Reflexões Noturnas

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Recebi pelo Whats App.

Me pergunto como é possível gostarmos tanto de uma pessoa que mal conhecemos. Ou com que pouco convivemos.
Confesso que como Espírita eu sei a resposta. Coisas de vidas passadas. Mas ainda me surpreende esse gostar gratuito, desinteressado. Esse querer bem sem justificativa.
E quando somos correspondidos esse sentimento é uma benção que une as duas almas. Em amizade, em namoro, em casamento. Uma relação abençoada e feliz se estabelece.
Quando não somos, esse bem querer se torna um exercício de resignação diante da indiferença do outro.
É doloroso.
Mas nos permite aprender a respeitar os desejos e limites do outro. Nos permite aprender o esforço de cativar um carinho, um bem querer. Penso até que essa seja a sublime lição: cativar, com respeito, com carinho.
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É eu vou gostar de você assim mesmo, de graça.
Te guardarei na memória afetiva, como alguém que me ensinou algo. Sem nem saber.
Te libertarei da minha mente para ir sem nunca saber do afeto que foi alvo.
Me permitirei guardar para mim os sonhos que acalentei e as doces emoções que sua simples existência me permitiram sentir.
A vida é assim.
Muitas pessoas nos ensinam, sem nunca saber que foram professores.
Segue seu caminho de luz. Te desejo o amor e bem querer que você me despertou.
Me desejo o mesmo.

Amor e uma Cabana

[Amor e uma cabana? Só se for 5 estrelas meu bem…]

Cínica?
Sem um pingo de romantismo correndo nas veias?
Pode até ser…
Mas realmente não entendo o que se passa na cabeça de um ser que acha que amor resolve todos os problemas. Que acredita em príncipes encantados. Que veja sua cara metade a cada novo namorado…

Primeiro: Amor não resolve problema de ninguém. Principalmente num mundo onde amor, paixão e tesão se confundem completamente na mente das pessoas! Amor é algo tão bom, mas tão bom, que sozinho se basta e seu único desejo passa a ser que o outro seja feliz (o que não inclui você mesma, necessariamente…). Já paixão e tesão são mais mundanos, prazeirosamente egoistas. Amor é sublime, e nos enleva, nos faz desejar ser melhores e oferecer o que há de melhor no mundo, seja materialmente, seja emocionalmente. Amor nos desperta para o outro, para a existência do TU, e para toda a complexidade envolvida nessa descoberta. E amor não pode descrito, apenas sentido. Quando falamos de amor tudo que conseguimos é um reflexo pálido e vulgar do que verdadeiraente sentimos.

Segundo: Principes encantados não existem, principalmente com o fim da Monarquia… pois é não vivemos numa monarquia mais… ¬¬ E encantamento pra mim, tá mais prá amarração (algo pavorosamente burro e comprovadamente estúpido de se fazer – desculpem a franqueza…). Homens são homens. Ponto final. Simples assim.
Tem defeitos irritantes e insuportáveis.
Tem qualidades apaixonantes e extremamente atraentes!
Simples assim. E acredite o casamento não transforma Shrek em Principe (assistam a animação novamente, sim?). O cara mal-educado (com hífen ou sem hífen? Bem como a nova norma só vale a partir de 2009 vai com hífen mesmo!), bem ele continua mal-educado. O grosseiro continua grosseiro. O gentil continua gentil. O carinhoso continua carinhoso e assim vai.
E não vem com aquele pensamento infantil de: “depois ele muda” que nem ele nem você mudarão tanto assim! E depois de alguns meses acordando todos os dias ao lado daquele peste que não muda aquele defeito detestável, um novíssimo divórcio entrará nas estatísticas e engordará o bolso de algum advogado…
Se você não aceitar que seu Sherek é daquele jeito mesmo: grandão, forte, carinhoso, protetor, honesto e um poço de grosseria quando quer, sua felicidade conjugal terá sido destruída antes mesmo de ser construída… E saiba que o príncipe, apesar de um gentleman nunca pulará no pescoço daquele babaca que te importuna na night! Ele detesta escândalos, lembra-se?
Então se você ama algum desses personagens, ou algum outro, sinta-se livre para amá-lo, mas aceite os defeitinhos dele e seja muito, muito feliz.

