Mundo Avesso, Carlos Ruas


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Meu exemplar autografado! =D

Em 2018 o Carlos Ruas, autor das tirinhas do Um Sábado Qualquer, (que eu amo) lançou na plataforma Catarse o projeto do livro O Mundo Avesso faz parte do universo USQ. Eu fiz a rycah e apoiei com o Pacote Kant recebendo o Mundo Avesso e os outros quatro livros do USQ. E essa belezinha chegou aqui em casa me deixando muito feliz pois ainda ganhei ou mouse pad e dois marcadores personalizados (brindes inesperados são amor no core!).

Assim que chegou consulti o Edson e ele aceitou quebrar a programação e fazer um Programa Quadrinhos para esse livro. O Programa foi ao ar na última quarta-feira e já adianto que ambos gostamos muito do Universo USQ, então puxamos o saco mesmo. Não houve nenhuma imparcialidade da nossa parte.

O Mundo Avesso tem uma pegada mais reflexiva e filosófica, e é excelente para abrir mentes e nos mostrar como certezas não são tão certas assim, muito menos para todo mundo. E eu gosto muito da forma como o Carlos Ruas faz isso, com leveza e clareza. Claro que as tirinhas também estão disponíveis na internet (nesse link aqui), mas como eu gosto muito de apoiar os produtores de conteúdo e artistas, fiz questão de comprar meu exemplar.

Por enquanto, os livros anteriores podem ser encontrados na lojinha parceira do USQ mas o Mundo Avesso ainda não. E em 2019 deve vir o livro Cães e Gatos que eu também quero! Agora vou ler os livros antigos, pois embora eu já tenha lido na net, eu já percebi que os livros de tirinhas ganham uma organização toda especial quando publicados em livros, e eu gosto dessa organização que muitas vezes não percebemos ao longo das postagens.

Pare de se odiar, por Alexandra Gurgel

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Título: Pare de se odiar.
Autora: Alexandra Gurgel
Editora: Best Seller
Edição: 1º
Ano: 2018
Páginas: 153

O livro de estreia de Alexandra Gurgel, youtuber do canal Alexandrismos com mais de 300 mil inscritos.
Alexandra Gurgel, criadora do canal Alexandrismos no Youtube, é conhecida por abordar em seus vídeos temas como autoaceitação, o movimento body positive, autoestima, relacionamentos e a luta contra a gordofobia.
Em Pare de se odiar a autora tem como objetivo ajudar suas leitoras a trilharem o caminho do amor-próprio e o da construção de uma autoimagem mais positiva, entendendo como a sociedade em que vivemos interfere diretamente na relação que temos com o nosso corpo.
Alexandra, que tem sido uma das vozes mais atuantes do movimento body positive no Brasil, traz no livro uma mensagem honesta e acolhedora, a partir de sua experiência pessoal para mostrar que amar o próprio corpo é, de fato, um dos atos mais revolucionários deste século.
Sigo a Alexandra no Youtube desde o inicio do canal dela, então comprei esse livro na pré-estréia e li ele assim que chegou aqui em casa. Mas escrever sobre ele levou mais tempo do que eu esperava. Tanto por compromissos pessoais, como por eu ficar com a constante sensação de que não consigo fazer jus ao livro, independente do que eu escreva. Então, como dizia minha Profa. Marina durante o mestrado: “não se termina uma dissertação, abandona-se”. Então resolvi publicar mesmo que eu ainda não considere pronta minha opinião.
O livro, impresso em papel off-white de gramatura média, é bem confortável de ler (e de escrever rsrsrs), e curto, são apenas 153 páginas, e o estilo de escrita da Alexandra faz ele parecer mais curto ainda, pois ela nos proporciona uma leitura fluida, dinâmica, gostosa. Confesso que antes desse livro eu não costumava escrever no livro, eu apenas anotava em um caderninho códigos para que, na hora de escrever sobre o livro, eu identificasse quais frases me marcaram. Assim eu podia facilmente passar o livro para frente ou vender em sebos. Esse livro me provocou, pois eu estava anotando coisas demais. Então , depois de muita reflexão, superei meu tabu e decidi escrever no livro. E foi delicioso. E libertador. O livro ficou todo riscado, e sem problemas, pois ele entrará definitivamente na minha biblioteca pessoal, onde apenas livros de estudo e os meus queridos, como esse, permanecem.

