Felicidade por um Fio

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Netflix lançou uma comédia romântica que seria apenas mais uma comédia romântica clichê (sim, ela é recheada de clichês), não fossem dois elementos: primeiro ela aborda a mulher negra, o que é raro, principalmente boas representações dela; segundo traz um tema bastante atual: a relação da mulher com o cabelo, especialmente a transição capilar.
O filme é uma adaptação do livro “Nappily Ever After” e é contado em seis partes bem definidas: Alisada, Peruca, Loira, Careca, Novo Crescimento e Encaracolado. A cada parte conhecemos melhor Violet Jones, uma mulher que sempre teve a vida perfeita, porém procurava motivos para reclamar da mesma. Só que, certo dia, um acidente ocorre em seu cabeleireiro, dando motivo para ela reclamar de toda situação, e é nesse momento que ela descobre está vivendo a vida como ela deveria viver e não como ela realmente gostaria.
A jornada pessoal de Violet, desde sua vida perfeita, até a vida feliz mas não perfeita, é acompanhada pelas mudanças capilares dela. Dizem que o cabelo fala muito sobre nossas personalidades. Como o ajeitamos, tratamos, cortamos, enfim, tudo que envolve esse universo capilar. Quando ansiamos por mudar nosso cabelo, cortar, pintar, o desejo de que nossa mudança interna se reflita por fora. O fato é que nossa relação com nossos cabelos é intensa.
Pessoalmente vou falar sobre a questão do cabelo. Cabelo é um tema sensível para a maior parte das mulheres que eu conheço. Raras estão bem, realmente bem com seus cabelos. Passamos a maior parte de nossas vidas “domando” nossas jubas, domesticando elas para serem lindas e sensuais. O fetiche do cabelo longo tem reflexo na enormidade de “projetos rapunzel” e produtos para acelerar o crescimento capilar. Cortar o cabelo pode ser uma tortura. Quem nunca pediu para aparar as pontas e saiu desolada do salão depois de ver o cabeleireiro cortar mais do que “um dedinho”?
Apenas recentemente, um pouco mais de cinco anos (no Brasil), é que começamos a ver a chamada “transição capilar”. Um movimento de mulheres cansadas de renegar o próprio cabelo e tentar atender a demanda de perfeição (perfeição é o grande unicórnio da vida feminina, queremos muito a perfeição, sem percebermos que perfeição não existe). Me lembro que quando esse movimento surgiu no Brasil, acompanhado de termos estranhos como No Poo, Low Poo, Co-wash, e outros, era coisa de natureba. Afinal, como assim não usar shampoo? Vai deixar o cabelo sujo? Rsrsrsrsrsrs
Me interessei desde esse início, mas somente recentemente, há cerca de dois anos, que comecei minha transição. Primeiro por que achar produtos para cabelos cacheados e ondulados era uma raridade, e depois eu descobri que não sabia como era meu cabelo natural. Lembro de tentar recordar como era meu cabelo e tudo que eu me lembrava era que parecia o da Maria Bethânia nos anos 80. E de um namorado que me disse que eles eram “Selvagens” , para ele era um elogio, para mim foi o gatilho para começar a fazer a escova progressiva. Foram mais de 15 anos alisando meu cabelo “pela praticidade”, porque “é mais profissional” e “é mais bonito”. Nunca ninguém me falou isso, mas bastava ver revistas, tv e internet que eu nunca via mulheres, especialmente as poderosas que eu queria ser, com cabelos cacheados, crespos, com frizz. Eram sempre impecáveis. A não ser que elas fossem passar por alguma transformação da gata borralheira, com alguma fada madrinha, e virar uma “princesa” de cabelo liso, é claro.
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O filme traz justamente essa história e todo o significado que a transição tem sobre o cabelo feminino, sobre gostar do nosso cabelo natural. Sobre como é difícil lidar com as mudanças capilares, os traumas envolvidos, a pressão social, a desconstrução interna que um processo aparentemente simples tem sobre nossas vidas. O cabelo tem um impacto social forte, é recheado de significados, e o filme traz isso com leveza, mas de forma séria e bem realista (dentro do esperado em um filme).
Claro que ele não chega a abordar a troca de obsessão por perfeição que muitas mulheres fazem: trocam a escravidão da escova pela do cacho perfeito. Até nos cachos que são naturalmente individuais e únicos, tentam criar um padrão! Aff. Mas aí seria demais para o filme. E é lindo ver a autoestima de Violet crescendo, ganhando forma, sua batalha por si mesma, para tomar posse de sua vida e do seu cabelo, ou a ausência dele. Ter o poder de decidir sobre a própria vida. Fazer escova se quiser, caprichar na finalização dos cachos se quiser, mas não deixar que o cabelo defina suas atividades, sua vida.
Nós somos lindas! Nossos cabelos são lindos. Nossas qualidades são lindas. Nossas imperfeições são lindas. Nossas almas são lindas!

