Programa Quadrinhos: Saga

Publicado desde: novembro de 2014
Editora: Devir
Licenciador: Image Comics
Categoria: Álbum de Luxo
Gênero: Ficcão Científica
Status: Em circulação
Número de páginas: 168
Formato: (18,5 x 27 cm) – Colorido/Capa dura
Preço de capa: R$ 59,90
Roteiro: Brian K. Vaughan
Arte: Fiona Staples
Letrista: Miguel Loureiro
Tradutor: Marco Antônio Maia de Souza – ‘Marquito Maia’ 

Sinopse: Alana e Marko, dois soldados em lados opostos numa longa e devastadora guerra intergaláctica, se apaixonam e lutam para garantir que Hazel, sua filha recém-nascida, continue viva. Mas isso não será nada fácil.

SAGA é uma história em quadrinhos no melhor estilo space opera e com um toque de fantasia criada e escrita por Brian K. Vaughan e ilustrada por Fiona Staples. Publicada originalmente como uma revista mensal pela Image Comics, a série é fortemente influenciada por Star Wars, Flash Gordon e em ideias concebidas pelo próprio Vaughan quando ainda era criança (o autor revelou que a base da história foi criada durante as aulas de Matemática, que ele odiava!).

Frequentemente descrita pela crítica especializada como um “encontro entre Star Wars e A Guerra dos Tronos”, SAGA nos conta a história de Alana e Marko, dois soldados em lados opostos numa longa e devastadora guerra intergaláctica que se apaixonam e lutam para garantir que Hazel, sua filha recém-nascida, continue viva. Mas é claro que isso não será nada fácil… Curiosamente, a história é narrada pelo bebê!

Programa Quadrinhos: The Walking Dead. Arco: Segurança atrás das Grades.

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Publicado em: 
outubro de 2012
Editora: Hq Maniacs Editora
Licenciador: Image Comics
Categoria: Revista Periódica
Gênero: Terror
Status: Título encerrado
Número de páginas: 32
Formato: Americano (17 x 26 cm)
Preto e branco/Lombada com grampos

Preço de capa: R$ 3,90

Sinopse: O pequeno grupo liderado pelo policial Rick Grimes finalmente encontra um lugar seguro – uma prisão de segurança máxima. As grades que mantinham criminosos fora do convívio da sociedade agora servirão de abrigo para alguns dos últimos sobreviventes de um mundo tomado por zumbis. Entretanto, o novo lar apresenta desafios para seus novos moradores. Antes de se estabelecer, o bando precisa limpar a prisão, livrando-se dos mortos-vivos que infestam o local.

Programa Quadrinhos: Azul é a cor mais quente

 

O Programa Quadrinhos é apresentado toda quarta-feira onde nunca começa ás 11h e nunca termina ás 12h em ponto e reprisado no sábado onde nunca começa ás 22h e nunca termina ás 23h em ponto, na rádio Utopia FM, 98,1, radio comunitário de Planaltina-DF.

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Publicado em: novembro de 2013
Editora: Martins Fontes
Licenciador: Glénat Éditions
Categoria: Edição Especial
Gênero: Europeu
Status: Edição única
Número de páginas: 160
Formato: (17 x 26 cm) – Colorido/Lombada quadrada
Preço de capa: R$ 39,90
Roteiro: Julie Maroh
Arte: Julie Maroh
Arte-Final: Julie Maroh
Cores: Julie Maroh
Letrista: Marcela Badolatto
Tradutor: Marcelo Mori 

O livro conta a história de Clementine, uma jovem de 15 anos que descobre o amor ao conhecer Emma, uma garota de cabelos azuis. Através de textos do diário de Clementine, o leitor acompanha o primeiro encontro das duas e caminha entre as descobertas, tristezas e maravilhas que essa relação pode trazer.

Programa Quadrinhos: Império dos Mortos – Primeiro e Segundo Ato

imperio dos mortos primeiro ato

Mais um Programa Quadrinhos com o Edson Wilson.

