Arquivos

Pedofilia

Espero, honestamente, que ninguém chegue ao meu blog buscando pedofilia. Pois não me basta ser contra, luto ativamente contra esse crime hediondo.

De acordo com nossa querida Wiki, pedofilia é:

(também chamada de paedophilia erotica ou pedosexualidade) é a perversão sexual, na qual a atração sexual de um indivíduo adulto está dirigida primariamente para crianças pré-púberes ou não. A palavra pedofilia vem do grego παιδοφιλια < παις (que significa “criança”) e φιλια ( ‘amizade’; ‘afinidade’; ‘amor’, ‘afeição’, ‘atração’; ‘atração ou afinidade patológica por’; ‘tendência patológica’ – segundo oDicionário Aurélio).

No site ABC da Saúde Pedofilia tem os seguintes sinônimos:

abuso de menores, incesto, molestação de menores

Pior é que esse crime, antes tabu em nossa sociedade é extremamente comum. Estima-se que 1 a cada 10 mulheres sofreram esse crime. E uma mínima parcela denunciou… E estamos falando de dados não-oficiais! Há ainda os homens (que estão fora dessa estatística) e aqueles que sofreram de amnésia pós-traumática.
Há outro agravante terrível a esse crime: a confiança! A vítima desse crime sexual, psicológico e moral, confia no abusador, pois em 75% dos casos ele é alguém conhecido, principalmente parentes. A confusão que se forma na cabeça da criança é terrível! Pois alguém em quem ela confia e ama, faz mal a ela.
E quando alguém da familia acusa a criança de ser culpada do crime? De ser ela quem seduziu o agressor? Estou sonhando? Não, essa é uma realidade triste, que eu mesma visualizei diversas vezes no trabalho de palestras educativas sobre sexualidade. Pedofilia é um crime contra menores de 14 anos. E não é a toa não! Nunca, em nenhuma hipótese a criança seduz, provoca, etc.

Sinais de perigo:

  • torna-se retraída e isola-se das outras crianças.
  • dificuldades no relacionamento,
  • presenta repentina mudança de humor,
  • instabilidade afetiva (é mais agressiva, apresenta depressão, angústia ou apatia),
  • mudança repentina de comportamento,
  • medo de pessoas estranhas,
  • queda no rendimento escolar, devido à dificuldade de concentração,
  • medo de sair de casa.

“Se a criança não falar, através de palavras, ela vai denunciar que está sendo agredida nas brincadeiras, na convivência, enfim, no agir”

Consequencias mais comuns:

  • Sentimento de Culpa;
  • Sensação de que se está quebrado, sujo, impuro, incompleto;
  • Fobias (de público, do sexo oposto, do mesmo sexo, de ambientes específicos, de escuro…);
  • Agressividade;
  • Pesadelos;
  • Medo constante e indefinido;
  • Relacionamentos extremos (medo de se relacionar, abstinência, obssessão, compulsão sexual);
  • Visão do sexo como algo sujo, imundo, proibido;
  • Auto-estima extremamente baixa;
  • Depressão
  • Sensação de estar “marcado”;
  • Sensação de não-merecimento;
  • Tentativa de suicídio;
  • Tem muito mais… Liam mais nos sites do fim do post.

E quanto mais tempo dura o abuso, mais difícil é o tratamento psicológico. Mais profundamente arraigado estará os traumas que, invariavelmente, a criança encontrará.

E também de acordo com a Wikipédia:

Dos 13% de casos envolvendo abuso sexual a pesquisa demonstrou que: a) A idade da vítima: 2 a 5 anos – 49%, 6 a 10 anos – 33% b) 80% das vítimas tinham sexo feminino c) 90% dos agressores eram do sexo masculino
O adulto que comete violência sexual sempre pede para a criança guardar segredo sobre o que aconteceu usando diversas formas de pressão. É muito comum a criança se sentir culpada e até merecedora da violência em si, haja visto ela não ter estrutura mental suficiente para explicar tal ato cometido contra si. Aliado ao sentimento de culpa, a pressão psicológica exercida pelo perpetrador, o próprio laço de afeição entre estes (não se esqueçam que normalmente o abuso ocorre entre familiares).

