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Meu desejo é seu

“Todos os dias lhe digo que não o posso amar mais,
e todos os dias encontro mais amor em mim para ele.”

in Henry e June – Do Diário Intimo de Anaïs Nin

Precisava tanto te dizer…


Que és especial demais!

Precisava tanto dizer,

Que te sinto tão em mim.

Que já tentei te esquecer,

Mas não consegui, não fui capaz.


Que existem pessoas que nos marcam,
Profundamente…

Que nos fazem feliz, só por existirem.

Por vezes, quando estou sozinha

Corro estradas sem fim sem tempo para chegar


A lado algum, deixo-me ir…somente,


E tu estás sempre presente


No meu pensamento, no peito, no sangue que me pulsa


Forte…, bem forte nas veias.

Tenho medo,

Que não saiba como fazer, para não te machucar


Para não me machucar,


Para que fique em nós, sempre


O que de melhor sabemos dar, partilhar e sentimos.



O teu receio afasta-me,

O teu medo, trava todo o meu desejo


De te dizer…em palavras, o que realmente sinto por ti.

És uma luz que me ilumina

Nas trevas que me rodeiam


Nos medos que me sufocam


Nas incertezas que me destabilizam.



Como poderei algum dia explicar-te,

Que és…a parte doce deste sonho pesadelo


De acreditar que te tenho em mim, ainda que nunca possas ser meu?!




Como é bom, beijar-te

Como me sinto segura quando me abraças…

Fazes com que esqueça toda a tormenta,

Que é um dia ter que acordar deste meu sonho.

[autor desconhecido]

Toque

[De tempos em tempos, ainda que não lhe diga quais são os tempos…]
June A

Toca-me / June A

Adoro quando me tocas
Mas quando me tocares entenda de uma vez
Toca-me ao início como quem tem medo
Como quem se ousa onde não deveria ir
Toca-me delicadamente
Como quem toca a um cristal raro
E delicado
Me toca como quem desvenda um mistério
Antigo e devasso
Santo
Sagrado
Toca-me e descobre-me
Como serpente que te envolve
Em vis desejos
Descobre-me protetora
De tuas mãos, corpo e alma
Descobre-me mulher
Úmida
Gentil
Exigente
E muito, muito
febril.
Apenas toca-me

Ama-me!

Fragilidade

[Se existem pérolas é porque as ostras sofrem…]

“Acho que prefiro me lembrar de uma vida desperdiçada com coisas frágeis, do que uma vida gasta evitando a dívida moral. {…} E me perguntei a que me referia com ‘coisas frágeis’. Parecia um belo título para um livro de contos. Afinal, existem tantas coisas frágeis. Pessoas se despedaçam tão facilmente, sonhos e corações também”

[Neil Gaiman]

Odeio o amor!

[Hoje eu tive um insight. Daqueles em que você se dá conta de como nunca iria dar certo. Mundos diferentes. Pensamentos diferentes. Tudo diferente. Eu me apaixonei por uma ilusão, por alguém que não existe, criado em minha mente e alimentado em meu coração. Ilusões foram feitas para serem desfeitas…]
June A

Você já esteve apaixonado? Horrivel não é? Te deixa vulnerável. Te abre o peito e te abre o coração e quer dizer que alguém pode entrar em você e te detonar por dentro. Você constrói todas essas defesas. Constrói uma armadura completa, e por anos nada pode te machucar, aí­ uma pessoa estúpida, nada diferente de qualquer outra pessoa estúpida caminha para dentro da sua vida estúpida… Você dá a essa pessoa um pedaço de você. Essa pessoa não pediu por isso. Essa pessoa fez algo besta um dia, como te beijar ou sorrir para você, e aí a sua vida não é mais sua. O amor toma reféns. O amor entra em você. Te come por dentro e te deixa chorando na escuridão, e frases simples como “talvez devêssemos ser apenas amigos” ou “nossa, que perspicaz” se transformam em farpas de vidro movendo-se para dentro do seu coração. Dói. Não apenas na imaginação. Não apenas na mente. É uma dor na alma, uma dor no corpo, uma dor do tipo que-entra-em-você-e-te-arrebenta. Nada deveria ser capaz de fazer isso. Especialmente o amor. Eu odeio o amor.

[Neil Gaiman – The Sandman #65]

Un Ange Frappe à Ma Porte / Natasha St. Pierre

[A cada dia que passa mais eu sinto que meu amor se afasta de mim e qual criança que perde um balão, eu não consigo alcançá-lo…]
June A

Un signe, une larme, un mot, une arme,
Um sinal, uma lágrima, uma palavra, uma arma
Nettoyer les étoiles à l’alcool de mon âme,
Limpar as estrelas a álcool de minha alma
Un vide, un mal, des roses qui se fanent,
Um vazio, um mal, das rosas que se desvanecem
Quelqu’un qui prend la place de quelqu’un d’autre…
Alguem que toma o lugar de algum outro

Un ange frappe à ma porte, est-ce que je le laisse entrer?
Um anjo bate à minha porta, será que o deixo entar?
Ce n’est pas toujours ma faute si les choses sont cassées;

Não é sempre minha culpa se as coisas se quebram
Le diable frappe à ma porte, il demande à me parler
O diabo bate à minha porta, pede para falar comigo
Il y a en moi toujours l’autre, attiré par le danger…
E há em mim sempre outra, atraída pelo perigo

Un filtre, une faille, l’amour, une paille,
Um filtro, uma falha, o amor, uma palha
Je me noie dans un verre d’eau, j’me sens mal dans ma peau;
Afogo-me em um copo d’água, me sinto mal na minha pele
Je ris, je cache le vrai derrière un masque,
Eu rio, escondo a verdade detrás de uma máscara
Le soleil ne va jamais se lever…
O sol não vai jamais levantar-se

Un ange frappe à ma porte, est-ce que je le laisse entrer?
Um anjo bate à minha porta, será que o deixo entar?
Ce n’est pas toujours ma faute si les choses sont cassées;
Não é sempre minha culpa se as coisas se quebram
Le diable frappe à ma porte, il demande à me parler
O diabo bate à minha porta, pede para falar comigo
Il y a en moi toujours l’autre, attiré par le danger…
E há em mim sempre outra, atraída pelo perigo

Je ne suis pas si forte que ça,
Eu não sou assim tão forte
Et la nuit, je ne dors pas,

E à noite, eu não durmo
Tous ces rêves ça me met mal…
Todos os sonhos fazem-me mal
Un enfant frappe à ma porte, il laisse entrer la lumière,
Uma criança bate à minha porta, ela deixa a luz entrar

Il a mes yeux et mon coeur, et derrière lui c’est l’enfer;
E a meus olhos e meu coração, e atrás dele está o inferno
Un ange frappe à ma porte, est-ce que je le laisse entrer?
Um anjo bate à minha porta, será que o deixo entar?
Ce n’est pas toujours ma faute si les choses sont cassées…
Não é sempre minha culpa se as coisas se quebram