Império dos Mortos – Primeiro Ato

Publicado em: dezembro de 2015
Editora: Panini
Licenciador: Marvel Comics
Categoria: Edição Especial
Gênero: Terror
Status: Título encerrado
Número de páginas: 128
Formato: Americano (17 x 26 cm) – Colorido/Lombada quadrada
Preço de capa: R$ 19,90
Roteiro: George Romero
Arte: Alex Maleev
Cores: Matthew ‘Matt’ Hollingsworth
Letrista: Germana Viana
Tradutor: Levi Trindade
Editor original: Axel AlonsoBill Rosemann

Sinopse: Bem-vindo a Nova York! Passaram-se cinco anos desde o aparecimento dos primeiros zumbis, mas a Grande Maçã parece ter absorvido bem o golpe. Enquanto o prefeito Chandrake mantém as ruas seguras graças a uma feroz política militarista, os cidadãos se divertem assistindo aos confrontos entre desmortos que se realizam no Central Park. É uma pena, porém, que os mortos-vivos não são os únicos monstros que infestam a metrópole.

imperio dos mortos segundo ato

Império dos Mortos – Segundo Ato

Publicado em: novembro de 2016
Editora: Panini
Licenciador: Marvel Comics
Categoria: Edição Especial
Gênero: Terror
Status: Título encerrado
Número de páginas: 112
Formato: Americano (17 x 26 cm) – Colorido/Lombada quadrada
Preço de capa: R$ 19,90
Personagens: Paul BarnumBill ChandrakePrefeito ChandrakeFrances XavierPenny JonesZanzibarDixie
Roteiro: George Romero
Desenho: Dalibor Talajic
Arte-Final: Rick MagyarGoran SudžukaDalibor Talajic
Cores: Rain Beredo
Letrista: Germana Viana
Tradutor: Hector Lima
Editor original: Axel Alonso

Sinopse: Agora são zumbis contra vampiros contra uma milícia invasora, na trama criada pelo lendário George Romero, com arte de Dalibor Talajic.

Seja bem-vindo de volta a uma Nova York muito diferente, uma que ainda está se aguentando anos depois de uma praga de zumbis que alterou o mundo. Os mortos-vivos são usados para entreter os humanos na arena, enquanto vampiros governam a cidade!
No entanto, forças externas estão às portas de Manhattan e a morte desce dos céus! Qual é a nova ameaça à Grande Maçã?

E o que é pior para os poucos moradores normais remanescentes: os zumbis que parecem estar ficando mais inteligentes a cada dia, os vampiros que estão lutando para permanecer no controle, ou o recém-chegado exército sulista, prestes a pilhar a maior metrópole do mundo?

O que eu achei?

Essa trama integra muito bem a evolução que George Romero estava dando aos zumbis em seus filmes. Desde flashes de consciência até capacidade de planejamento. Aqui nesse quadrinho, vemos os zumbis no auge da capacidade intelectual demonstrada ao longo dos filmes do mestre do terror zumbi. E colocar vampiros no meio da jogada, com suas tramas de poder e tentando sobreviver ao mesmo tempo que garantir a sobrevivência do seu “alimento” os humanos, sem revelar quem são, foi um aspecto muito interessante.

Programa Quadrinhos é apresentado toda quarta-feira onde nunca começa ás 11h e nunca termina ás 12h em ponto e reprisado no sábado onde nunca começa ás 22h e nunca termina ás 23h em ponto, na rádio Utopia FM, 98,1, radio comunitário de Planaltina-DF.

Programa Quadrinhos: 30 days of night

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Publicado em: maio de 2003
Editora: Devir
Licenciador: Idw Publishing
Categoria: Edição Especial
Gênero: Terror
Status: Edição única
Número de páginas: 92
Formato: Americano (17 x 26 cm)
Colorido/Lombada quadrada

Preço de capa: R$ 25,00 (cada)
Roteiro: Steve Niles
Arte: Ben Templesmith
Cores: Ben Templesmith
Design: Pedro Moura
Letrista: Fernando Edgar
Tradutor: Sandro Castelli
Editor original: Kris Oprisko 