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A capa com a foto da Alexandra, confortável em ser ela mesma, dona de si, já diz a que o livro veio. Provocativo por nos estimular ao que deveria ser óbvio e natural: gostar de nós mesmas. Valorizar nosso corpo, esse instrumento maravilhoso que nos permite viver, aprender, evoluir. E que as vezes maltratamos muito com dietas irresponsáveis, alimentação totalmente maluca e descuidada, exercícios nada prazerosos. Como se o título do livro e a foto da capa já não fossem claros o suficiente, temos o subtítulo: “porque amar o próprio corpo é um ato revolucionário”. Na era da perfeição impossível de ser acompanhada, amar o próprio corpo, que naturalmente não atinge essa perfeição impossível, pois a perfeição proposta pela sociedade não é alcançável por nenhum corpo, é sim um ato muito revolucionário, pois se contrapõe a todo um sistema econômico de consumo e busca pela perfeição. Amar o próprio corpo, em todas suas fases e mudanças – a cada sete anos nenhuma célula do nosso corpo é a mesma, como podemos esperar alcançar o impossível, e permanecer lá? Nossos corpos não são máquinas paradas no tempo. São orgânicos e interagem com o ambiente e o tempo. Logo, mesmo quem, por meio dos meios que for, alcance a perfeição proposta pela sociedade, essa pessoa nunca conseguirá manter-se dentro do padrão, pois o tempo cuidará de mudar seu corpo, mesmo contra a vontade.
O livro começa e termina na história da Alexandra. Não poderia fazer mais sentido, numa obra que conversa tanto com a história pessoal da autora, pois assim como a história dela continua, o conteúdo do livro não se encerra em si, mas nos apresenta um universo de conceitos importantes e complexos que, se nos bastam no primeiro olhar, nos levam a buscar a mais em seguida, pois provocam muitos desdobramentos na nossa relação com a sociedade e conosco mesmas.
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Alexandra começa nos apresentando a pressão estética que sofria por não se sentir uma criança dentro do padrão – e isso já choca, pois ao escrever e falar sobre isso, ela torna real uma sensação incomoda que eu carregava, mas que nunca tinha verbalizado ainda: a pressão estética infantil, e os danos que isso acarreta para o desenvolvimento das crianças. Sim, nós temos um padrão de “criança bonita”, e as crianças já compreendem, e sofrem. Na adolescência dela, eu vi muito da minha, desde o não se encaixar, com os cabelos ondulados/cacheados (imagino que para as crespas seja ainda pior), até o desejo de ser anoréxica e bulímica (Ana e Mia, para os íntimos) e o fracasso de não conseguir ser direito nada disso. E a montanha russa que a vida emocional dela se tornou, nessa verdadeira guerra contra o próprio corpo.
O feminismo foi o pontapé inicial na jornada de pacificação da relação da Alexandra com ela mesma. E aqui mora o primeiro conflito. Nossa sociedade se pauta no conflito, no ódio e na insatisfação pessoal (toda mulher é insatisfeita, é o que nos dizem, não é?), então iniciar uma jornada de paz, na busca real da paz, verdadeira e duradoura, incomoda muita gente. Por que outro motivo o feminismo incomodaria tanto? Liberdade nunca foi algo bem visto pela sociedade, especialmente a liberdade feminina. Onde já se viu uma mulher que se ama? Independente da aparência, status social, situação financeira? Quando somos chamadas a nos amar, somos convidadas a malhar nossos corpos imperfeitos, a maquiar nossos rostos imperfeitos, na busca de um estereótipo de beleza inalcançável. Pois se mulheres que consideramos “perfeitas” são criticadas duramente em suas aparências, que dirão de nós, mulheres claramente imperfeitas?
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A jornada pelo livro é permeada de questões fundamentais para esse processo de desconstrução que a Alexandra propõe. Questões disfarçadas de simplicidade, mas que carregam significados pesados, e inclusive, algumas permeiam questionamentos filosóficos e e verdadeiras jornadas psicológicas de autoconhecimento para sermos capazes de responder, como:
  • “quanta coisa a gente deseja que é fruto de uma vontade que vem do externo, buscando a aprovação alheia?” (Página 29)
  • “Mas quando é que isso acaba, quando é que tudo fica bem? Isso tem fim? Não”. – Quando chegamos lá? Alguém realmente chega lá? (Página 31)
  • “quem sou eu?” (Página 35)
  • “O que é ser uma mulher feminina?” (Página 43)
  • “para quem você vive? Para quem você se veste? Para quem você faz as unhas? Para quem você pinta o cabelo? Para quem você faz cirurgia plástica? Para quem você muda? É para você? É uma vontade que vem, genuinamente, da sua essência? Já consegue responder se o que você faz ou muda na sua aparência, no seu comportamento e no seu imaginário de vida é para algo, alguém ou uma situação específica?” (Página 84)
  • “O curioso é que, se gosto é algo tão individual, por que todo mundo continua gostando das mesmas coisas?” (Página 111)
E essa lista é apenas para citar algumas questões importantíssimas. Para a maioria delas eu tentei imaginar um mundo sem mais ninguém. O que eu realmente faria? O que eu realmente mudaria em mim mesma?
Além disso, a Alexandra não nos sugere trocar uma ditadura por outra. Ela nos impele à liberdade. Seguindo a proposta de Simone de Beauvoir, citada pela Alexandra na página 109: “Ser livre é querer o outro livre”. E não dá para sermos livres enquanto estivermos presos pela algema mais poderosa do mundo: o ódio.
Recomendo muito esse livro. Para todas as mulheres e homens. Os questionamentos e o conhecimento apresentado ali, embora voltado à realidade feminina, impacta diretamente a homens e mulheres e merecem nossa atenção.

