Programa Quadrinhos: Fábulas Para Sempre – Educação Apática

Publicado em: janeiro de 2018

Editora: Panini
Licenciador: DC (Vertigo)
Categoria: Edição Especial
Gênero: Fantasia
Status: Série completa
Número de páginas: 148
Formato: (17 x 26 cm)
Colorido/Lombada quadrada

Preço de capa: R$ 22,90
Crédito da capa e editor
Arte: Tula Lotay Editor: Fabiano Denardin – ‘Fd; Oggh’Pedro Catarino
Roteiro: Dave JustusLilah Sturges
Arte: Travis Moore
Cores: Michael E. Wiggam
Letrista: Daniel de Rosa
Tradutor: Rodrigo BarrosBernardo Santana
Editor original: Ellie PyleRowena YowJames S. Rich
Publicada originalmente em Everafter: From The Pages of Fables n° 1/2016 – DC (Vertigo)
É um admirável muito novo, e os Jogadores das Sombras são os mais admiráveis de todos. Essa rede de agentes de elite – tanto fábulas quanto mundanos – viaja o mundo para combater ameaças mágicas que surgiram nesse novo planeta encantado. Entre eles estão Fábulas lendárias, como o Flautista Mágico, Bo Peep e Connor Lobo, o novato da equipe.

Qual o valor do tempo?

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A vida e o pôr do sol. Foto: June Alves

Há cerca de 2 meses um tema tem me intrigado particularmente: o tempo. Ou melhor, o uso de fazemos do tempo. Talvez não exista nada mais democrático ou mais justo que o tempo, exceto claro pelo nascimento e pela morte. Privilégios ou prejuízos podem afetar a disponibilidade de liberdade e a percepção do tempo, mas o tempo em si é imutável. Não há como comprar tempo. Tampouco vender. Um segundo é sempre um segundo, ainda que nosso coração e mentes enamoradas nos gritem que um segundo de amor passa rápido demais. E mesmo que o dedinho dolorido nos prove que o segundo após o encontro inesperado com a quina do móvel seja torturantemente longo e cruel. A percepção do tempo muda. O tempo não. Uma vez esclarecida a imutabilidade do tempo, começo minha efetiva ponderação.

Há cerca de dois anos resolvi me educar financeiramente. Não tenho tendência a dever dinheiro. Uma agonia corrói meu ser e a ansiedade me devora quando me sinto devedora do dinheiro alheio. Tampouco o dinheiro me sobrava. Solteira sem filhos, um dia me dei conta que não tinha um centavo sobrando caso algo acontecesse. E se ou alguém da minha família enfrentasse uma situação difícil e precisasse de um dinheiro? E se meu cachorro fica doentinho? De onde tiro a grana para essas situações? Autodidata que sou, decidi me educar financeiramente. Nem vou contar quão perdida e desalentada me senti ao tentar ler a seção de economia do jornal. Vou falar como um certo canal de youtube, na época pequeno, chamado Me Poupe me permitiu começar a entender sobre e educação financeira. Esse mesmo canal me fez uma pergunta de aparência simples e profundidade sem igual: “Quanto vale seu tempo?”. O objetivo financeiro era óbvio e mudou completamente minha perspectiva na hora de comprar coisas, pois não vejo ou penso nas coisas como valores financeiros, mas como o preciosíssimo bem: vida.

Mas passado o impacto inicial, a mesma pergunta começou a me incomodar, agora por motivos bem diversos do original (talvez não tanto). Eu já sabia o preço da minha hora, mas qual a qualidade que eu uso meu tempo? Quanto meu tempo valia em termos de qualidade de vida? Eu to só passando pela vida ou estou vivendo o que quero, realizando meus desejos e sonhos? Tempo é um bem escasso e finito, lembra que não dá para comprar nem vender tempo. Tampouco dá para saber quanto de tempo temos disponível. É como ter uma conta com uma quantidade de dinheiro que não sabemos quanto é, mas que recebemos na mesma quantidade de todo mundo, mas não sabemos quanto vai durar. Posso receber meu último segundo agora ou daqui 30 anos. Só saberei que foi meu último segundo tarde demais. Isso faz do tempo algo preciosíssimo.