Por que a pedofilia é um crime contra menores de 14 anos?

Primeiro porque toda criança, sem exceção, menor de 14 anos não tem estrutura física para qualquer tipo de relação sexual. Forçar uma relação dessa, ainda que o pedófilo diga que teve consentimento da vítima, resultará em danos físicos, ferimentos, etc.

Segundo porque toda criança, sem exceção, menor de 14 anos não tem estrutura mental para qualquer tipo de relação sexual. Ela não possui os moldes psicológicos essenciais para o envolvimento sexual. E mesmo que o pedófilo diga que obteve consentimento da vítima, ela não compreende todas as nunces do que é dito, falado ou insinuado.

E a vítima nunca provocará um adulto. O que pode acontecer é uma repetição, cópia do comportamento que ela observa à sua volta. Ela dará beijinhos na boca porque todos acham “bonitinho” ela dar beijinhos, e o pedófilo se aproveitará disso. Ela vai dançar músicas sensuais, pois essa música é comum, todos dançam, e quando ela dança todos acham “lindinho”. E por aí vai. A criança cresce sendo estimulada sexualmente, cresce sendo estimulada a namorar, como se namorar fosse motivo de ser feliz; fica infeliz quando está sem namorado (a), pois aprende que quem vive só é infeliz; uqer começar a namorar cedo, pois todos estimulam, acham “bonitinho”, engraçadinho, quando ela namora.
Enfim, a criança está cheia de minhcoas na cabeça, que acompanham ela a vida toda se ela não for esclarecida, e internalizar esse conhecimento.

Aos Pais:

Falem com seus filhos sobre sexualidade, leiam, pesquisem e expliquem. Não tenham medo de conversar. Se tiverem dúvidas ou não souberem como falar, levem ao psicólogo, falem com a professora. Vão ao posto de saúde e perguntem como falar com seus filhos. Sigam a lei universal: O menos é mais. Simples assim.

Aos internautas:

Apoiem a causa contra a pedofilia, denunciem se encontrarem algum site pedófilo!
Denúncia
No blog Brasil Contra a Pedofilia encontrei uma excelente descrição sobre como denunciar:

Quem suspeita de que uma criança ou adolescente está sendo vítima de violência doméstica pode fazer a denúncia no Conselho Tutelar ou no Ministério Público.

Outra opção é ligar para o Disque-Denúncia da Polícia Civil (0800-79-0147) ou para o disque 100. A ligação é gratuita e de abrangência nacional. O horário de funcionamento é das 8h às 22h, todos os dias da semana, inclusive feriados.

Sites, Artigos e Blogues interessantes:

http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/11/19/pedofilia/
Campanha Nacional de Campanha contra a Pedofilia

Procuradoria do DF
http://www.agenciadenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=19272

Anúncios

AIDS

[A AIDS ainda está lá fora e ainda mata]

Me lembro que quando era pequena minha Mama tinha um amigo que tinha AIDS. Eu realmente não lembro o nome dele, mas lembro que, quando eu tinha uns 8 anos, ele era alto, grande, forte, bonito. Ele era muito divertido, e não ficou depre quando descobriu que era aidético, pelo menos não na frente das crianças.
Mas os anos foram passando, eu quando eu tinha uns 12 ele faleceu. Pneumonia dupla, mais um monte de doenças. Nunca vou me esquecer de como aquele homem grande e forte, foi diminuindo fisicamente, perdendo a força, ficando pálido, magro. Ele ainda sorria e brincava, mas não conseguia mais girar a gente no ar. Lembro das vezes em que visitei ele no hospital. Foram muitas vezes.
Eu não sei como ele pegou AIDS, também não lembro de todos os detalhes, mas eu aprendi naquela época a importância de se usar camisinha. A Mama, que sempre foi tranquila quando o assunto era sexo, que nos esclarecia e conversava francamente, tirando dúvidas e tal. Ela ficou muito triste com a morte do amigo dela, mas ela também sabe que ele nos deixou uma lição inesquecível.
Eu perdi outras pessoas conhecidas para a AIDS, mas nenhuma marcou tanto quanto aquele gigante brincalhão.