Antologia Mediúnica do Natal – Espíritos Diversos / Francisco Cândido Xavier

Minha opinião sobre o livro AAntologia Mediúnica do Natal, de Espíritos Diversos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, no Blog do Grupo de Divulgação da Doutrina Espírita (GruDDE).

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Titulo: Antologia Mediúnica do Natal
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Ditado por Espíritos Diversos
Editora: FEB
Páginas: 215
Edição: Relançamento da 1ª edição
Perfil no Skoob: https://www.skoob.com.br/antologia-mediunica-do-natal-738750ed741363.html

Sinopse:

Nessa narrativa, Paul Bodier conta a história do médico Gilles Bodin, apresentando a comprovação da existência da vida após a morte, da reencarnação e das provas e expiações por que devemos passar um dia. Na história, o Dr. Gilles resolve, por aventura, entrar numa velha mansão abandonada, chamada por todos os habitantes daquele pequeno vale de Granja do Silêncio. Ali o Sr. Bodin está prestes a encontrar um Espírito das mais antigas famílias nobres da Turíngia, que lhe contaria a história do crime do qual resultou sua morte. O Espírito ainda faria a previsão de sua própria reencarnação, possibilitando ao médico algo único: conhecer um Espírito antigo e conviver com sua reencarnação, sabendo de ambas as existências!

Que provações esse Espírito ainda vivenciaria? Que…

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A Granja do Silêncio – Paul Bodier

Minha opinião sobre o livro A Granja do Silêncio, de Paul Bodier, no Blog do Grupo de Divulgação da Doutrina Espírita (GruDDE).