Terceiro: Não vou nem comentar como o novo namorado sempre parece ser melhor que o último traste que encaramos… Síndrome da Novidade. Mas cara metade? Fala sério que alguém ainda acredite nisso em plena Era da Informação! Sorry, eu não sou metade de ninguém, sou inteira, inteirinha aqui, verso e reverso, desse jeitinho mesmo, confuso, metamorfo, adorável e delicadamente desastrada!
A não ser que você tenha apenas 23 cromossomos (o que justificaria dizer que é apenas a metade…) você também é inteirinho e totalmente complexo. E quem quiser ficar contigo terá que compreender essa difícil e maravilhosa realidade: você não depende de ninguém para ser feliz! Mas gosta muito da idéia de dividir essa felicidade com alguém, afinal felicidade dividida multiplica-se, não?
É tudo uma questão de escolhas, ambos tem idéias em comum (ou não!), desejam um ao outro, e tem muito a aprender e ensinar. Você escolhe quem tem ao seu lado, seja príncipe ou Sherek, ele foi sua escolha. Aceite isso. Ou aprenda a escolher melhor e, para isso, conheça-se melhor…

Então, não me venham com esse papo de amor e cabana, que sou uma Citygirl, de dedo-cinza e dependente de escadas rolantes, PC, internet e veículos com rodas…

Mas se for um bangalô no caribe como aquele da foto do post a gente pode conversar…

Minha dica: Leia esse post do “Quer namorar comigo?

[Photo By: Recebido por e-mail]

Precisava tanto te dizer…


Que és especial demais!

Precisava tanto dizer,

Que te sinto tão em mim.

Que já tentei te esquecer,

Mas não consegui, não fui capaz.


Que existem pessoas que nos marcam,
Profundamente…

Que nos fazem feliz, só por existirem.

Por vezes, quando estou sozinha

Corro estradas sem fim sem tempo para chegar


A lado algum, deixo-me ir…somente,


E tu estás sempre presente


No meu pensamento, no peito, no sangue que me pulsa


Forte…, bem forte nas veias.

Tenho medo,

Que não saiba como fazer, para não te machucar


Para não me machucar,


Para que fique em nós, sempre


O que de melhor sabemos dar, partilhar e sentimos.



O teu receio afasta-me,

O teu medo, trava todo o meu desejo


De te dizer…em palavras, o que realmente sinto por ti.

És uma luz que me ilumina

Nas trevas que me rodeiam


Nos medos que me sufocam


Nas incertezas que me destabilizam.



Como poderei algum dia explicar-te,

Que és…a parte doce deste sonho pesadelo


De acreditar que te tenho em mim, ainda que nunca possas ser meu?!




Como é bom, beijar-te

Como me sinto segura quando me abraças…

Fazes com que esqueça toda a tormenta,

Que é um dia ter que acordar deste meu sonho.

[autor desconhecido]

Fragilidade

[Se existem pérolas é porque as ostras sofrem…]

“Acho que prefiro me lembrar de uma vida desperdiçada com coisas frágeis, do que uma vida gasta evitando a dívida moral. {…} E me perguntei a que me referia com ‘coisas frágeis’. Parecia um belo título para um livro de contos. Afinal, existem tantas coisas frágeis. Pessoas se despedaçam tão facilmente, sonhos e corações também”

[Neil Gaiman]

Odeio o amor!

[Hoje eu tive um insight. Daqueles em que você se dá conta de como nunca iria dar certo. Mundos diferentes. Pensamentos diferentes. Tudo diferente. Eu me apaixonei por uma ilusão, por alguém que não existe, criado em minha mente e alimentado em meu coração. Ilusões foram feitas para serem desfeitas…]
June A

Você já esteve apaixonado? Horrivel não é? Te deixa vulnerável. Te abre o peito e te abre o coração e quer dizer que alguém pode entrar em você e te detonar por dentro. Você constrói todas essas defesas. Constrói uma armadura completa, e por anos nada pode te machucar, aí­ uma pessoa estúpida, nada diferente de qualquer outra pessoa estúpida caminha para dentro da sua vida estúpida… Você dá a essa pessoa um pedaço de você. Essa pessoa não pediu por isso. Essa pessoa fez algo besta um dia, como te beijar ou sorrir para você, e aí a sua vida não é mais sua. O amor toma reféns. O amor entra em você. Te come por dentro e te deixa chorando na escuridão, e frases simples como “talvez devêssemos ser apenas amigos” ou “nossa, que perspicaz” se transformam em farpas de vidro movendo-se para dentro do seu coração. Dói. Não apenas na imaginação. Não apenas na mente. É uma dor na alma, uma dor no corpo, uma dor do tipo que-entra-em-você-e-te-arrebenta. Nada deveria ser capaz de fazer isso. Especialmente o amor. Eu odeio o amor.

[Neil Gaiman – The Sandman #65]

Reflexão sobre meu momento atual

Engraçado…
A primeira vez que o vi pensei em como ele era lindo. Mas nem dei bola para aquela sementinha plantada ali. Então veio toda a minha loucura. Liguei pontinhos com a irresponsabilidade de uma criança. Antes de começar eu sabia que sairia machucada. Mas eu insisti. No oposto da minha natureza racional eu insiti. Apesar da sensação de que sofrimento viria eu investi.

