sexual não foi nessa época. Até o fim do Ensino Médio eu queria mais era estudar, aprender, para ser alguma psicóloga de sucesso, uma cientista do comportamento humano ou professorasuper-ultra-mega. Sempre acreditei que havia algum problema em mim, meu desenvolvimento era lento, sei lá. Minhas amigas, aos 12 anos, já estavam transando, eu, aos 19, nem desejo sentia…

Achava que beijos eram insossos, toques nada emocionantes e papos apimentados maçantes. Essa era minha impressão do “Fabuloso mundo do sexo”, que de fabuloso eu não via nada.

O que eu tinha de errado?
Eu era assim tão anormal?
Eu era frígida?
Essas perguntas se tornaram tão comuns na minha cabeça.
Me torturavam tanto que eu passei a violar meus desejos.
Me obrigava a ficar com garotos para provar que podia ser igual a qualquer garota. Essas tentativas não duraram nem 1 mês. Conversando com minha mãe, entendi que eu não era anormal, frígida, nem havia nada de errado comigo. Eu apenas não havia me interessado por ninguém, ainda. Ela me levou até na ginecologista pra ela me explicar isso.
Então lá fiquei eu, cheia de ansiedade pelo momento em que insossos beijso virariam fabulosos beijos. Enquanto isso, vida pra frente.

Certo o momento chegou. Beijos ficaram fabulosos. Toques quentíssimos. Mas não era qualquer homem que fazia isso. Apenas 1. Ele.
Claro que, garota cheia de questionamentos e dúvidas que sou, me questionei: não deveriam ser todos? Todos os garotos deveriam ser interessantes agora, excitantes e tal. Mas só ele? Só ele me excitava? Só ele me fazia querer mais? Só com ele era fabuloso? Por que?

Lá vou eu de novo. Pergunta aqui e ali…
Minha amigas diziam que eu era seletiva demais.
Meus poucos amigos que eu era uma raridade.
Minha mãe que eu tinha meu jeito de amar, e devia respeitá-lo.
Minha ginecologista que isso era plenamente normal.
Ninguém satisfez minha curiosidade…
Continuei refletindo. O namoro se desfez. Outro se iniciou. Outro se desfez.
Em todos mantive o contato amigável, tranquilo.
Desisti definitivamente de violentar meu jeito e dei um basta nas ficadas.
Me senti muito mais leve.

Resolvi analisar o perfil dos 5 homens que me interessaram românticamente e sexualmente ao longo da vida. E aí eu já tinha 21 anos na cara. O que eles tinham em comum?
Fisicamente: nada.
Nenhum tinha interesses em comum com todos.
Química? Com 3 sim. Rolou a química de cara. O interesse foi mútuo e forte. Mas e os outros dois?
Ação comum? Sim. Todos eu tive oportunidade de conhecer antes, de papear. Todos demonstraram interesse em mim, com todos eu podia conversar tranquilamente, sem muita frescura. Com todos o interesse se intensificava a cada dia. Com todos foi maravilhoso.

Aí eu finalmente percebi: que comigo pele é importante sim, demais até, não consigo conceber relacionamentos a distâncias, mas que conhecimento, confiança e entrosamento mental, tem uma parcela importantíssima quando o assunto é relacionamento, interesse e tesão.

[Photo by: The Sea Walker]

Amor e medo

[Se eu disser que estou perdida, coração na mão, sem idéia do que fazer com ele e de tudo que eu guardo dentro dele, você me espera decidir?]

Sempre que ouvia aquela frase: “O medo de amar é o medo de ser livre…” do Beto Guedes, nunca imaginei aplicar essa frase à mim.

Mas sim, tive que aplicá-la e me conscientizar do quanto venho sendo medrosa. Do quanto tenho perdido por ter medo. Das oportunidades, dos sonhos, do desejo. Venho permitindo que meu medo seja maior que eu. Pois ultrassá-lo traria novos desafios, novos horizontes, novas caminhadas.

