Autoconhecimento

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Uma das melhores decisões que tomei na minha vida foi dar um tempo em relacionamentos, entrar em uma solidão autoimposta, e me dedicar a mim mesma.

Eu fiz isso quando o mundo se tornou um ruído constante, um borrão sem fim. E eu era parte desse borrão.

Não sei o que teria acontecido sem essa pausa. Acho que eu não estaria mais aqui.

O processo foi lento. Um exercício simples como me olhar no espelho. Simplesmente parar e me olhar era um martírio. Muito choro, muito soluço, muita cara inchada e muito nariz entupido. Eu não entendia como podia doer tanto me olhar. E eu chorei. Meses sem fim.

Eu não compreendia o por que, mas a cada sessão de me olhar no espelho doía menos. Fui me tornando mais generosa com aquela menina no espelho.

Comecei um diário. Escrevia sem revisar nada, sem controlar o que escrevia. E às vezes lia o que tinha escrito. Alguns não fazem sentido até hoje. Outros sempre fizeram sentido. Alguns mudaram de sentido.

Foram anos fechada em minha concha, transformando minhas feridas em pérolas. Até retornar ao convívio social. Até estar pronta para permitir que pessoas entrassem na minha mente e coração.

Comecei tentando entender quem era a menina amedrontada… Acolhi ela. Busquei ajuda e encontrei.

E entendi que estava tudo bem. Que eu não precisava apenas reagir ao mundo.

Eu podia ser ação.

E me tornei a mulher que me olha de volta no espelho.

Alguém de quem me orgulho.

Eu me construí.

Eu me encontrei.

Eu sou minha obra-prima em construção.

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