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Tente imaginar um lugar no mundo onde o Sol não nasce por trinta dias. Um lugar distante, quase esquecido e, ainda assim, habitado. Bem… Esse lugar existe e se chama Barrow. Trata-se de uma cidadezinha perdida na vastidão gelada do Alaska, cujos moradores já se habituaram às condições inóspitas do local e nem imaginam que algo terrível está para acontecer. Mal sabem eles que a longa e gélida escuridão de Barrow será o cenário ideal para o banquete sangrento de um grupo de ampiros famintos. A única esperança de sobrevivência dos habitantes da cidade está nas mãos de Eben e Stella, marido e mulher, e também os representantes locais da lei. Mas conseguirão eles salvar a cidade que amam ou o manto da morte cairá sobre todos para sempre? Escrita por Steve Niles e pintada por Ben Templesmith, 30 DIAS DE NOITE é uma daquelas poucas histórias da nova safra de terror que podemos chamar de originais e, para a sorte dos cinéfilos, acabou de ser adaptada para os cinemas numa superprodução assinada por Sam Raimi, dirigida por David Slade e estrelada por Josh Hartnett e Melissa George.

O que eu achei?

Mais uma participação minha no Programa Quadrinhos. Dessa vez com 30 dias de noite, um quadrinho de terror que eu gosto muito. Nada de romantização de vampiros, aqui temos uma versão brutal e cruel, de um verdadeira caçador. Um tipo de vampiro que me parece bem mais coerente do que esses onde os vampiros (predadores) se apaixonam por humanos (sua presa).

A arte em tom azulado reflete muito bem o clima da HQ, mais frio, tenso, obscuro. Os vampiros são desenhados com traços que lembram muito tubarões, uma pele fria, com ar de cadáver, olhos negros e dentes afiados. O vermelho ganha destaque, quase como um filme do Tarantino. O clima de tensão que o quadrinho transmite é claustrofóbico, especialmente por ser uma cidade que enfrenta meses de escuridão, sem luz solar, se tornando um banquete para os terríveis vampiros.

Quer saber mais sobre o quadrinho? Assiste o Programa Quadrinhos abaixo.

O Programa Quadrinhos é apresentado toda quarta-feira onde nunca começa ás 11h e nunca termina ás 12h em ponto e reprisado no sábado onde nunca começa ás 22h e nunca termina ás 23h em ponto, na rádio Utopia FM, 98,1, radio comunitário de Planaltina DF.

 

Redes Sociais Virtuais

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Foto: June Alves de Arruda – Exposição: Paisagens Construídas  (2018). Arte de Gisela Motta e Leandro Lima | Relâmpago, 2015. Local: Olho, Museu Oscar Niemeyer (MON), Curitiba, PR, Brasil.

Primeiro veio a constatação do tempo perdido. Horas gastas vendo a vida de outras pessoas. Alguns conhecidos. A maioria desconhecidos. Horas preciosas de uma vida importante dedicados à expectação. O olhar perdido no feed e o tempo se esvaindo.
Então seguiu-se o pensamento incômodo: pessoas estranhas a olhar minha vida.
Alguns olhares amorosos, generosos, felizes. Outros invejosos, rancorosos, negativos.
Como se proteger desses olhares e sua vibração infeliz?
Conexão.
Com queM me conecto? E como essa conexão influi em mim?
Tempos de conflito.
Expor a vida ou se reservar? Compartilhar indiscriminadamente? Como equilibrar?
Tempos de conflito. Do pior tipo. interno. Então o primeiro a cair: Facebook. Como é a vida sem rede social? A pergunta que imperou. A ausência de informações. O prazer do silêncio. O tempo livre. Livro. Tempo para realizar planos, sonhos. Meses se passam. A falta diminui. Novas atividades. Vida que acontece. A segunda rede cai. A terceira rede cai. Uma rede permanece. Um último fio de conexão virtual. Por quanto tempo existirá?
A vida não é o que os olhos veem. A vida é o que o espírito sente. A vida é o que a gente faz. Nossa vida. Minha vida.

Mundo Avesso, Carlos Ruas


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Meu exemplar autografado! =D

Em 2018 o Carlos Ruas, autor das tirinhas do Um Sábado Qualquer, (que eu amo) lançou na plataforma Catarse o projeto do livro O Mundo Avesso faz parte do universo USQ. Eu fiz a rycah e apoiei com o Pacote Kant recebendo o Mundo Avesso e os outros quatro livros do USQ. E essa belezinha chegou aqui em casa me deixando muito feliz pois ainda ganhei ou mouse pad e dois marcadores personalizados (brindes inesperados são amor no core!).

