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A diferença entre gostar de sexo e putaria

[Qualquer relacionamento é dois. E tem que ser bom para os dois.]
Tem mulher que confunde gostar de sexo e ser usada para sexo.
E no momento atual, em que uma manada de mulheres aceitam os mandos e desmandos de moleques, como se a palavra deles fosse lei. Em que os homens não precisam sequer demonstrar interesse pois já tem um bocado de mulheres à disposição, feito cãezinhos adestrados, prontas a lhes atender a vontade, essa situação só faz piorar.
Vamos lá, gostar de sexo é natural, é saudável, é bom, faz bem à auto-estima e ao relacionamento.
Ser usada para sexo não é natural, não é bom, não faz bem à auto-estima e f@de o relacionamento.
Como diferenciar? Fácil. 
1º O horário:
Observe se o(s) cara(s) te liga(m) em horários tipicamente para sexo. Leia-se aqui, almoço (esse costumam ser bem diretos), tarde da noite, chegando ao cúmulo de ligar pela madrugada. Normalmente ele nem se dá ao trabalho de seduzir você. Você pode até esperar a sedução da primeira vez que isso ocorrer, poderá ficar chocada, magoada, mas aí você vai assim mesmo. Pronto ele já sabe que para você é mais importante que ele tenha sexo, que você se sentir valorizada.
É comum também que o(s) cara(s) passe(m) a entrar em contato com você apenas para isso.
2º O Programa
1ª opção: Após um bom tempo de convivência de namoro, pegar um filminho na locadora e assistir em casa com o namorado é super comum. No início do namoro? O cara está testando se você vai ser uma fonte de sexo fácil para ele. Engano meu? Não. Realidade mesmo. isso porque após um tempo de namoro o combo filme+casa não termina, necessariamente em sexo. Mas no início do relacionamento, o cara não vai esperar nem terminar os trailers para começar a te agarrar.
2ª opção: Almoço ou jantar em lugares estratégicos (leia-se caminho de motel). Acredite homem não se engana. Aqui em Brasília o cara leva a garota para “comer” no Flamingos Shopping, que por sinal fica no mesmo terreno do Flamingos Motel. Claro que isso é só coincidência. ¬¬
3º A Atitude
Ele não se esforça para ir até você, ele espera que você vá até ele. Ele te liga dizendo que quer te ver. Mas não propõe horário, local nada. A mulher não se toca do golpe, e se diz que vai na casa dele. Oras bolas, pronto, tá comida! E se você sugerir um programa ele vai dizer que tá muito atribulado, cheio de serviço, com compromisso marcado, etc e tal. Ele só quer uma rapidinha sem esforço.
Outra versão desse golpe é ele aparecer de surpresa na sua casa, dizendo que estava morrendo de saudades, às vezes com um filminho na mão, às vezes querendo entrar só para matar a saudade. Se você convencê-lo a sair, observe que ele estará mal-humorado o tempo todo…
4º O Sexo
O prazer dele virá em primeiro lugar. Se for um cara esperto te dará prazer depois, se for idiota, vai parar nele mesmo. E você ficará chupando dedo, ou no dedo. O cara quando tá a fim de verdade, sabe que tem que agradar para ter a chance de uma segunda vez. E mulher que gosta de sexo EXIGE esse comportamento do carinha em questão. Sexo é dois… Então o prazer tem que ser para dois. 
Claro que essas são 4 situações generalizadas, mas são as mais comuns nas quais vejo colegas e amigas caírem, como patinhas na abertura da temporada de caça.
Então meninas, fiquem atentas. Ele também tem que:
  • se emperequetar no 1º encontro;
  • liberar um espaço na agenda para se encontrarem;
  • ligar para você;
  • propor encontros;
  • tem que se esforçar para conquistá-la;
  • ser pontual nos compromissos assumidos com você;
  • dar prazer a você;
  • respeitar suas opiniões;
  • elogiar você (e em aspectos que não sejam sua aparência e/ou performance sexual.
Pense nisso: Se você se esforçar demais para agradar um homem, acabará agradando de menos a sim mesma. Você está em primeiro lugar.