E ele se mostrou surpreendentemente interessante. Aliás ele sempre me surpreende, para o bem e para o mal. Sempre. Talvez seja o primeiro que não me faça olhar o teto e bancar a fuuróloga: agora ele fala isso, agora ele age daquele jeito, agora…

E então eu senti que deveria parar enquanto ainda havia tempo. Enquanto eu ainda podia seguir como se nada houvesse acontecido. Mas eu nunca soube aceitar metades, partes. Eu nunca soube parar no meio da luta. Nunca quis guardar energia para voltar para a praia. E fui. Busquei. Provoquei. Me recriei. Me entreguei num jogo onde não haveriam vencedores.

E minha intuição novamente estava correta. Eu sofri e sofro. Me apaixonei no meio do caminho, não sei onde. É doloroso, mas é aprendizado. Eu olho para ela e, pela primeira vez, a inveja bate à minha porta. Não dela. Mas de você com ela. Hoje posso dizer por experiência própria que a invejaé amarga. Verdadeiro fel que não quero voltar a provar, mas que antes preciso cuspir de meus lábios encharcados.

Mas não sei se consigo lidar. Não sei se consigo conviver normalmente. Invento telefonemas para evitá-lo. Invento cartas e papéis para reciclar para não cruzar com você. E ao mesmo tempo anseio pelo pequeno prazer que me invade cada vez que você se aproxima e deposita esse beijo, bobo, hoje tão certinho, na minha bochecha. Futil pra você. Quem em verdade nem nota o que faz. Mas um momento lindo no meu dia. Porém um momento que me faz mal, por encher meu coração inocente de esperanças vãs. Ainda que eu leve poucos segundos para assassiná-las cruelmente e derramá-las por meus olhos quando isso acontece.

Agora, cada dia que passa a dor aumenta. Uma dor que não tem razão de ser. Que não deveria estar aqui. Mas que insiste em permanecer e aumentar. E agora é tarde demais para sufocar…

E olhá-lo, tocá-lo, me dá vontade de lutar. E vai contra minha natureza lutar por um homem que agora é comprometido. Não dá… Violentaria minha alma e então eu me odiaria. Meu respeito por mim mesma, meu amor a mim mesma é maior. Mas a tentação fica aí. Provocando. Inexplicavelmente eu não consigo vencê-la.

E ai fico eu aqui, sem saber em que direção partir. E então faço o que eu faço de melhor na minha vida: enfio a cara nos livros, mando minha vida pessoal pro espaço e abstraio. Para que farra se vou fazer merda? Nesse instante farra significará dançar como louca e algum coração que eu vou machucar. Já machuquei muitos nessas noitadas regadas a vodka e muita mágoa dentro do peito. E prometi a mim mesma que nunca mais fariaum homem chorar por um ato louco meu.

O melhor mesmo é ir ao cinema, ao teatro ou ler. Ler muito. Ler me relaxa e distrai. E estudar muito. E esquecer que outra vez eu troquei pés por mãos. Pois esse amor tem dois destinos a seguir: morrer como milhares de outros pelos quais sequei lágrimas de amigas: solitário, abandonado por não ser regado. Ou será transformado, como já ouvi falar que se pode fazer. Transformar amor em carinho simplesmente modificando a alimentação dele.

Escolho asegunda opção. E no fim das contas acredito que o tempo, sábio tempo, me ajudará a ser capaz de olhá-lo nos olhos novamente e sentir apenas a afeição reservada aos entes queridos de meu coração. Nada além dessa afeição… Nada…

Photo By: Zica

Perdão

[Eu peço perdão pelos contratempos, confusões e energias negativas que te enviei.
Eu o perdôo por não ter tido sabedoria e sensibilidade ao me dar tão dolorosa notícia.
Eu me perdôo por não ter tido percepção ao momento de parar, por não ter percebido você em suas necessidades e por ter reagido tão mal a tudo que aconteceu.]
June A

Muitas lágrimas rolaram pelo meu travesseiro a noite. Comida então, não passa da minha garganta, vira um bolo. Já passei pela etapa da perplexidade. Já passei pela etapa da raiva e indignação. Já passei pela etapa de beijar outra boca para esquecer um olhar. Já passei pela etapa das lágrimas que rolam sem permissão. Agora é momento de aceitar e seguir em frente.

Pior foi descobrir que no final das contas eu o amei sem nunca tocá-lo.
E não vou deixar de amá-lo.
Não vou permitir morrer um sentimento tão lindo que tanto bem me fez e faz.
Ainda que muito do que senti tenha sufocado e falecido nessa confusão.
Apenas transformarei esse amor.

Exatamente como já fiz antes.

Exatamente como farei ainda muitas vezes.

Porque sempre vale a pena amar!

Que ele seja muito, muito feliz.
Que ela o ame e ele saiba receber esse amor.
Que ele a ame e ela saiba receber seu amor.
Que essa relação gere frutos positivos para ambos.
Hoje esse é meu maior desejo.
Perdoar para ser perdoada.
E amar para ser amada.
Que um hora dessas, quando menos esperar, meu momento chegará.
E essas dores que hoje sinto serão meu suporte para saber valorizar e aproveitar esse sagrado momento…