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“O Espiritismo (…) é um sistema filosófico bem definido: o homem, seu passado, sua razão de ser, seu futuro, tal são os principais assuntos de que trata a filosofia espírita”

Gilles Bodin

Titulo: A Granja do Silêncio
Autor: Paul Bodier (com base nas anotações de Gilles Bodin)
Editora: FEB
Páginas: 168
Edição: Relançamento da 1ª edição
Perfil no Skoob: https://www.skoob.com.br/a-granja-do-silencio-662727ed664966.html

Sinopse:

Nessa narrativa, Paul Bodier conta a história do médico Gilles Bodin, apresentando a comprovação da existência da vida após a morte, da reencarnação e das provas e expiações por que devemos passar um dia. Na história, o Dr. Gilles resolve, por aventura, entrar numa velha mansão abandonada, chamada por todos os habitantes daquele pequeno vale de Granja do Silêncio. Ali o Sr. Bodin está prestes a encontrar um Espírito das mais antigas famílias nobres da Turíngia, que lhe contaria a história do crime do qual resultou sua morte. O Espírito…

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Por Todas Nós, por Ellora Haonne

Título: Por Todas Nós: conselhos que não recebi sobre luta, amor e ser mulher.
Autora: Ellora Haonne
Editora: Astral Cultural
Edição: 1º (segunda reimpressão)
Ano: 2018
Páginas: 160

Uma das coisas mais complexas da vida é a luta para aceitar-se. Todos os dias, travamos uma batalha contra nós mesmas, nossos desejos, nossa sexualidade e nosso corpo. Nunca é o suficiente, sempre falta algo. POR TODAS NÓS surge como um ombro amigo e solidário, mostrando que não estamos sozinhas em nossos sofrimentos diários e precisamos questionar tudo aquilo que a sociedade impõe – sem julgamentos nem padrões preconcebidos. Ellora Haonne se despe de qualquer paradigma que você já leu antes e compartilha seus medos e suas experiências, dando conselhos que nunca deram a ela e pronta para lutar por aquilo que acredita!

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O que eu achei deste livro:

Normalmente eu não compro livros interativos pois eles tem uma pegada que eu, pessoalmente, não curto. Mas resolvi investir no da Ellora, mais pelo belo trabalho que ela desenvolve no seu canal Ellora Haonne, do que pelo livro mesmo, que eu esperava que fosse mais um livro de autoajuda ou coisa do gênero. mas me surpreendi muito positivamente, e já me explico.

Eu gostei do livro começando pela descoberta de que no seu interior a Ellora mesma desenhou e fez a arte. O que tornou ele mais… Ellora sabe? Algumas páginas eu to pensando em arrancar para fazer quadrinhos, pois são simplesmente maravilhosos lembretes de bem estar, de amor próprio e de que está tudo bem. O papel com uma textura mais cartonada e off white é muito confortável para ler, para manusear e para escrever. Acho que nunca comentei, mas eu tenho um tabu de escrever em livros. Normalmente quando eu termino de ler um livro ninguém notaria que ele foi lido se eu colocasse em uma estante para vender. Sempre fui MUITO cuidadosa com meus livros. E esse me desafiava a escrever nele. Eu aceitei. não foi confortável, mas eu até me diverti. =D

Não é daqueles livros com cara de livro, ele lembra muito mais os Bullet Journals que estão na moda. Que eu não faço por 1) preguiça, 2) por usar celular para anotar, lembrar, agendar, tudo, e 3) por que eu já escrevo diários, e uso agendas daquelas bem bonitas com um dia por folha para isso. Acho mais legal e funciona há muito tempo comigo. E eu amo papel pautado. Mas voltando ao livro, o formato diferente torna a leitura mais interativa e interessante. Com muitas frases destacadas, muitos lembretes. É como ler a agenda de uma amiga. Uma pegada interessante.

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Quanto ao conteúdo, realmente a Ellora é fiel ao que ela promete. São conselhos e mais conselhos. Daqueles que dividimos com nossas amigas queridas, daqueles que queríamos que alguém tivesse nos abraçado e dito. E que teriam nos poupado de muita dor provavelmente. Mas que ficamos felizes por receber eles. Alguém verbalizou o que eu sentia após viver na pele experiências que me fizeram aprender eles. São realmente informações que seria bom que toda garota mulher que conheço tivesse recebido, incluindo eu.