Eles e Elas

[Será possível que os homens enfrentem os mesmos questionamentos que algumas mulheres?]

Sempre me fiz essa pergunta. O universo masculino sempre foi um mistério para mim. Pois apesar de ter muitos colegas homens, sempre percebi que os interesses masculinos tendiam ao caminho inverso do feminino. Enquanto as mulheres sonham com amor, carinho, um lar e tranquilidade. Os homens sempre falam de muito sexo, muitas mulheres e alergia ao casamento.

E embora eu sempre tenha tido no meu irmão, o Gatão, o meu referencial do tipo de homem que eu quero em minha vida, eu nunca havia encontrado nenhum homem que eu pudesse colocar no seleto grupo de homens a se admirar. Um homem que seja completo. Diferente do lugar comum.

Meu irmão é um homem de outro tempo, outro período. Cavalheiro, educado, atencioso, respeitador. Daqueles que, quando estão na frente da familia pega sua mão e te dá um selinho. nada daquele “quase sexo”que muitos casais fazem na frente dos familiares, e que eu acho de extremo mau gosto.

Além disso eu sou muito mais reservada quanto a relacionamentos que a maioria das mulheres. Não gosto de ficar. Detesto rolos. E sempre tenho esperado um homem que me transmita confiança, respeito, carinho, atenção. Um homem que queira ser meu companheiro, amigo. Que partilhe comigo valores que considero essenciais, mas são considerados caretas no mundo de hoje, como o respeito à família, aos próximos.

Some-se à minha caretice natural, meu jeito mais caseiro. E temos uma combinação que não favorece a quantidade de namorados. Honestamente? Ultimamente eu andava pensando que talvez fosse morrer solteira, pois é incrível como nos meus 23 anos eu nunca conheci ninguém que partilhasse comigo tudo que considero essencial.

E justamente por isso fui ficando por aqui, solteira mesmo. Mas muito feliz com minha própria decisão. Certa de que minha paciência seria recompensada com, pelo menos, paz de espírito.

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Deu prá sentir que estou sempre usando o passado, não?

Eu explico mais tarde o por que…

[continua…]

Coração Bobo

Engraçado como o coração da gente é bobo, bobo. E coração de mulher é mais bobo ainda. Acha que tudo é possível. Que milagres existem. Que pessoas mudam. E sonha… Sonha até não poder mais.

A mente bem que tenta. Trava uma batalha ferrenha. Se esforça por clarear os olhos do coração. Mostra todas as desvantagens, as incompatibilidades, as diferenças. Mas o coração só pensa nas semelhanças, nas igualdades, nas cumplicidades.

Do "ISMO" ao "INO"


“Temos que tirar as mulheres da cozinha.” Frase que inspirou tudo isso…

Sim, eu sei. Assunto bem polêmico, e meu ponto de vista costuma ser mais fonte de discussão… Percebo isso sempre que toco nele, mas eu não fujo de nenhum diálogo. Então vamos ao desafio…

Concordo que devemos auxiliar na expansão da consciência feminina e masculina em prol da liberdade de escolha. Mas eu disse liberdade, e não obrigar as pessoas a fazerem o que julgamos correto, melhor.

Ok. Eu não consigo me imaginar vivendo dentro do lar, me dedicando apenas aos meus filhos e ao meu marido. Honestamente nem consigo me imaginar casada. Com filhos sim, casada não. Mas essa sou eu, com minha cultura, minhas indiossincrasias, minhas particularidades, minha história, minha vida. E isso não é correto. É apenas minha escolha.

Tenho uma amiga jovenzinha, bem educada, com nível cultural extraordinário, que escolheu permanecer na cozinha (contra tudo e todos, inclusive o marido) e é muito feliz lá. Se ela vai se arrepender depois? Não sei. Não sou vidente pra prever o futuro. Mas depois de muito conversar com ela admito que meu feminismo enfraqueceu muito, mas minha feminilidade me abriu para novos pontos de vista.