Quando a ficha caiu (termo antigo que talvez revele que vi o Orkut nascer e morrer), passei um período tenso, em que tudo que fazia eu questionava: Isso vale meu tempo? Desde compras a livros, filmes, jogos e até mesmo pessoas. Tudo era questionado. Comprar coisas se tornou ainda mais complexo. Não era apenas uma coisinha que eu tava pagando com dinheiro. Era tempo da minha vida que eu estava trocando por um objeto. Um tempo precioso que, embora eu goste do meu trabalho, ainda assim é um tempo que não posso reaver para fazer nenhuma outra coisa que amo fazer. Quando o dinheiro deixa de ser uma nota de papel emitida pelo Banco Central e passa a ser a representação simbólica do precioso tempo da minha vida, nunca mais é só uma blusinha, uma caneta ou uma casa. Nunca mais é só alguma coisa. Tem hora que o cérebro fica sobrecarregado. A vontade é não comprar nada, nunca mais. Virar hippie e ir morar numa floresta. Como eu nunca tinha me dado conta dessa informação tão preciosa e importante? E pior… quantas outras informações importantes estão passando por mim sem que eu perceba? Essa última pergunta posso vir a divagar um outro dia.

Foi então que vivi uma dessas “coincidências” da vida. Em algum momento da minha vida, não me lembro qual, eu comecei o hábito de ler pela manhã, logo ao acordar, uma mensagem desses livros de mensagens, espíritas ou não. Um hábito bem saudável na minha vida, diga-se de passagem. Mas recentemente decidi fazer o mesmo no trabalho, para começar o dia conectada com Deus, com meu mentor espiritual e facilitar a inspiração dos amigos espirituais. E já adianto que a leitura e reflexão de uma mensagem diária muda completamente minha energia para começar o dia. Voltando à história: optei por reler o livro Caminho, Verdade e Vida, de Emmanuel e psicografia de Chico Xavier. Reler mesmo, pois já li ele pela manhã em casa, e meu plano era, além de iniciar meu trabalho com uma postura bem positiva, fixar o conhecimento com essa releitura rápida. A coincidência aconteceu logo no Capitulo 1, que tem o sugestivo título “O Tempo”. Essa mensagem começa com um trecho da Carta de Paulo aos Romanos 14:6 “Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor não o faz”.

Esse capitulo fala justamente da importância de aproveitarmos o tempo que recebemos para evoluirmos. Sobre não “matar o tempo” mas viver o tempo, da melhor forma possível, vivenciando aquilo que nos faz crescer e sermos melhores. Engraçado que o mesmo capítulo reflete sobre o lado negativo da expressão “tempo é dinheiro”, muito utilizada pelos materialistas de plantão para justificar atos nem sempre saudáveis, gentis, amorosos. Ora, se “tempo é dinheiro” logo o dinheiro é um marcador de tempo, e eu posso, tranquilamente afirmar que, para o trabalhador, cada centavo do seu dinheiro foi recebido em troca do precioso tempo que ele tem. Portanto, tempo pode ser lido como dinheiro, mas não se restringe a ele. Exceto em casos de trabalho escravo, no Brasil, uma pessoa trabalha, no máximo, 44 horas por semana. E recebe dinheiro por cada hora de trabalho. O empregador paga pelo tempo despendido na atividade que ele precisa que seja realizada e que ele mesmo não pode fazer (por qualquer que seja o motivo). Portanto, se tempo é dinheiro, dinheiro é tempo.

Nossa, mas agora eu vou mesmo misturar dinheiro e espiritismo? Claro. Como espírita, essa informação vale ouro. Um trocadilho infame, mas digno de ser feito. Reencarnamos no planeta Terra, onde o capitalismo reina absoluto há décadas, capitalismo esse cujo Deus é o dinheiro. E eu sou espírita, não dá para viver e não olhar o mundo sob a ótica da minha crença. Pelo menos eu não consigo. Espiritismo rege cada coisa que eu faço, e quando não rege depois fico pensando se fiz o certo, se tá ok aquilo, se estou sendo contraditória. Não que eu não seja contraditória, sou, e muito. Mas to tentando reduzir essas contradições para viver conforme acredito que é certo 100% do tempo. Em algumas reencarnações eu chego lá. Ao reencarnarmos abrimos mão de nossas memórias, liberdade, parentes e amigos, para nascer num corpo de carne e descobrir, na prática, se as lições que aprendemos estão realmente fixadas em nosso espírito. Gosto de ver a reencarnação como um treinamento intensivo onde aprendemos e praticamos o conhecimento adquirido. Então aproveitar bem o tempo que temos reencarnados é essencial para que não voltemos com mais dividas acumuladas, mas como um bom pagador que, se não investe em boas ações para o futuro pacífico, ao menos vive com equilíbrio sua vida financeira digo, sua vida. E para isso acontecer é preciso viver bem a vida. E, do ponto de vista espírita, viver bem é percorrer o caminho da evolução. Um conceito simples cuja vivência exige nadar na contramão do materialismo vigente no planeta Terra. O que é evolução também é papo para outra hora.

