Arquivo | dezembro 2015

Quando mudar se torna um desejo superior

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Universidade de Brasília: como não amar andar nessas suas trilhas?

Permanecer como é. Continuar onde está. Fazer como sempre foi feito. Essas são ações confortáveis. Podemos reclamar da vida, chorar que nada de bom ou novo acontece. Mas nada melhor do que continuar onde estamos.

Se eu me lembro das aulas de física no ensino médio, tem uma lei que dizia que um corpo parado tende a ficar parado. Primeira lei de Newton. Que os físicos me perdoem, leis da física não se aplicam a comportamento humano (ou se aplicam?), mas existem frases tão perfeitas que merecem ser imortalizadas por isso. Nesse caso, a primeira lei de Newton descreve tão perfeitamente, mas tão perfeitamente esse comportamento humano que seria abuso meu não usá-la.

E eu sou uma pessoa que gosta do conforto. Culpa do meu signo: Virgem, que adora a tradição, ou minha lua em Touro, que gosta de conforto mesmo. Ou talvez não seja culpa de ninguém. Para mim é um fato que mudanças são apavorantes. Viciantes para alguns.

Mas existe um momento, um desses dos quais não se escapa, em que mudar se torna um desejo superior ao permanecer. Em que o conforto de ficar se torna um incomodo, uma contrariedade. Existem os que resistem, ficam paradinhos esperando essa ânsia passar. Existem os que se agarram a ela e vão. E existem os que como eu, a usam para planejar como mudar (Virginiana com ascendente em Capricórnio minha gente).

E daí que você está sentindo essa vibração em que a mudança se torna cada vez mais necessária, e então você lê uma poesia. Esses momentos meio mágicos em que um poeta, anos atrás, escreveu o que você leria hoje, no momento exato, quase como uma predição do futuro que ele (o poeta) não sabe que fez.

É difícil mudar de pista
É difícil decidir mudar de pista
A vida exige movimentos bruscos
Não dá para abrir mão do retrovisor

Pedro Resende

Por que mudar não é nada fácil. Pessoas ficam chateadas. Você fica ansiosa. Pessoas se decepcionam com a imagem que projetaram em você. E você fica com medo do desconhecido. Por que mudar de pista é encarar o novo. É ir para um lugar onde você nunca esteve. É se dispor ao fracasso… e ao sucesso. Mas ficar não é mais uma opção. E saber disso te oferece a força de seguir.

Só não abra mão do retrovisor.

PS.: O Livro é Relatos, Extratos e Poesia.