São dicas e conselhos e lembretes sobre amor, sobre ser mulher, sobre crescer nesse mundo louco, sobre as maravilhas de amadurecer, a dor de amar sem ser amada de volta, ou a felicidade de ser correspondida, sobre como mulheres são amigas, como devemos nos unir e nos fortalecer. Sobre como a culpa do machismo não é de ninguém e é de todos, pois todos recebemos o machismo de herança social, cabe a nós desmanchar ele para que todas nós possamos nos libertar e sermos mais felizes.

É uma leitura gostosa, que cativa um lugar no coração. Os momentos interativos são bem interessantes, e podem nos ajudar a pensar sobre a vida, sobre nós, sobre nossas crenças, sobre nossos sonhos e objetivos. Eu vou levar essas reflexões para minha psicóloga, para que possamos juntas refletir e pensar melhor sobre meu eu e minhas descobertas. Vale as horinhas gastas nele. Eu demorei quase um dia pois decidi aceitar o desafio e interagi mesmo com o livro, escrevi e desenhei. Para quem pretende apenas ler (o que eu não recomendo nada), creio que seja uma leitura de duas ou três horas. Mas saiba que vale bem a pena ler esse livro com carinho, pois com certeza ele foi escrito com esse sentimento e muita generosidade.

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Quero ficar rico, por Rafael Seabra

Título: Quero ficar rico: tudo que você precisa saber sobre dinheiro em 60 minutos
Autora: Rafael Seabra
Editora: Gente
Edição: 1º
Ano: 2016
Páginas: 144

Sucesso financeiro é para todos

Educador financeiro lança livro que ensina a pensar como bom investidor e prova que dinheiro compra, sim, felicidade.

Após nove anos, mantendo o blog Quero Ficar Rico (queroficarrico.com), que nasceu de ideia despretensiosa de trocar informações sobre investimento, o educador financeiro, Rafael Seabra lança o primeiro livro, no qual compartilha toda sua experiência acumulada ao longo desses anos com quem quer aprender a investir e usar o dinheiro de forma mais consciente.

O livro que leva o nome do blog é uma publicação da Editora Gente e tem lançamento dia 27 de setembro, em Recife (PE) – Livraria Cultura Paço Alfândega; dia 28 de setembro, em São Paulo (SP) – Livraria Cultura do Shopping Iguatemi; e dia 29 de setembro, no Rio de Janeiro (RJ) – Livraria Saraiva do Shopping Rio Sul, sempre às 19 horas.

A obra está organizada como um guia, dividida em sete capítulos, nos quais Seabra desmistifica questões relacionadas a dinheiro ser solução para problemas financeiros e de que desejar ser rico é um desejo pouco altruísta.

O educador fala sobre algumas crenças que limitam o sucesso financeiro, baseado em estudos da economia comportamental, que demonstram como as pessoas tendem a tomar decisões financeiras ruins, principalmente quando estão sob pressão e como é possível superar esses problemas criando uma mentalidade para o enriquecimento.

No livro, Rafael Seabra chama a atenção para a necessidade de criar novos hábitos financeiros que estejam aliados aos  conceitos de disciplina, equilíbrio e mudança no padrão de vida. Além disso, ensina como organizar as finanças, passando pelos estágios de definir metas, elaborar orçamento pessoal ou familiar, controlar as dívidas e manter um fundo de emergências.

O livro também traz dicas sobre como colocar essa nova mentalidade financeira em prática. “A pessoa que estiver disposta a encarar essa mudança passará pelo mesmo processo de alguém muito sedentário que decide mudar de vida: disciplina e equilíbrio para atingir um novo padrão de vida”, explica o especialista.

Seabra foca no diálogo sobre o quanto o dinheiro é valioso no sentido de proporcionar liberdade, saúde e relacionamentos, para finalizar com a máxima do livro, que é possível comprar felicidade, dependendo de qual é o seu conceito de felicidade.

Está feito o convite, abandone suas dúvidas e medos, para embarcar nessa jornada em direção a uma vida livre de problemas causados por dinheiro. Acredite, é possível!

