Cinema: A Origem

AVALIAÇÃO:

 Esses dias eu assisti ao filme A Origem etenho que dizer: é um put@ filme. Muito bom mesmo. O tipo de filme original, inteligente. Do tipo que ultimamente a gente só ve no circuito alternativo. O que aumenta ainda mais minha admiração pelo diretor Christopher Nolan, que só vem fazendo filmão.
Ele é cheio de detalhes, daqules que fazem você terminar o filme pensando e discutindo com os colegas toda a imensa miríade de informações que o filme fornece. Vale a pena correr para a locadora e assistir o mais rápido possível.
Foi muita injustiça não ter ganhado para melhor filme. Mas fazer o quê? O Oscar não preza mais qualidade há muito tempo mesmo, logo no surprises.

Sobre o filme (Fonte: Adoro Cinema):

Título original: (Inception)
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção:Christopher Nolan

Duração: 148 min
Gênero:
Ficção Científica
SINOPSE: Em um mundo onde é possível entrar na mente humana, Cobb (Leonardo DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Marion Cotillard). Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Ken Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Cillian Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page) e Eames (Tom Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos.

Notícia veiculada no IG:, com a qual eu concordo totalmente:

A Origem é o melhor filme da indústria em anos

Em seu novo longa-metragem Christopher Nolan acredita no público e nas ideias

Christopher Nolan desafiou os espectadores ao fazer de O Cavaleiro das Trevas muito mais do que um simples e divertido filme de super-herói. A produção era complexa, sombria, com tantos efeitos especiais espetaculares quanto drama. O público embarcou: foram mais de US$ 1 bilhão faturados ao redor do mundo.
Tamanho sucesso credenciou o diretor a comandar um projeto mirabolante em que trabalhava havia mais de dez anos. A Origem, como outras obras do cineasta, investiga a mente, desta vez por meio dos sonhos. Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) comanda uma equipe que compartilha e assim invade os sonhos de pessoas para roubar de seu inconsciente segredos que possam ser utilizados por empresas concorrentes. Um poderoso empresário (Ken Watanabe) procura o serviço para propor algo diferente: que ele implante uma ideia no cérebro do herdeiro de outra companhia (Cillian Murphy). Dom contrata uma nova arquiteta dos sonhos, Ariadne (Ellen Page), e junta sua turma, formada por Arthur (Joseph Gordon-Levitt), Eames (Tom Hardy) e Yusuf (Dileep Rao). Ao mesmo tempo, o passado de Dom, na forma de Mal (Marion Cotillard), vem para assombrá-lo.
Como os sonhos são ambientes cinematograficamente ideais, as cenas vão deixar o espectador boquiaberto como não ficava desde Matrix. Paris dobra-se sobre si mesma, explode em milhões de pedacinhos, jatos de água invadem uma casa tradicional japonesa. Joseph Gordon-Levitt, que faz o responsável por toda a logística do grupo, é quem se diverte mais, andando pelas paredes e pelo teto e levitando em espaços com gravidade zero.
A Origem não é um simples filme de ação, no entanto, e mistura gêneros diversos. Há um golpe em andamento, o que contribui para o suspense, mas também drama e uma história de amor. A fronteira entre heróis e vilões fica ainda mais borrada do que em Cavaleiro das Trevas. O que Dom e sua trupe fazem é ilegal e imoral, mas, ainda assim, torcemos por eles.
O diretor leva seus jogos mentais à última instância e desafia o espectador para que fique ligado nas intricadas camadas de seu roteiro, sem jamais chateá-lo com um quebra-cabeças inútil. É impossível não ficar intrigado. Nolan acredita nas ideias, acredita na imaginação, acredita no público – algo cada vez mais raro, se não inexistente, em Hollywood. E, assim, fez o melhor filme da indústria em anos.

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Livro: Um Motivo Para Viver

Imagem:  Americanas

Minha classificação: Excelente! 5 estrelas.

Finalmente terminei de ler esse livro e confesso que, ao contrário dos meus romances, esse não será doado. Quero reler ele daqui um tempo. E explico o porque: esse livro é extremamente significativo para mim. Um livro maravilhoso, com uma história que trata de assuntos densos mas com leveza, suavidade, e de forma muito eficiente.
Não é qualquer um que consegue falar sobre o Assédio Sexual e Moral infantil com a sabedoria e equilibrio necessários para não gerar revolta, mas compreensão e paz. A personagem principal Raquel não é diferente de qualquer pessoa que a gente conheça, com seus defeitos, qualidades e história pessoal. O Alexandre, outro personagem, já não é tão verossímil assim, tendo um que de livro romântico, mas não impossível de ser encontrado. Afinal decidido, tranquilo, educado e trabalhador não é algo tão comum de se encontrar. rsrs
Não vou falar mais se não vira spoiler mas está super recomendado.
Sobre o livro:

Raquel nasceu em uma fazenda numa pequena cidade do Rio Grande do Sul. Morava com o pai, a mãe, três irmãos e o avô, um rude e autoritário imigrante polonês. Na fazenda vizinha, seu tio Ladislau, a mulher e duas filhas.
O drama de Raquel começou aos nove anos, quando então passou a sofrer os assédios de Ladislau, um homem sem escrúpulos, mas dissimulado e gozando de boa reputação na cidade. O tempo foi passando, até que uma dolorosa tragédia aconteceu e um grande segredo foi revelado, o que mudaria para sempre a vida de Raquel.
Porém, sempre existe uma nova oportunidade de recomeçar. Raquel resolve mudar para São Paulo, consegue um emprego numa companhia aérea e conhece Alexandre, aquele que será muito mais que um amigo para a jovem. No entanto, como a vida nos cobra o devido ajuste de contas, Raquel se vê outra vez diante daqueles que tanto a magoaram no passado…