Assim que chegou consulti o Edson e ele aceitou quebrar a programação e fazer um Programa Quadrinhos para esse livro. O Programa foi ao ar na última quarta-feira e já adianto que ambos gostamos muito do Universo USQ, então puxamos o saco mesmo. Não houve nenhuma imparcialidade da nossa parte.

O Mundo Avesso tem uma pegada mais reflexiva e filosófica, e é excelente para abrir mentes e nos mostrar como certezas não são tão certas assim, muito menos para todo mundo. E eu gosto muito da forma como o Carlos Ruas faz isso, com leveza e clareza. Claro que as tirinhas também estão disponíveis na internet (nesse link aqui), mas como eu gosto muito de apoiar os produtores de conteúdo e artistas, fiz questão de comprar meu exemplar.

Por enquanto, os livros anteriores podem ser encontrados na lojinha parceira do USQ mas o Mundo Avesso ainda não. E em 2019 deve vir o livro Cães e Gatos que eu também quero! Agora vou ler os livros antigos, pois embora eu já tenha lido na net, eu já percebi que os livros de tirinhas ganham uma organização toda especial quando publicados em livros, e eu gosto dessa organização que muitas vezes não percebemos ao longo das postagens.

Pare de se odiar, por Alexandra Gurgel

pare de se odiar

Título: Pare de se odiar.
Autora: Alexandra Gurgel
Editora: Best Seller
Edição: 1º
Ano: 2018
Páginas: 153

O livro de estreia de Alexandra Gurgel, youtuber do canal Alexandrismos com mais de 300 mil inscritos.
Alexandra Gurgel, criadora do canal Alexandrismos no Youtube, é conhecida por abordar em seus vídeos temas como autoaceitação, o movimento body positive, autoestima, relacionamentos e a luta contra a gordofobia.
Em Pare de se odiar a autora tem como objetivo ajudar suas leitoras a trilharem o caminho do amor-próprio e o da construção de uma autoimagem mais positiva, entendendo como a sociedade em que vivemos interfere diretamente na relação que temos com o nosso corpo.
Alexandra, que tem sido uma das vozes mais atuantes do movimento body positive no Brasil, traz no livro uma mensagem honesta e acolhedora, a partir de sua experiência pessoal para mostrar que amar o próprio corpo é, de fato, um dos atos mais revolucionários deste século.
Sigo a Alexandra no Youtube desde o inicio do canal dela, então comprei esse livro na pré-estréia e li ele assim que chegou aqui em casa. Mas escrever sobre ele levou mais tempo do que eu esperava. Tanto por compromissos pessoais, como por eu ficar com a constante sensação de que não consigo fazer jus ao livro, independente do que eu escreva. Então, como dizia minha Profa. Marina durante o mestrado: “não se termina uma dissertação, abandona-se”. Então resolvi publicar mesmo que eu ainda não considere pronta minha opinião.
O livro, impresso em papel off-white de gramatura média, é bem confortável de ler (e de escrever rsrsrs), e curto, são apenas 153 páginas, e o estilo de escrita da Alexandra faz ele parecer mais curto ainda, pois ela nos proporciona uma leitura fluida, dinâmica, gostosa. Confesso que antes desse livro eu não costumava escrever no livro, eu apenas anotava em um caderninho códigos para que, na hora de escrever sobre o livro, eu identificasse quais frases me marcaram. Assim eu podia facilmente passar o livro para frente ou vender em sebos. Esse livro me provocou, pois eu estava anotando coisas demais. Então , depois de muita reflexão, superei meu tabu e decidi escrever no livro. E foi delicioso. E libertador. O livro ficou todo riscado, e sem problemas, pois ele entrará definitivamente na minha biblioteca pessoal, onde apenas livros de estudo e os meus queridos, como esse, permanecem.