Sobre o autor: Rafael Seabra é fundador do renomado blog sobre educação financeira Quero Ficar Rico e autor do e-book Como Investir Dinheiro. Formado em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco e com um MBA em Finanças pelo Ibmec, foi nomeado um dos melhores educadores financeiros do Brasil. Com mais de 400 mil acessos mensais, seu blog foi indicado pelo site The Brazil Business como um dos mais influentes blogs financeiros brasileiros. Mais de 10 mil alunos já se beneficiaram com seus ensinamentos sobre investimento e educação financeira, e os resultados de suas técnicas são quase imediatos. Rafael Seabra abandonou seu emprego estável para se dedicar ao blog e à paixão por finanças, e por meio de planejamentos financeiros e investimentos inteligentes alcançou a tão desejada liberdade financeira. Hoje, dedica-se em tempo integral a ensinar seus métodos para aqueles que desejam conquistar essa mesma liberdade.

O que eu achei deste livro:

Esse livro oferece uma promessa difícil de ser cumprida já no subtítulo “tudo que você precisa saber sobre dinheiro em 60 minutos”. Quais as reais chances de alguém te ensinar TUDO que precisamos saber sobre dinheiro em apenas 1 hora? Eu acho muito difícil. Impossível, até. E não me enganei, o livro não consegue essa façanha. O que ele faz é explicar conceitos e promover reflexão sobre a forma como nos relacionamos com dinheiro, nossas crenças limitantes, sobre organização básica para finanças pessoais, e muita, muita dica de boteco. Aquelas que a gente troca em conversas informais e ninguém coloca em prática.

A vantagem é que realmente a leitura do livro não ultrapassa uma hora (eu levei quase meia hora para terminar ele). Mas os conceitos superficiais me levaram a conclusão de que assistir alguns canais de educação financeira como o Me Poupe! da Natalia Arcuri, a Flávia Calini, o Primo Rico do Thiago Nigro ou o Gustavo Cerbasi são mais eficientes pra quem quer realmente estudar finanças pessoais, melhorar seu controle, começar a poupar (tanto para emergências como para investimentos e/ou atingir metas).

Resumindo, eu somente recomendaria esse livro para iniciantes, pessoas que estão realmente começando a pensar em finanças pessoais, que não tem nenhuma ideia de como utilizar o seu dinheiro, como dividir o salário, proporções que costumam dar certo (mas com o tempo aprendemos que essas proporções podem mudar conforme estilo de vida de cada pessoa), como amortizar dívidas, etc.

Samantha Sweet, executiva do lar – Sophie Kinsella

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Título: Samantha Sweet, executiva do lar.
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Edição: 7º
Ano: 2015
Páginas: 510

Samantha Sweet é uma jovem e dinâmica advogada corporativa, dividida entre contas e clientes, sem tempo para nada além da carreira. Mas com tanta coisa para fazer, ela comete um erro grave que custará à empresa um prejuízo de milhões. Transtornada, Samantha se candidata a um emprego em outra cidade, mas não se preocupa muito com as funções da vaga, que inclui domínio de afazeres domésticos e assessoria pessoal de uma socialite deslumbrada. Sem nem ao menos saber como ligar o ferro de passar, talvez tudo o que ela precise seja deixar a poeira baixar antes de voltar a atuar como advogada. Nesse meio tempo, tem que aprender como usar a máquina de lavar roupas. E rápido!

O que eu achei deste livro:

Há um tempo eu não lia um romance leve e divertido como esse. Li em algumas horas, sem parar. Eu gosto do estilo dinâmico de escrever da Sophie Kinsella. Sem muitas pretensões para além do entretenimento, a autora capricha na comédia, muito romance e personagens divertidos. Se escorrega em alguns clichês como o do “homem bruto na aparência, gentil e amoroso no caráter”, ela consegue deslizar para fora da armadilha com uma boa dose de inesperado, em diálogos que rendem boas risadas. É uma receita certeira!

Acho interessante que os personagens da Sophie Kinsella nunca são perfeitos. São sempre recheados de defeitos, mas a história é o que define de quem gostamos ou não. Realidade seja dita: a Samantha foi bem covarde. Mas quem nunca teve seu momento de covardia que atire a primeira pedra. E no caso dela, foi bem interessante perceber seu crescimento pessoal, a maturidade que ela ganhou no processo de auto descoberta. As decisões que ela tem que tomar para ser quem quer ser não são fáceis. Por que nunca é.