[Não confie na sorte]

Campanha pelo Bom Humor

Você já reparou como justamente no fim do ano – que deveria ser uma época de festas e alegria – aumentam o mau humor e as reclamações? Não deveria, afinal, para bom humor não há contra indicação, além de ser uma grande arma contra todos os percalços do dia-a-dia. Com ele fazemos mais amigos, somos lembrados por todos com carinho e afeição e os problemas tornam-se mais fáceis de resolver. O dia passa mais alegre e o sono chega muito mais tranqüilo.

E, no meio de tantas promessas de Réveillon e início do ano novo porque não tentar melhorar o seu humor?

“Aquele ranzinza”, “Já acorda mal humorado”, “Cara feia dá rugas”. Se estas são frases que algumas – ou muitas – vezes se aplicam a você é porque está na hora de cultivar um pouco desta característica apreciada no mundo todo: o bom humor.

Acorde para a vida – Para quê acordar com o pé esquerdo? Antes de sair da cama, lembre-se de um momento gostoso e/ou alegre. Melhore seu astral logo de cara, e deixe a cara feia em casa, bem escondidinha.

O trânsito não é só o caos – Engarrafamento, trânsito lento, um calor insuportável. É só isso que você consegue imaginar dentro do seu carro ou do ônibus? É difícil, mas procure abrir os olhos e enxergar mais longe. Veja os detalhes arquitetônicos daquela igreja antiga no final da avenida, pense na vida, ligue o rádio e curta aqueles minutos/horas como se você tivesse desejado passar uma hora apenas ouvindo música. Você vai se surpreender: pode ser ótimo….

Na paquera e no amor – No começo do namoro bom humor é fundamental, é a regra número um e todos a seguem. Mas depois a coisa muda. Pois não deixe: é o primeiro passo para que a paixão perca força e o amor a poesia.

Sorria a distância – Bom humor não é bom somente para as pessoas que estão fisicamente perto de você. Por isso, ao atender alguém ao telefone ou celular sorria – mesmo antes de falar “alô”. Quem estiver do outro lado não vai ver o seu rosto, mas sentirá seu sorriso na voz, saberá que você está de bem com a vida, e certamente terá mais prazer em dar o recado – qualquer que seja ele.

Página policial versus notícia ruim! Só reclamar da vida, da praia lotada, dos crimes da cidade, é muito chato e não há humor que resista a notícia ruim e reclamações sem fim. Por isso, evite ser o mensageiro do apocalipse e dê uma editada nas notícias ruins e comentários pessimistas.

Ganham você e o mundo – que não precisa de mais um reflexo ou partícula sequer de energia negativa.

[Fonte – Recebida por e-mail]

Propagandas que adoro 6 – Especial Érica!

A Propaganda de hoje é fantástica e eu ofereço ela, especialmente à Érica, que envelhece mais um aninho hoje!

Gata você sabe que eu te amo muito!!!!!!
E te quero muito, muito, muito feliz, satisfeita e cheia de prazer…
E como diz no final da propaganda:

Live enough to find the right one!
Viva o suficiente para encontrar o certo!

Sobre a anorexia.

O que é?
Essencialmente é o comportamento persistente que uma pessoa apresenta em manter seu peso corporal abaixo dos níveis esperados para sua estatura, juntamente a uma percepção distorcida quanto ao seu próprio corpo, que leva o paciente a ver-se como “gordo”. Apesar das pessoas em volta notarem que o paciente está abaixo do peso, que está magro ou muito magro, o paciente insiste em negar, em emagrecer e perder mais peso. O funcionamento mental de uma forma geral está preservado, exceto quanto a imagem que tem de si mesmo e o comportamento irracional de emagrecimento.
O paciente anorético costuma usar meios pouco usuais para emagrecer. Além da dieta é capaz de submeter-se a exercícios físicos intensos, induzir o vômito, jejuar, tomar diuréticos e usar laxantes.
Aos olhos de quem não conhece o problema é estranho como alguém “normal” pode considerar-se acima do peso estando muito abaixo. Não há explicação para o fenômeno mas deve ser levado muito a sério pois 10% dos casos que requerem internação para tratamento (em hostpital geral) morrem por inanição, suicídio ou desequilíbrio dos componentes sanguíneos.