Comer, Rezar, Amar


Título original: Eat, Pray, Love.
Lançamento: 2010
Direção: Ryan Murphy
Atores: Julia Roberts, Javier Bardem
Duração: 133 minutos
Gênero: Drama
SINOPSE:
Elizabeth (Julia Roberts) descobre que sempre teve problemas nos seus relacionamentos amorosos. Um dia, ela larga tudo, marido, trabalho, amigos, decidida a viver novas experiências em lugares diferentes por um ano inteiro. E parte para a Índia, Itália e Bali, para se reencontrar numa grande viagem de auto conhecimento. 

Minha opinião:
Eu já havia lido o livro (leia a resenha clicando aqui) mas apenas agora assisti ao filme. Não fui ao cinema pois na época faltou-me dinheiro tempo. Passeando pelos canais encontrei esse filme começando e resolvi assistir. O livro é melhor (dãã), mas o filme conseguiu condensar bem a história. Recomendo mais o livro que o filme, pois embora divertido não nos leva a fazer nem um décimo das reflexões provocadas pelo livro. Filme gostoso para uma tarde sem ter o que fazer.

E você já assistiu esse filme? Leu o livro? O que achou?

Milenium: O homem que não amava as mulheres


Título original: The Girl with the Dragon Tattoo.
Lançamento: 2012.
Direção: David Fincher.
Atores: Daniel Craig, Rooney Mara.
Duração: 152 minutos.
Gênero: Suspense, Policial.
SINOPSE:
Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um enigma a portas fechadas – passa-se na vizinhança de Hedestad, Suécia. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada – o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.

Minha opinião:
UAU! Eu comprei o livro onde esse filme foi baseado mas não quis ler pois só leio trilogias depois de comprar todos os livros (hábito para evitar o desespero e a ansiedade). O filme é denso, dramático, ansioso. Incrível como eu tenho a sensação de nem ter piscado enquanto assistia esse filme. O desenrolar é muito emocionante e você não tem certeza do suspeito até que ele se revele. E a Lisbeth, caramba! Adoro heroínas fodonas,  e ela é fodastica!!! Super recomendo e vale muitíssimo a pena ver.

Contágio


Título original: Contagion
Lançamento: 2011
Direção: Steven Soderbergh 
Atores: Marion Cotillard, Matt Damon, Laurence Fishburne, Kate Winslet, Jude Law.
Duração: 106 minutos
Gênero: Suspense, Ficção Científica.
SINOPSE:  
Contágio segue o rápido progresso de um vírus letal, transmissível pelo ar, que mata em poucos dias. Como a epidemia se espalha rapidamente, a comunidade médica mundial inicia uma corrida para encontrar a cura e controlar o pânico que se espalha mais rápido do que o próprio vírus. Ao mesmo tempo, pessoas comuns lutam para sobreviver em uma sociedade que está desmoronando.

Minha opinião:
Sou suspeita para falar de filmes de ficção científica, pois adoro o gênero, especialmente envolvendo vírus e a decadência social. Eu não tive grana quis assistir esse filme no cinema, mas admito que não dava muito para ele não. Filmes que reúnem muitas celebridades (caso deste filme) costumam ficar sem pé, nem cabeça, me dando a impressão que as celebridades querem aparecer e ignoram o filme (Veja Anjo de Vidro, de 2004). Mas a presença de Laurence Fishburne (Trilogia Matrix) me encorajou a assistir, uma vez que ele nunca me decepcionou, sempre se revelando um ator excepcional, capaz de atuar em diversas situações. E foi muito bom. Gostei muito do realismo com que eles encaminharam a história, sem soluções milagrosas, mas com ciência verdadeira, com seus acertos e erros, apostas e fracassos. Não tem aqui a tradicional conspiração, ou ataque alienígena. É simplesmente a vida. Mas não pense que o filme é parado, não ele é dinâmico e flui com muita naturalidade, prendendo nossa atenção. Vale a pena assistir e refletir.