A personagem principal vivia para agradar todo mundo, vivendo sonhos que não eram dela, para pessoas que não se importavam verdadeiramente com ela. De onde tirar coragem para enfrentar o mundo? Como descobrir quem somos realmente? Como entender o que realmente se quer, quando sua vida girou em torno dos outros? São perguntas complexas que podemos passar anos em terapia sem ter a resposta. Mas são necessárias e fundamentais se quisermos viver o mais plenamente possível e conduzir a nossa vida pautados em nós, e não nos outros. E esse me pareceu o tema principal desse livro. Essa (re)descoberta de si mesmo, de como viver a vida nos próprios termos, como condutor e não passageiro (foi clichê, foi mal aí, mas o livro tá cheio de clichê, então também posso).

Gosta que a Samantha seja uma mulher independente financeiramente, genial no que faz, sem nenhum talento doméstico (nenhum MESMO!), ambiciosa e focada. Uma mulher moderna que desprezava os fazeres domésticos. Até descobrir que todo ser humano adulto deveria saber se alimentar, limpar a toca casa e lavar as próprias roupas. Sobrevivência básica. O mesmo não acontece com o Nathaniel, o mocinho sem graça, com ares blé. Bonitinho, charmosinho, meio cabeça dura, mas… Perfeitinho demais! Eu não imagino cruzar a rua com um Nathaniel da vida. Mas conheço algumas Samanthas.

Na realidade eu me vi muito nessa personagem. Sem o extremismo dessa história fantasiosa (e sem o Nathaniel), eu caminhei esse percurso dela. Uma vida em que o trabalho é seu único objetivo, não é uma vida saudável. Trabalhar é essencial. Eu sou adepta do work hard.  Mas é realmente incrível o quanto de prazer você consegue descobrir em coisas simples como não fazer nada por um dia inteiro. Achar equilíbrio na vida turbulenta do mundo, especialmente um tão recheado de acontecimentos, em que a informação não pára, e todos gritam que tempo é dinheiro. Tempo não é dinheiro. Tempo é vida, e deveria ser mais aproveitado por nós.

O final do livro eu consegui prever apenas parcialmente. Ok, o final é bem previsível, eu confesso. Mas como ele acontece é muito imprevisível. Eu nunca imaginei ao longo das horas que estava lendo o final que a autora me entregou. Eu não queria parar de ler até terminar cada letrinha. Há quem odeie. Há quem ame. Mas o final é daqueles que nos deixa imaginar o que aconteceu a partir dali. Eu gostei muito, pois as histórias modernas são assim. A vida é assim, sem ponto final.

Levanto a tábua e tento deslizar as pernas – mas elas não se mexem. Minhas bochechas estão queimando enquanto tento interminavelmente ajeitar a tábua, virando de um lado para o outro. Como essa porra funciona?
– Na verdade, pensando bem – digo casualmente – gosto de uma tábua de passar baixinha. Vou deixar assim.
– Você não pode passar aí embaixo! – diz Trish com riso atônito – É só puxar alavanca! Precisa de puxão forte… vou mostrar.
Ela pega a tábua comigo e em dois movimentos ajustou exatamente na altura certa – Acho que você usava um modelo diferente – acrescenta com sabedoria enquanto ela se trava de novo – Cada uma tem seus truquezinhos.
– Sem dúvida! – digo agarrando-me com alívio a essa desculpa – Claro! Estou mais acostumada a trabalhar com uma… uma… Nimbus 2000.
Trish me olha, surpresa. – Essa não é a vassoura do Harry Potter?
Porra. Eu sabia que tinha ouvido em algum lugar.
– É. É – digo finalmente, com o rosto em chamas. – E também uma conhecida marca de tábua de passar roupa. Na verdade, acho que o nome da vassoura foi dado… ah… por causa da tábua de passar.