Sabe, às vezes me esqueço que meu futuro está em minhas mãos, que eu controlo meus passos, que colho o que planto. Me esqueço que para conhecer meu futuro basta analisar meu presente, relembrar o passado. Não é grande o mistério que envolve o desconhecido depois disso. Detalhes não são revelados, mas as linhas gerais ficam ali, expostas ao seu olhar.

Ainda bem que de tempos em tempos Deus me dá sacudidelas, quase me arranca a cabeça. E então eu acordo para essas duras realidades. Percebo o quanto sempre temi o amor. Pois na minha cabeça amar nos expõe. E tenho pavor de me expor. Mas como amar sem se expôr? Impossível. Dai, por hábito, me escondia.

Mas esqueço que melhor escudo que o amor não há. Que quando nos expõe, ele nos une profundamente à Deus, que nos protege com uma aura invisível. Então, que eu consiga superar meu medo de amar. E que Deus me auxilie nessa empreitada que, eu sei, durará muito tempo. Mas que valerá a pena a cada instante.

Eu tenho medo, muito medo de amar.
Medo de amar e ser correspondida.
Medo de desejar tanto que me doa esse desejo.
Medo que meu desejo só se saceie nos braços dele.
Medo de querer tanto que ele seja feliz.
Medo de levar problemas para a vida dele.
Medo de saber o quanto elpode me fazer bem.
Medo de me libertar desse medo que me corrói.
Medo da consciência de ser ele o estopim rumo à liberdade.
Medo das mudanças que esse amor trará.
Medo de sair do conforto do medo conhecido.
Medo desse sentimento poderoso.
Medo do amor e seus superpoderes curativos.
Medo desse elixir de felicidade.
Medo do meu medo.
E medo ainda mair desse medo ser maior que eu.
E de nunca conhecer tudo que eu temo.
Por que meu medo é meu.
E dele me desfaço quando quiser.
E me desfaço dele no presente.
Presente de coragem que me acompanhará.
Na certeza de um destino melhor.

Amor e uma Cabana

[Amor e uma cabana? Só se for 5 estrelas meu bem…]

Cínica?
Sem um pingo de romantismo correndo nas veias?
Pode até ser…
Mas realmente não entendo o que se passa na cabeça de um ser que acha que amor resolve todos os problemas. Que acredita em príncipes encantados. Que veja sua cara metade a cada novo namorado…

Primeiro: Amor não resolve problema de ninguém. Principalmente num mundo onde amor, paixão e tesão se confundem completamente na mente das pessoas! Amor é algo tão bom, mas tão bom, que sozinho se basta e seu único desejo passa a ser que o outro seja feliz (o que não inclui você mesma, necessariamente…). Já paixão e tesão são mais mundanos, prazeirosamente egoistas. Amor é sublime, e nos enleva, nos faz desejar ser melhores e oferecer o que há de melhor no mundo, seja materialmente, seja emocionalmente. Amor nos desperta para o outro, para a existência do TU, e para toda a complexidade envolvida nessa descoberta. E amor não pode descrito, apenas sentido. Quando falamos de amor tudo que conseguimos é um reflexo pálido e vulgar do que verdadeiraente sentimos.