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A capa com a foto da Alexandra, confortável em ser ela mesma, dona de si, já diz a que o livro veio. Provocativo por nos estimular ao que deveria ser óbvio e natural: gostar de nós mesmas. Valorizar nosso corpo, esse instrumento maravilhoso que nos permite viver, aprender, evoluir. E que as vezes maltratamos muito com dietas irresponsáveis, alimentação totalmente maluca e descuidada, exercícios nada prazerosos. Como se o título do livro e a foto da capa já não fossem claros o suficiente, temos o subtítulo: “porque amar o próprio corpo é um ato revolucionário”. Na era da perfeição impossível de ser acompanhada, amar o próprio corpo, que naturalmente não atinge essa perfeição impossível, pois a perfeição proposta pela sociedade não é alcançável por nenhum corpo, é sim um ato muito revolucionário, pois se contrapõe a todo um sistema econômico de consumo e busca pela perfeição. Amar o próprio corpo, em todas suas fases e mudanças – a cada sete anos nenhuma célula do nosso corpo é a mesma, como podemos esperar alcançar o impossível, e permanecer lá? Nossos corpos não são máquinas paradas no tempo. São orgânicos e interagem com o ambiente e o tempo. Logo, mesmo quem, por meio dos meios que for, alcance a perfeição proposta pela sociedade, essa pessoa nunca conseguirá manter-se dentro do padrão, pois o tempo cuidará de mudar seu corpo, mesmo contra a vontade.
O livro começa e termina na história da Alexandra. Não poderia fazer mais sentido, numa obra que conversa tanto com a história pessoal da autora, pois assim como a história dela continua, o conteúdo do livro não se encerra em si, mas nos apresenta um universo de conceitos importantes e complexos que, se nos bastam no primeiro olhar, nos levam a buscar a mais em seguida, pois provocam muitos desdobramentos na nossa relação com a sociedade e conosco mesmas.
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Alexandra começa nos apresentando a pressão estética que sofria por não se sentir uma criança dentro do padrão – e isso já choca, pois ao escrever e falar sobre isso, ela torna real uma sensação incomoda que eu carregava, mas que nunca tinha verbalizado ainda: a pressão estética infantil, e os danos que isso acarreta para o desenvolvimento das crianças. Sim, nós temos um padrão de “criança bonita”, e as crianças já compreendem, e sofrem. Na adolescência dela, eu vi muito da minha, desde o não se encaixar, com os cabelos ondulados/cacheados (imagino que para as crespas seja ainda pior), até o desejo de ser anoréxica e bulímica (Ana e Mia, para os íntimos) e o fracasso de não conseguir ser direito nada disso. E a montanha russa que a vida emocional dela se tornou, nessa verdadeira guerra contra o próprio corpo.
O feminismo foi o pontapé inicial na jornada de pacificação da relação da Alexandra com ela mesma. E aqui mora o primeiro conflito. Nossa sociedade se pauta no conflito, no ódio e na insatisfação pessoal (toda mulher é insatisfeita, é o que nos dizem, não é?), então iniciar uma jornada de paz, na busca real da paz, verdadeira e duradoura, incomoda muita gente. Por que outro motivo o feminismo incomodaria tanto? Liberdade nunca foi algo bem visto pela sociedade, especialmente a liberdade feminina. Onde já se viu uma mulher que se ama? Independente da aparência, status social, situação financeira? Quando somos chamadas a nos amar, somos convidadas a malhar nossos corpos imperfeitos, a maquiar nossos rostos imperfeitos, na busca de um estereótipo de beleza inalcançável. Pois se mulheres que consideramos “perfeitas” são criticadas duramente em suas aparências, que dirão de nós, mulheres claramente imperfeitas?
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A jornada pelo livro é permeada de questões fundamentais para esse processo de desconstrução que a Alexandra propõe. Questões disfarçadas de simplicidade, mas que carregam significados pesados, e inclusive, algumas permeiam questionamentos filosóficos e e verdadeiras jornadas psicológicas de autoconhecimento para sermos capazes de responder, como:
  • “quanta coisa a gente deseja que é fruto de uma vontade que vem do externo, buscando a aprovação alheia?” (Página 29)
  • “Mas quando é que isso acaba, quando é que tudo fica bem? Isso tem fim? Não”. – Quando chegamos lá? Alguém realmente chega lá? (Página 31)
  • “quem sou eu?” (Página 35)
  • “O que é ser uma mulher feminina?” (Página 43)
  • “para quem você vive? Para quem você se veste? Para quem você faz as unhas? Para quem você pinta o cabelo? Para quem você faz cirurgia plástica? Para quem você muda? É para você? É uma vontade que vem, genuinamente, da sua essência? Já consegue responder se o que você faz ou muda na sua aparência, no seu comportamento e no seu imaginário de vida é para algo, alguém ou uma situação específica?” (Página 84)
  • “O curioso é que, se gosto é algo tão individual, por que todo mundo continua gostando das mesmas coisas?” (Página 111)
E essa lista é apenas para citar algumas questões importantíssimas. Para a maioria delas eu tentei imaginar um mundo sem mais ninguém. O que eu realmente faria? O que eu realmente mudaria em mim mesma?
Além disso, a Alexandra não nos sugere trocar uma ditadura por outra. Ela nos impele à liberdade. Seguindo a proposta de Simone de Beauvoir, citada pela Alexandra na página 109: “Ser livre é querer o outro livre”. E não dá para sermos livres enquanto estivermos presos pela algema mais poderosa do mundo: o ódio.
Recomendo muito esse livro. Para todas as mulheres e homens. Os questionamentos e o conhecimento apresentado ali, embora voltado à realidade feminina, impacta diretamente a homens e mulheres e merecem nossa atenção.