Vou fazer um aparte aqui. Eu não gosto muito dos termos CORRETO/CERTO e INCORRETO/ERRADO. Veja bem, a vida não é preto-no-branco. Tem tons de cinza adoidados por aí. E um arco-íris inteirinho para complicar mais. Algo correto nos coloca na posição de que tudo mais está incorreto. Tudo. Não há meio termo. Toda guerra que conheço (ignoro explicitamente os fatores históricos, sociais e políticos aqui, ok?) parte do princípio de que eu estou correto e você errado.

Prefiro utilizar os termos ADEQUADO e INADEQUADO pois eles carregam uma carga semântica menos definitiva. Afinal, algo pode não ser adequado para mim no ambiente de trabalho, mas totalmente adequado quando fora deste (o consumo de bebidas alcóolicas, é um exemplo). Vale o mesmo para pessoas. Algo adequado para mim, não é necessariamente para você. E mais algo adequado não é obrigatório, e algo inadequado não é proibido. Logo o direito de escolha permanece.

Hoje me considero uma mulher feminina, que busca paz entre os sexos. Eu não quero dominar meu lar, nem quero ser dominada. Prefiro um domínio compartilhado, assim cada um supre o ponto fraco alheio com seu próprio ponto forte. Engraçado como defendemos a democracia para o governo, mas quando nossos interesses entram em cena, é o autoritarismo que reina e, na maioria das vezes, sequer cogitamos dialogar e tentar compreender o outro. É o estigma das raças, como se fala em comunicação. Problema de comunicação que nos faz ver tudo que é outro, diferente, sob uma ótica suja e preconceituosa.

O feminismo violento teve sua razão de ser, sua glória, seu momento, mas agora acredito que seja momento de repensarmos os preconceitos que a batalha nos infundiu. Pois ainda não encontramos o equilíbrio. E nós, mulheres, nos vemos sobrecarregadas com jornadas triplas, ao centralizarmos todas as atividas internas e externas sobre nós – resultado do feminismo que nos libertou da prisão caseira, sem nos libertar da prisão cultural e moral da responsabilidade pela manutenção doméstica.


Ora, se saímos de casa para trabalhar junto com nossos maridos, mães, pais, irmãos, e todos que convivem conosco no lar, nada mais justo do que todos compartilhem as tarefas de casa também. Não tem essa de meu trabalho é mais estressante que o seu, ou mais pesado. Todos que trabalham podem e devem colaborar em casa. Como essa divisão será feita, cabe a cada lar. Afinal, se pensarmos bem, o lar é como uma organização, e não será nada mal utilizar um pouco de gestão para torná-lo mais confortável, equilibrado. Sem sobrecarregar ninguém.

Mas não isso que vemos, sob a desculpa de que ele, o marido, não faz nada direito em casa ou simplesmente não faz, tomamos sobre nós essa jornada. E assumimos, também, a responsabilidade pelos filhos. Só ai temos 3 jornadas. Isso não é liberdade, é escravidão.

Oras, se o marido não faz, é hora de começar. Ou então vamos ambos desenbolsar para pagar empregada. Escrava-esposa é que não dá. Daí virá insatisfação, irritação, a sensação de estar sendo usada, abusada. Fim de casamento, ou casamento lotado de insatisfação. nenhuma das alternativas é a sonhada, não? Se ele não faz direito, ensina ele e pronto. Uma hora ele aprende, mas ninguém nasce sabendo. Agora não me venha com a desculpa de que não tem paciência. Prefere o que? Ser sobrecarregada quando poderia estar dividindo o peso do cuidado com o lar? A escolha é sua. Mas pense bem: por seu conforto e pelas horas a mais a dois, cheias de carinho, cumplicidade, sexo, diálogo, descanso, não vale deixar a impaciência de lado?

Quanto aos filhos, não nem discutir, presença masculina é tão importante quanto feminina. Nenhum dos dois papéis é dispensável, prova disso é que as crianças, quando na ausência de um dos papéis, transfere essa carga para outra pessoa, seja irmão mais velho, tio, tia, primo, prima, etc… O papel precisa existir, o representante pode ser alterado. Portanto a educação, os cuidados, são do casal e não de apenas um.