Segundo: Principes encantados não existem, principalmente com o fim da Monarquia… pois é não vivemos numa monarquia mais… ¬¬ E encantamento pra mim, tá mais prá amarração (algo pavorosamente burro e comprovadamente estúpido de se fazer – desculpem a franqueza…). Homens são homens. Ponto final. Simples assim.
Tem defeitos irritantes e insuportáveis.
Tem qualidades apaixonantes e extremamente atraentes!
Simples assim. E acredite o casamento não transforma Shrek em Principe (assistam a animação novamente, sim?). O cara mal-educado (com hífen ou sem hífen? Bem como a nova norma só vale a partir de 2009 vai com hífen mesmo!), bem ele continua mal-educado. O grosseiro continua grosseiro. O gentil continua gentil. O carinhoso continua carinhoso e assim vai.
E não vem com aquele pensamento infantil de: “depois ele muda” que nem ele nem você mudarão tanto assim! E depois de alguns meses acordando todos os dias ao lado daquele peste que não muda aquele defeito detestável, um novíssimo divórcio entrará nas estatísticas e engordará o bolso de algum advogado…
Se você não aceitar que seu Sherek é daquele jeito mesmo: grandão, forte, carinhoso, protetor, honesto e um poço de grosseria quando quer, sua felicidade conjugal terá sido destruída antes mesmo de ser construída… E saiba que o príncipe, apesar de um gentleman nunca pulará no pescoço daquele babaca que te importuna na night! Ele detesta escândalos, lembra-se?
Então se você ama algum desses personagens, ou algum outro, sinta-se livre para amá-lo, mas aceite os defeitinhos dele e seja muito, muito feliz.

Terceiro: Não vou nem comentar como o novo namorado sempre parece ser melhor que o último traste que encaramos… Síndrome da Novidade. Mas cara metade? Fala sério que alguém ainda acredite nisso em plena Era da Informação! Sorry, eu não sou metade de ninguém, sou inteira, inteirinha aqui, verso e reverso, desse jeitinho mesmo, confuso, metamorfo, adorável e delicadamente desastrada!
A não ser que você tenha apenas 23 cromossomos (o que justificaria dizer que é apenas a metade…) você também é inteirinho e totalmente complexo. E quem quiser ficar contigo terá que compreender essa difícil e maravilhosa realidade: você não depende de ninguém para ser feliz! Mas gosta muito da idéia de dividir essa felicidade com alguém, afinal felicidade dividida multiplica-se, não?
É tudo uma questão de escolhas, ambos tem idéias em comum (ou não!), desejam um ao outro, e tem muito a aprender e ensinar. Você escolhe quem tem ao seu lado, seja príncipe ou Sherek, ele foi sua escolha. Aceite isso. Ou aprenda a escolher melhor e, para isso, conheça-se melhor…

Então, não me venham com esse papo de amor e cabana, que sou uma Citygirl, de dedo-cinza e dependente de escadas rolantes, PC, internet e veículos com rodas…

Mas se for um bangalô no caribe como aquele da foto do post a gente pode conversar…

Minha dica: Leia esse post do “Quer namorar comigo?

[Photo By: Recebido por e-mail]

Precisava tanto te dizer…


Que és especial demais!

Precisava tanto dizer,

Que te sinto tão em mim.

Que já tentei te esquecer,

Mas não consegui, não fui capaz.


Que existem pessoas que nos marcam,
Profundamente…

Que nos fazem feliz, só por existirem.

Por vezes, quando estou sozinha

Corro estradas sem fim sem tempo para chegar


A lado algum, deixo-me ir…somente,


E tu estás sempre presente


No meu pensamento, no peito, no sangue que me pulsa


Forte…, bem forte nas veias.

Tenho medo,

Que não saiba como fazer, para não te machucar


Para não me machucar,


Para que fique em nós, sempre


O que de melhor sabemos dar, partilhar e sentimos.



O teu receio afasta-me,

O teu medo, trava todo o meu desejo


De te dizer…em palavras, o que realmente sinto por ti.

És uma luz que me ilumina

Nas trevas que me rodeiam


Nos medos que me sufocam


Nas incertezas que me destabilizam.



Como poderei algum dia explicar-te,

Que és…a parte doce deste sonho pesadelo


De acreditar que te tenho em mim, ainda que nunca possas ser meu?!




Como é bom, beijar-te

Como me sinto segura quando me abraças…

Fazes com que esqueça toda a tormenta,

Que é um dia ter que acordar deste meu sonho.

[autor desconhecido]