Programa Quadrinhos: 28 dias depois

Publicado em: julho de 2009
Editora: Boom! Studios
País: Estados Unidos da América
Categoria: Revista Periódica
Gênero: Terror
Status: Série completa
Número de páginas: 
Formato: Americano (17 x 26 cm) – Colorido/Lombada com grampos

Não foi lançada no Brasil ainda.

Baseado no grande sucesso do cinema 28 Days Later (no Brasil, Extermínio) e escrito pelo excelente Steve Niles, a primeira parte – Extermínio – nos narra os momentos iniciais do contágio e como se desenrolou a infestação em Londres e posteriormente em todo a Inglaterra. É terror, é suspense e… é de ZUMBIS.
Algumas pessoas fazem bobagens por fama, burrice ou curiosidade. Outras por redenção. No grupo que resolve voltar a Londres depois dos acontecimentos do último mês existe dos vários tipos. Acompanhe nossos “corajosos” aventureiros. É sobre eles a segunda parte da série…

O que é o selo “Leaping Bunny”?

LeapingBunny.jpg

Selo oficial

O selo “Leaping Bunny” ou Coelho Saltitante, em português, é um selo internacionalmente reconhecido que garante aos consumidores que nenhum teste animal foi usado no desenvolvimento do produto que o receba. É concedido pelo Leaping Bunny Program da Cruelty Free International, um grupo de proteção e defesa animal, fundada em 1898 pelo escritor irlandês e sufragista Frances Power Cobbe, como a União Britânica para a Abolição da Vivissecção.

Esse selo indica que:

  1. a companhia e seus fornecedores não financiam testes em animais;
  2. a companhia aceita ser auditada pela CICC (Coalition for Consumer Information on Cosmetics – Coalizão para informações ao consumidor sobre cosméticos) grupo formado por oito grupos de proteção animal;
  3. a companhia paga para ter a licença de usar o selo.

Este selo não representa que o produto seja vegano. Falei sobre isso aqui.

The CCIC is made up of the following organizations: American Anti-Vivisection Society; Animal Alliance of Canada; Beauty Without Cruelty, USA; Doris Day Animal League; Humane Society of Canada; The Humane Society of the United States; and the New England Anti-Vivisection Society. CCIC’s international partner is the European Coalition to End Animal Experiments.

O CCIC é composto pelas seguintes organizações: American Anti-Vivisection Society; Aliança Animal do Canadá; Beleza sem Crueldade, EUA; Doris Day Animal League; Humane Society of Canada; A Humane Society dos Estados Unidos; e a New England Anti-Vivisection Society. O parceiro internacional da CCIC é a Coalizão Européia para Encerrar Experiências com Animais (tradução)

Foi o escritório brasileiro da Cruelty Free International, em parceria com nomes nacionais, que conseguiu aprovar a lei, em Junho de 2014, proibindo o teste de animais para ingredientes de cosméticos, higiene pessoal e produtos de limpeza em São Paulo e Mato Grosso. A Natura conquistou esse selo em 2018.

Fontes:

http://www.crueltyfreeinternational.org/
https://www.leapingbunny.org/content/leaping-bunny-logo

https://www.natura.com.br/blog/sustentabilidade/natura-conquista-o-selo-leaping-bunny-da-cruelty-free-international
http://aavs.org/news/coalition-consumer-information-cosmetics-leaping-bunny-marks-15-cruelty-free-years-cosmetic-personal-care-household-products/