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Meu respeito aos sedutores de plantão

Por que haja paciência (que eu não tenho) prá te conquistar. Tô precisando é me saciar.

pcrj

 

Não tô dizendo que te quero pra sempre

Nem que quero só agora

Vamos com calma

Eu te quero solto

Sem compromisso

Com alma

Gostoso

Um sorriso bobo

Uma palavra voa

E um vinho a acompanhar

Pode ser cerveja se você gostar

Te quero no bar sorrindo

E no quarto sentindo

Entre minhas pernas e gozar

Não importa o tempo

Se dura um instante

Se dura a eternidade

Dura o bastante quanto durar

 

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Ele não está tão a fim de você

Eu sou tímida e impaciente. E gosto de saber o que aconteceria se…

Lembro que já fui muito romântica na vida, levei tanto na cara que acabei pesquisando e entendendo que nós mulheres somos treinadas, programadas para sermos românticas. O melhor livro contra o romantismo crônico: A Cama na Varanda de Regina Navarro Lins. O melhor filme: Ele não está tão a fim de você (2009).

Uma das primeiras coisas que aprendi é a lutar pelo que quero, e saber abandonar o barco quando a coisa fica feia. Quando gosto de um cara eu vou atrás, chamo para sair, demonstro que estou interessada, mas aprendi a identificar quando o cara não está tão a fim de mim, ou simplesmente não tá interessado.

Assim eu desenvolvi 3 regras de ouro que me permitem identificar comportamentos que demonstrem a falta de interesse alheia (aqui discutida em termos de relacionamentos amorosos, mas aplicáveis a todos os tipos de relacionamento): Reciprocidade, Contato e Busca.

1ª Regra (e a mais importante): Reciprocidade. Base de qualquer relacionamento saudável. Quando um não quer, dois não fazem nada, ou ao menos não deveriam. Portanto na paquera, no relacionamento, na vida, é preciso que os dois se movimentem de forma recíproca. Ambos devem se buscar, se interessar, se envolver. É parceria e não conquista. Conquista envolve domínio, ideia que eu rejeito para relacionamentos. Além disso, a paquera/sexo é uma dança a dois, podemos começar dançando em ritmos diferentes, mas se não há esforço de ambos em harmonizar nossos ritmos, bem, não vai funcionar.1

2ª Regra: Contato. Essa deriva da primeira. Uma vez que o cara tenha meu telefone, e eu já converso com ele por ligação, whats app, facebook, sei lá. eu espero que ele também me ligue, me chame, dê sinal de fumaça. Se somente eu tenho interesse nele, no que ele faz, do que gosta, aonde vai, o que acontece com ele, bem, ele não está a fim. Se encaixa bem aqui o caso dos caras que apenas respondem o que perguntamos mas nunca se interessam por nós.2

3ª Regra: Busca mútua. Também deriva da primeira regra. Quando desejamos alguém, queremos ver, tocar, cheiras, abraçar, conversar, enfim, buscamos o outro. Se isso não ocorre por parte do cara, é óbvio que ele não está nem um pouco afim. Eu diria até que nem sexo ele quer (é um soco na autoestima, eu sei, mas a verdade é sempre melhor).3

Leva um tempinho para dar check nos três itens, mas uma vez que isso ocorra, bom, é hora de seguir em frente.4

Pensamento solto

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Foto: Minha. Local: Costa do Sauipe – 2016

Uma das minhas melhores compras dos últimos anos: copo térmico da Nespresso. Meu melhor investimento. Fiel companheiro, dia e noite, garantindo minha hidratação com água fresca e uma puta economia para mim e para o planeta. Por baixo eu já paguei ele e já economizei mais de R$100 em garrafinhas de água, fora o lixo zero jogado no planeta.

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Estou eu aqui, serelepe, esperando o mestrado terminar para investir no professor gato (seria antiético investir antes, né?) quando descubro que ele mandou flores para uma conhecida minha.