Como é o paciente com anorexia?
O paciente anorético só se destaca pelo seu baixo peso. Isto significa que no seu próprio ambiente as pessoas não notam que um determinado colega está doente, pelo seu comportamento. Mas se forem juntos ao restaurante ficará evidente que algo está errado. O paciente com anorexia não considera seu comportamento errado, até recusa-se a ir ao especialista ou tomar medicações. Como não se considera doente é capaz de falar desembaraçadamente e convictamente para os amigos, colegas e familiares que deve perder peso apesar de sua magreza. No começo as pessoas podem até achar que é uma brincadeira, mas a contínua perda de peso apesar da insistência dos outros em convencer o paciente do contrário, faz soar o alarme. Aí os parentes se assustam e recorrem ao profissional da saúde mental.
Os pacientes com anorexia podem desenvolver um paladar estranho ou estabelecer rituais para a alimentação. Algumas vezes podem ser flagrados comendo escondidos. Isto não invalida necessariamente o diagnóstico embora seja uma atitude suspeita.
Depois de recuperado o próprio paciente, já com seu peso restabelecido e com a recordação de tudo que se passou não sabe explicar porque insistia em perder peso. Na maioria das vezes prefere não tocar no assunto, mas o fato é que nem ele mesmo concorda com a conduta insistente de emagrecer. Essa constatação no entanto não garante que o episódio não volte a acontecer. Depois de recuperados esses pacientes retornam a sua rotina podendo inclusive ficar acima do peso.
Há dois tipos de pacientes com anorexia. Aqueles que restringem a alimentação e emagrecem e aqueles que têm episódios denominados binge. Nesses episódios os pacientes comem descontroladamente até não agüetarem mais e depois vomitam o que comeram. Às vezes a quantidade ingerida foi tão grande que nem é necessário induzir o próprio vômito: o próprio corpo se encarrega de eliminar o conteúdo gástrico. Há casos raros de pacientes que rompem o estômago de tanto comerem.


Qual o curso dessa patologia?
A idade média em que surge o problema são 17 anos. Encontramos muitos primeiros episódios entre os 14 e os 18 anos. Dificilmente começa depois dos 40 anos. Muitas vezes eventos negativos da vida da pessoa desencadeiam a anorexia, como perda de emprego, mudança de cidade, etc. Não podemos afirmar que os eventos negativos causem a doença, no máximo só podemos dizer que o precipitam. Muitos pacientes têm apenas um único episódio de anorexia na vida, outros apresentam mais do que isso. Não temos por enquanto meios de saber se o problema voltará ou não para cada paciente: sua recidiva é imprevisível. Alguns podem passar anos em anorexia, numa forma que não seja incompatível com a vida mas também sem restabelecer o peso ideal. Mantendo-se inclusive a auto-imagem distorcida. A internação para a reposição de nutrientes é recomendada quando os pacientes atingem um nível crítico de risco para a própria saúde.