Resenha: A Epidemia



Título Original: The Crazies
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Breck Eisner

Duração: 101 minutos

Gênero: Terror
 

SINOPSE:

Depois que uma pequena cidade foi exposta a um misterioso vírus ou arma biológica, a insanidade começa a tomar conta do local. O exército toma de assalto a cidade e, sem saber o que se passa, o xerife David Dutton (Timothy Olyphant), sua esposa Judy (Radha Mitchell) e outros moradores lutam com todas as forças para sobreviver ao ataque dos habitantes, que se tornaram frios assassinos e zumbis sedentos de sangue.


Sou suspeita para falar de qualquer filme que seja estrelado pelo Timothy Olyphant pois ele é maravilhoso: lindo, inteligente e excelente ator. Aí, além de colocar ele como ator principal o diretor ainda faz um filme com meu segundo tema predileto: armas biológicas! Acabou, adorei o filme! A história é plausível, com toques de insanidade (afinal escapar de uma base militar não é a coisa mais fácil do mundo!). A atuação dos atores foi muito legal. Não espere a história mais surpreendente do mundo pois ela não é. Ao contrário é uma história previsível e superbatida. Aliás os militares nesses filmes são retardados como em todos os filmes do tipo que já vi (vai entender essa idéia americana de militares retardados). Recomendo o filme para quem curte o gênero.

Observação: Todos os posteres desse filme que eu achei eram horríveis. Esse foi o único que reflete razoavelmente esse filme.

E fechamos com 
Timothy Olyphant que vale super a pena!

Resenha: Nosso Lar


Título Original: Nosso Lar
Lançamento: 2010 (Brasil)
Direção: Wagner de Assis
Atores: Renato Prieto, Fernando Alves Pinto, Othon Bastos, Paulo Goulart.Duração: 102 minutos
Gênero: Drama
Site: Nosso Lar SINOPSE:Ao abrir os olhos André Luiz (Renato Prieto) sabe que não está mais vivo, apesar de ainda sentir sede e fome. Ao seu redor ele apenas vê uma planície escura e desértica, marcada por gritos e seres que vivem na sombra. Após passar pelo sofrimento no purgatório, André é levado para a cidade de Nosso Lar. Lá ele tem acesso a novas lições e conhecimentos, enquanto aprende como é a vida em outra dimensão.


Eu já tinha lido o livro e o filme não deixou nada a desejar, exceto talvez pelo roteiro que foi fraco comparado á densidade do livro. Muito mais poderia ter sido feito, falado, mas no mais o filme está muito bom. E é natural que o filme não seja completo como o livro, mas o trabalho foi muito bem feito. As cenas de ação foram muito bem feitas, não deixou nada a desejar para filmes hollywoodianos. Os atores trabalharam muito bem. Esse filme revelou o quanto o cinema brasileiro tem evoluído. 

Resenha: Eu Sou o Nº 4



Título Original: I Am Number FourLançamento: 2011 (EUA)

Direção: DJ Caruso

Duração: 109 minutos

Gênero: SINOPSE:Nove alienígenas fugiram do planeta Lorien, onde eram conhecidos por números, para se esconder na Terra. O objetivo era se esconder dos Mogadorians, inimigos que precisam eliminar todos eles – e na ordem certa – para que poderes especiais não possam ser usados contra eles no futuro. A caçada já começou e os números Um, Dois e Três já foram assassinados. O número Quatro vive disfarçado entre os humanos, como John Smith (Alex Pettyfer), ajudado por seu protetor Henri (Timothy Olyphant) na tranquila cidade de Paradise, em Ohio. Enquanto descobre seus novos poderes, Smith conhece a estudante Sarah Hart (Dianna Agron) e se apaixona por ela, colocando em risco a vida de ambos e o futuro de sua raça, porque o inimigo já o localizou. A sua sorte é que a número Seis (Teresa Palmer) também o encontrou e ela pode ajudar na batalha.