No final das contas, hoje considero que valorizo meu tempo sempre que busco autoconhecimento com equilíbrio e vivo com leveza. Sinto que valorizo meu tempo quando estudo. Nos momentos em que fico em silêncio observando o mundo… interno e externo. Ao sentar na mesa e dividir uma refeição com pessoas queridas. Se atendo as necessidades do meu corpo, comendo quando tenho fome, parando quando estou satisfeita, me movimentando e descansando, ao ler, ver um video, ouvir música, qualquer coisa que me inspire, alegre. Meditando. Na terapia, aprendendo a ouvir meu corpo, meus sentimentos, minhas necessidades, e aprendendo que meu corpo e sentimentos sempre me guiam para ser melhor. Sentindo. Ao me arrepender de algo e me dar conta de como evolui, e hoje sou capaz de me arrepender do que antes eu nem ligava, e aprender mais um pouco. Chorando – como chorar me liberta… dos pesos, das mágoas, da euforia, da confusão, minhas lágrimas me curam. Quando vivo, cada momento em plenitude, nos altos e baixos, do tédio à felicidade, da paz à raiva. É assim que sinto que valorizo o tempo que recebi de Deus para viver uma nova encarnação. E valor do meu tempo é esse: minha vida. É nele que minha vida acontece. O valor do meu tempo tem o valor da minha vida.


Sobre o custo 100: se você quiser saber quanto vale seu tempo é só fazer o seguinte cálculo: (Ganho mensal/horas trabalhadas)/100. Exemplo: Se você trabalha 40h semanais (cerca de 160h mensais) e seu salário é R$1500 líquido: R$100/(R$1.500/160). Primeiro você resolve a conta dentro dos parênteses (R$1.500/160) = R$9,375. Depois você faz a regra de três simplificada: 100/R$9,375 = 10,66666666666667‬.

Esse cálculo te dá dois valores importantes nessa situação hipotética:

  1. A pessoa ganha R$9,375 por hora de trabalho.
  2. A pessoa precisa trabalhar um pouco mais de 10 horas e meia para ganhar R$100.

Referência:

ARCURI, Nathalia. Me Poupe!: 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018.

EMMANUEL. Caminho, Verdade e Vida. 29. ed. Brasília: Feb, 2017. 393 p. Psicografado por Francisco Cândido Xavier.

[Programa Quadrinhos] Mundo Avesso

Publicado em: janeiro de 2019

Editora: Independente
Licenciador: Carlos Ruas
Categoria: Edição Encadernada
Gênero: Humor
Status: Edição única
Número de páginas: 136
Formato:(15 x 22 cm)
Colorido/Lombada sem grampos

Preço de capa: R$ 30,00
Arte: Carlos Ruas
Jovem designer da cidade de Niterói, criou o blog Um Sábado Qualquer em 2009 aos 23 anos. Carlos Ruas mostra irreverência e muito humor em seus quadrinhos para falar de um dos assuntos mais polêmicos do mundo: a religião. De modo inteligente e sem preconceito, Carlos vem conquistando muitos leitores no Brasil. Hoje, o Um “Sábado Qualquer” são as tirinhas virtuais mais acessadas do país, com mais de 2,7 milhões de leitores no Facebook. Possui três livros publicados, em 2012 ganhou o prêmio HQMix (o “Oscar” dos quadrinhos brasileiros) na categoria Webtiras e em 2014 estreou seu canal de animação no Youtube, que hoje conta com mais de 380 mil inscritos. Em 2015, lançou o livro “ÊXODO: Nos bastidores da bíblia” no qual a história bíblica é recontada segundo a sua visão; o livro ganhou o 32° Troféu Angelo Agostini. Em 2016, cria seus novos personagens “Cães e Gatos”, ganhando uma nova legião de leitores. Em 2017, seu livro ganhou publicação em todos os países de língua francesa pela editora Aliance Magic. Em 2018, lança seu novo livro ‘’Mundo Avesso’’.