Sobre quem a anorexia costuma incidir?
As mulheres são largamente mais acometidas pela anorexia, entre 90 e 95% dos casos são mulheres. A faixa etária mais comum é a dos adultos jovens e adolescentes podendo atingir até a infância, o que é bem menos comum. A anorexia é especialmente mais grave na fase de crescimento porque pode comprometer o ganho esperado para a pessoa, resultando numa estatura menor do que a que seria alcançada caso não houvesse anorexia. Na fase de crescimento há uma necessidade maior de ganho calórico: se isso não é obtido a pessoa cresce menos do que cresceria com a alimentação normal. Caso o episódio dure poucos meses o crescimento pode ser compensado. Sendo muito prolongado impedirá o alcance da altura geneticamente determinada. Na população geral a anorexia atinge aproximadamente 0,5%, mas suspeita-se que nos últimos anos o número de casos de anorexia venha aumentando. Ainda é cedo para se afirmar que isto se deva ao modelo de mulher magra como o mais atraente, divulgado pela mídia, esta hipótese está sendo extensivamente pesquisada. Para se confirmar se a incidência está crescendo são necessários anos de estudo e acompanhamento da incidência, o que significa um procedimento caro e demorado. Só depois de se confirmar que o índice de anorexia está aumentando é que se poderá pesquisar as possíveis causas envolvidas. Até bem pouco tempo acreditava-se que a anorexia acontecia mais nas sociedades industrializadas. Na verdade houve falta de estudos nas sociedades em desenvolvimento. Os primeiros estudos nesse sentido começaram a ser feitos recentemente e constatou-se que a anorexia está presente também nas populações desfavorecidas e isoladas das propagandas do corpo magro.


Tratamento
O tratamento da anorexia continua sendo difícil. Não há medicamentos específicos que restabeleçam a correta percepção da imagem corporal ou desejo de perder peso. Por enquanto as medicações têm sido paliativos. As mais recomendadas são os antidepressivos tricíclicos (possuem como efeito colateral o ganho de peso). Os antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina têm sido estudados mas devem ser usados com cuidado uma vez que podem contribuir com a redução do apetite. É bom ressaltar que os pacientes com anorexia têm o apetite normal, ou seja, sentem a mesma fome que qualquer pessoa. O problema é que apesar da fome se recusam a comer. As psicoterapias podem e devem ser usadas, tanto individuais como em grupo ou em família.A indicação dependerá do profissional responsável. Por enquanto não há uma técnica especialmente eficaz. Forçar a alimentação não deve ser feita de forma rotineira. Só quando o nível de desnutrição é ameaçador. Forçar alimentação significa internar o paciente e fornecer alimentos líquidos através de sonda naso-gástrica. Geralmente quando se chega a isso torna-se necessário também conter (amarrar) o paciente no leito para que ele não retire a sonda.

[fonte Psicosite]

O Direito ao Foda-se!

Estava euzinha, linda porém muito cansada de ser boazinha, certinha, delicada, gentil, etc. E para que? Para, literalmente, me ferrar! E no meio da crise repleta de irritação, frustação e ódio pela minha babaquice completa, o que eu encontro?
O velho Manifesto do Direito ao Foda-se! O qual eu desconheço o autor, mas parabenizo pela inspiração!
E com um link para essa apresentação que se não me inspirou a fazer o mesmo, serviu para me relaxar, divertir, e sim, pensar a respeito…
Talvez eu esteja no momento de modificar determinados aspectos do meu jeitinho…

“Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.

“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que “Pra caralho”? “Pra caralho” tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do “Pra caralho”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo!”. O “Não, não e não”! E tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade ”Não, absolutamente não!” O substituem. O “Nem fodendo” é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo “Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!”. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o “porra nenhuma!” atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um “é PhD porra nenhuma!”, ou “ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!”. O “porranenhuma”, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos “aspone”, “chepone”, “repone” e, mais recentemente, o “prepone” – presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um “Puta-que-pariu!”, ou seu correlato “Puta-que-o-pariu!”, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba…Diante de uma notícia irritante qualquer um “puta-que-o-pariu!” dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cu!”? E sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai tomar no olho do seu cu!”. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu cu!”. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu!”. E sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!”. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? “Fodeu de vez!”.

Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do ”foda-se!”? O “foda-se!” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.”. Não quer sair comigo? Então foda-se!”. “Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!”.

O direito ao ”foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição Federal.

Liberdade, igualdade, fraternidade e FODA-SE.

Link para o vídeo “Vai tomar no cú”. Assista, inspire-se e relaxe…