Esse é o tipo de filme que eu adoro assistir no cinema. Excelentes efeitos especiais, som potente e história com início, meio e fim. Se tiver continuação, assisto novamente, mas se não tiver, não morrerei de raiva. Também é um excelente filme para assistir com a galera, com a família, afinal as cenas de luta quase não tem sangue e nenhuma violência é gratuita. Aliás o filme tem direito a lição de moral e tudo. Mas bem que o mocinho podia ser o Timothy Olyphant (A Trilha, Hitman e A Epidemia) que é um tremendo gato!!!!! Aliás ele faz qualquer filme valer a pena! E a mocinha a sem sal da Dianna Agron (Glee). Blé.
Detalhe: a sinopse (como sempre) é meio nada a ver, pois está equivocada em alguns aspectos, mas beleza, sinopse de filme é como dublagem, raramente presta.
E vocês já assistiram esse filme? E gostaram?

Fotinha do Timothy Olyphant, porque eu não sou de ferro. 

Resenha: Transformers – O Lado Oculto da Lua

Título original: (Transformers: Dark of the Moon)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Michael Bay
Duração: 157 min
Gênero: Aventura
Status: Em cartaz
 
SINOPSE:
Os Autobots, liderados por Optimus Prime (Peter Cullen), participam de missões secretas ao lado dos humanos, onde tentam exterminar os Decepticons existentes no planeta. Um dia Optimus descobre que os humanos lhe esconderam algo ocorrido no lado oculto da Lua. Trata-se da queda de uma espaçonave vinda de Cyberton, comandada por Sentinel Prime (Leonard Nimoy), que desencadeou a corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética na década de 60. Os Autobots resolvem ir à Lua para resgatar o antigo líder, além das cápsulas que ainda estão no local. Paralelamente, Sam Witwicky (Shia LaBeouf) vive com sua nova namorada, Carly (Rosie Huntington-Whiteley), e está à procura de emprego. Ele sente-se diminuído, já que salvou o planeta duas vezes e ganhou uma medalha do presidente Barack Obama, mas nada disto parece ajudá-lo a se estabelecer no mercado de trabalho. Para piorar, Carly ganha bem e é assediada pelo chefe, o bilionário Dylan Gould (Patrick Dempsey). Pouco depois de enfim conseguir emprego, Sam recebe uma mensagem de Jerry (Ken Jeong), que trabalha no mesmo lugar. Jerry trabalhou na NASA durante a corrida espacial e agora é chantageado pelos Decepticons, que o matam. O fato faz com que Sam procure mais uma vez os Autobots, mas apesar de seus feitos do passado ele encontra resistência da nova comandante, Marissa Faireborn (Frances McDormand).
Séculos depois da galerinha ir ao cinema assistir o 3º filme da franquia Transformers, finalmente eu consegui tempo para assistir também. E AMEI. Sério adoro essa franquia. Me lembra o bom tempo em que filmes tinha início, meio e fim. As histórias tinham moral. Rsrs. Falei que nem velho agora. É a idade chegando gente….
Mas sério, a história é rica, os personagens uhlálálá. Não barra meu querido 300 em porcentagem de gatos por minuto em tela, mas não faz feio não. Gostava mais da personagem anterior já que essa ficou meio escancarado que tentaram pegar uma versão morena (leia-se Megan Fox). No mais é um filme que certamente entrará na minha coleção.

Cisne Negro – Resenha


Sinopse 

Cisne Negro é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpreta por Mila Kunis. Dirigido por Darren Aronofsky (O Lutador, Fonte da Vida), Cisne Negro faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.