E ela ainda vem me perguntar como ele é. Vou falar o que? Pensei em esculhambar, falar mal, detonar mesmo pra ela sair correndo… Mas aí eu lembro que devemos buscar ser felizes e fazer os outros felizes (ainda que a felicidade de alguns seja manter-se longe de nós). Love is in the air…

Falei bem da criatura e ainda indiquei os livros de poesia dele para mostrar uma faceta normalmente desconhecida dele na academia. #cupidofeelings

Me sinto bem com a boa ação do dia.

To tentando lembrar daquelas frases de bar sobre gostar de alguém e não ser correspondida… Só lembro de Justin Bieber:

‘Cause we all get lost sometimes, you know?
It’s how we learn and how we grow
And I wanna lay with you ‘til I’m old
You shouldn’t be fighting on your own

Eu e minha antena quebrada. ¬¬

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White sound é uma das melhores coisas para estudar.

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Terminei a dissertação. Agora é a defesa. Nervosismo e ansiedade me definem.

Pergunta pro psicólogo: Por que sempre acho que o que eu faço é inferior ao que os outros fazem?

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Passarinhos me acordam todos os dias de manhã. E é uma experiência fantástica. Isso me faz acordar bem, de bom humor. Feliz.

Mas tem dias que me faz pensar em passarinho frito… assado… ao molho…

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Come on, come on
Save me from my rocking boat
I just want to stay afloat
I’m all alone
And I hope, I hope
Someone’s gonna take me home
Somewhere I can rest my soul
I need to know

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Tá mudando tudo no trabalho. Eu gosto de mudanças, nos fazem amadurecer. Novas pessoas, novos estilos.

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Mantra do dia: Tá tudo bem falhar.

Não fui aprovada na seleção do doutorado.

Acho que Deus quer que eu descanse um ano…

Ou eu não me dediquei o suficiente…

Autocrítica é foda…

Dores do corpo e dores da alma

Estar encarnada em um mundo de provas e expiações tem disso de doer. Tem hora em que o corpo dói. Tem horas em que a alma dói.

E que não se façam o absurdo de comparar as dores.

Para a dor no corpo há analgésicos. Presentinhos de Deus embalados pelo homem em alumínio e plástico.

Para as dores da alma resta esperar que o tempo faça aquilo em que ele é o melhor: curar.

E quando não inebria?

4

Existem pessoas inebriantes. Aqueles que te preenchem os sentidos como um salto de pára quedas. Quase um soco no estômago. Forte e intenso, como uma boa caipirinha.

Mas, ás vezes, não inebria.

De forma suave a presença do outro te envolve. Dia a dia. Aula a aula. A palavra gentil e educada. A firmeza no posicionamento. O sorriso difícil de se revelar, o elogio discreto e sincero.

É assustador. Sem a pancada de se inebriar na pessoa, no cheiro e na presença, uma hora você se dá conta de que, em algum momento da convivência algo mudou e você não se deu conta. Sem aviso. Sem proteção. Sem salvaguardas.

De repente você olha sua estante e se dá conta que comprou livros apenas por que ele recomendou (ou escreveu). Percebe que leu trabalhos apenas por que relacionavam-se a ele. Sem se dar conta passou a manter ele em seu radar. Ali, no canto da mente, num lembrete delicado e discreto.

E em um dia sem querer, fora do lugar comum de vocês, você o olha e se dá conta do quão sexy ele é, e deseja ardentemente tocá-lo. Você pensa que talvez seja só a bebida, talvez seja só o ambiente relaxado, talvez seja só a solidão de quem está sozinha. Talvez seja tudo isso acumulado. Mas deixar o profissionalismo de lado e tocá-lo se torna mais sedutor que tudo.

Ele não é o ser mais desenvolto socialmente. Tem uma franqueza que chegar a ser rude. E uma muralha da China sobre a vida pessoal. Ele raramente relaxa.

E então você descobre que ele é macio e confortável. O tipo de homem para se deitar nos braços e falar besteira. Como um bom vinho, que se toma durante o jantar. Que ele cheira a boas lembranças. Ele não é um soco no estômago, mas um abraço envolvente onde se deseja ficar.

E é ele quem se afasta.

Hora de voltar ao lugar comum.

Quando?

Em que momento o respeito e a admiração se tornaram esse bem querer?

Quando foi que o bem querer se transformou em atração?