Quem não queria uma Nimbus 2000? Samantha Sweet só foi enganada pelo desejo da alma dela.

Violetas na Janela – Patrícia / Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho

Minha opinião sobre o livro Violetas na Janela, de Patrícia , psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, no Blog do Grupo de Divulgação da Doutrina Espírita (GruDDE).

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Título: Violetas na Janela
Psicografia: Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho
Ditado por Patrícia
Editora: Petit
Páginas: 224
Sinopse:
Patrícia desencarnou aos dezenove anos. No mundo dos espíritos, recorda que despertou tranquilamente no plano espiritual, sentindo-se entre amigos. Feliz com a acolhida, adaptou-se à nova vida auxiliada por espíritos benfeitores que a receberam na Colônia São Sebastião.
Em Violetas na janela, Patrícia explica o que é a desencarnação. Descreve as belezas do plano espiritual, onde não faltam trabalho, estudo e diversão. No início, estava cheia de dúvidas… Do que se alimentaria? O que vestiria? Sentiria as mesmas necessidades? Enfrentaria o calor, o frio? Aos poucos, tudo se esclareceu ao conviver com outros jovens desencarnados.
Conheça o outro lado da vida: entenda como devemos proceder diante da morte de um ente querido – o que fazer para superar a separação e confortar aquele que partiu. Patrícia exemplifica a…

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Espírito é Gente! – Inácio Ferreira / Carlos A. Baccelli

Minha opinião sobre o livro Espírito é Gente!, de Inácio Ferreira, psicografado por Carlos A. Baccelli, no Blog do Grupo de Divulgação da Doutrina Espírita (GruDDE).

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Espírito é gente!
Mundo Espiritual é planeta!
O corpo carnal também é “perispírito”!
O períspirito, igualmente, é “corpo carnal”!
Ouça quem tem ouvidos de ouvir…
Inácio Ferreira

Título: Espírito é Gente!
Psicografia: Carlos A. Baccelli
Ditado por Inácio Ferreira
Editora: LEEPP
Páginas: 282
Edição: 1ª
Perfil no Skoob: https://www.skoob.com.br/livro/445948#_=_

Sinopse:
Neste novo e surpreendente livro do Dr.Inácio Ferreira, você ficará sabendo por que espírito é gente! Este livro desfaz misticismos e equivocadas interpretações sobre a desencarnação. Mostra como a Reencarnação é Lei que, em todos os mundos, se cumpre com naturalidade.

Minha opinião
O objetivo da obra é desmistificar a desencarnação, demonstrando através de exemplos que a mesma pessoa que somos encarnados, continuaremos sendo desencarnados. Para isso ele demonstra que aspectos que imaginamos “mundanos” ou típicos de “encarnados” continuam existindo no plano espiritual. O autor transita sobre diversas crenças e misticismos e afirma categoricamente que sim, evoluímos tanto quando encarnados…

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O que importa é o Amor – Marcelo Cézar

Minha opinião sobre o livro O que importa é o Amor, de Marco Aurélio, psicografado por Marcelo Cezar no Blog do Grupo de Divulgação da Doutrina Espírita (GruDDE).

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O que importa é o amor
Imagem: Marcelo Cezar
Título: O que importa é o Amor
Pscicografia: Marcelo Cezar
Ditado por Marco Aurélio
Editora: Vida & Consciência
Páginas: 396
Edição: 1ª (6ª reimpressão)
Sinopse:
Magnólia é uma mulher que, como muita gente, enxerga a vida de maneira negativa. Atormentada por seus medos, preconceitos e maledicência, é incapaz de enxergar a beleza da vida. Ela não percebe que tudo aquilo a que dá importância, seja bom ou ruim, passa a fazer parte do seu dia a dia. Quando acredita na força do mal, está alimentando essa energia dentro dela. Sob essa influência, o medo anula sua ousadia, cria empecilhos para seu progresso, atraindo tudo o que Magnólia mais teme.
Contudo, o mal é temporário e a evolução é fatal. A vida transforma erros em experiência e melhora o nível das nossas escolhas. Aprendemos que só o bem é real e capaz de…

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