Esse final de semana resolvi atualizar um pouco minha lista de filmes. Começando por Cisne Negro que estava em casa e eu não animava a assistir pois a sinopse não me animou muito. Mas investi meu tempo…
Esquizofrenia. Pronto, falei. Psicólogos seriam perfeitos para explicar o filme, e nós leigos, podemos nos deliciar com o aspecto psicológico do filme. O final é óbvio mas não diminui a qualidade da interpretação e a densidade da história. A mãe superprotetora que não permite a filha crescer. A quebra da personalidade (representada no poster do filme), e a dedicação incrível do artista em prol da arte. Aliás esse filme me lembra a história de Heath Ledger no filme do Batman em que, especulações inclusas, a dedicação ao personagem levou ao desequilíbrio psicológico e ao suicídio.

Cinema: A Origem

AVALIAÇÃO:

 Esses dias eu assisti ao filme A Origem etenho que dizer: é um put@ filme. Muito bom mesmo. O tipo de filme original, inteligente. Do tipo que ultimamente a gente só ve no circuito alternativo. O que aumenta ainda mais minha admiração pelo diretor Christopher Nolan, que só vem fazendo filmão.
Ele é cheio de detalhes, daqules que fazem você terminar o filme pensando e discutindo com os colegas toda a imensa miríade de informações que o filme fornece. Vale a pena correr para a locadora e assistir o mais rápido possível.
Foi muita injustiça não ter ganhado para melhor filme. Mas fazer o quê? O Oscar não preza mais qualidade há muito tempo mesmo, logo no surprises.

Sobre o filme (Fonte: Adoro Cinema):

Título original: (Inception)
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção:Christopher Nolan

Duração: 148 min
Gênero:
Ficção Científica
SINOPSE: Em um mundo onde é possível entrar na mente humana, Cobb (Leonardo DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Marion Cotillard). Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Ken Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Cillian Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page) e Eames (Tom Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos.

Notícia veiculada no IG:, com a qual eu concordo totalmente:

A Origem é o melhor filme da indústria em anos

Em seu novo longa-metragem Christopher Nolan acredita no público e nas ideias

Christopher Nolan desafiou os espectadores ao fazer de O Cavaleiro das Trevas muito mais do que um simples e divertido filme de super-herói. A produção era complexa, sombria, com tantos efeitos especiais espetaculares quanto drama. O público embarcou: foram mais de US$ 1 bilhão faturados ao redor do mundo.
Tamanho sucesso credenciou o diretor a comandar um projeto mirabolante em que trabalhava havia mais de dez anos. A Origem, como outras obras do cineasta, investiga a mente, desta vez por meio dos sonhos. Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) comanda uma equipe que compartilha e assim invade os sonhos de pessoas para roubar de seu inconsciente segredos que possam ser utilizados por empresas concorrentes. Um poderoso empresário (Ken Watanabe) procura o serviço para propor algo diferente: que ele implante uma ideia no cérebro do herdeiro de outra companhia (Cillian Murphy). Dom contrata uma nova arquiteta dos sonhos, Ariadne (Ellen Page), e junta sua turma, formada por Arthur (Joseph Gordon-Levitt), Eames (Tom Hardy) e Yusuf (Dileep Rao). Ao mesmo tempo, o passado de Dom, na forma de Mal (Marion Cotillard), vem para assombrá-lo.
Como os sonhos são ambientes cinematograficamente ideais, as cenas vão deixar o espectador boquiaberto como não ficava desde Matrix. Paris dobra-se sobre si mesma, explode em milhões de pedacinhos, jatos de água invadem uma casa tradicional japonesa. Joseph Gordon-Levitt, que faz o responsável por toda a logística do grupo, é quem se diverte mais, andando pelas paredes e pelo teto e levitando em espaços com gravidade zero.
A Origem não é um simples filme de ação, no entanto, e mistura gêneros diversos. Há um golpe em andamento, o que contribui para o suspense, mas também drama e uma história de amor. A fronteira entre heróis e vilões fica ainda mais borrada do que em Cavaleiro das Trevas. O que Dom e sua trupe fazem é ilegal e imoral, mas, ainda assim, torcemos por eles.
O diretor leva seus jogos mentais à última instância e desafia o espectador para que fique ligado nas intricadas camadas de seu roteiro, sem jamais chateá-lo com um quebra-cabeças inútil. É impossível não ficar intrigado. Nolan acredita nas ideias, acredita na imaginação, acredita no público – algo cada vez mais raro, se não inexistente, em Hollywood. E, assim, fez o melhor filme da indústria em anos.