Liberdade verdadeira vem acompanhada de responsabilidade. De escolhas. De consequencias. De escolher caminhos que não são, necessariamente, os mais fáceis. Mas que nos renderão frutos melhores. Exige olhar além do momento, para o futuro. Planejar. Idealizar. Avaliar. Mudar. Adaptar.

Se quero tirar as mulheres da cozinha? Não, não quero. Só quero que elas saibam que podem estar onde desejarem estar. Na cozinha, no carro, no barco, no escritório. Sozinhas ou acompanhadas. Mas acima de tudo quero que elas estejam conscientes de que, qualquer que seja sua escolha, nunca é tarde para mudar, aproveitar um novo vento, seguir uma nova direção. Quero que saibam que podem escolher. E essa é a verddeira liberdade. Escolher com consciência.

Essa é minha campanha contra os “ismos”, pois eles guerream entre si, são opostos, opositores.

É uma campanha pelo feminino e pelo masculino que são companheiros, complementares, amigos.


É cada coisa que me acontece…

[Dose para tratamento intensivo, por favor…]
June A

Tem pessoas que ressurgem das cinzas. Mas nem todas são como a Fênix. Que renasce, nova, limpa, purificada. Algumas pessoas ressurgem com a cinza entalada até a garganta (ou mais) e resolvem que é interessante cuspir essa cinza na sua cara.
Me explicando. Eu sou uma pessoa calma, tranquila, pacata. Meu mapa astrológico não está recheado de terra a toa. Eu sou estável. Honesta. Quem me vê em qualquer lugar, me vê exatamente como sou. Lógico que às vezes sou mais formal, outras nem tanto. Mas minha opinião não muda de acordo com a(s) pessoa(s) que estão à minha volta. E veja bem, eu raramente fico com uma pessoa. Ainda sou virgem. Considero relacionamentos (sejam eles quais forem) sagrados e invioláveis. Se duas pessoas decidem estar juntas, mesmo que isso me machuque, eu respeito.
E hoje abro meu e-mail e está lá, uma mensagem que nunca imaginei que receberia de quem recebi, um homem que admirava e considerava íntegro. Não à toa fui apaixonada por ele.
Explicando (de novo).
No primeiro semestre desse ano inovei completamente e parti para uma paquera virtual. O cara valia a pena a ousadia, eu achava ao menos. A troca de mensagens foi legal, apimentada até, mas em determinado momento, ele revelou que estava comprometido. Se doeu? E como! Mas a vida é assim mesmo. O problema do virtual é justamente esse. Alguém real pode pegar a bola antes.
Respeito a decisão dele. Troquei completamente o canal. De PAQUERA foi para AMIZADE. Ou pelo menos CONVIVÊNCIA HARMONIOSA. E tudo ia bem… até… Sempre tem um MAS ou um ATÉ, né? Hoje abro minha caixa de e-mail e o que eu encontro? Um frase. Curta. Grosseira. Mal-educada. Fiquei simplesmente chocada. Eu tinha o dito-cujo em alto conceito. Considero ele um excelente profissional. E o considerava um homem de bom caráter. Mas essa ofensa gratuita. Do nada. Meses depois de uma simples paquera, o cara acorda e decide me chamar de piranha???
Não dá pra entender. Tampouco desejo isso.
Mas é extremamente desagradável saber que terei que conviver com um ser tão imprevisível e grosseiro por um tempo indeterminado. Um homem que outrora admirei mas que agora me causa desgosto e tensão, pois não sei mais o que virá dessa fonte. É decepcionante vê-lo revelar uma faceta tão… não tenho palavras. Me surpreendeu. E não foi nada agradável.
Dediquei muitos posts, poemas, noites, sonhos, reflexões, livros, gozos, músicas, e uma outra infinidade de momentos meus a ele. Não me arrependo. Mas me decepciona ver o que ele realmente é.

Cada ser humano é um oceano profundo, que somente o Criador conhece em sua totalidade.