Biscoito da Sorte

Não contemple o céu do fundo de um poço.
Não dê atenção às palavras vãs de más línguas.

Mais um dia no China In Box, desfrutando daquele tradicional Yakisoba Clássico e o pecado de uma Banana Caramelada. Parece propaganda… Kkkkkk Mas saibam que eu não estou ganhando comissão não viu?
Lá vem aquele maravilhoso biscoitinho da sorte desprezado por muitos. O meu veio com o conselho acima. E sabe que me caiu melhor que o fabricante de biscoitinhos da sorte poderia imaginar?

Sabe todas as vezes que eu gritei ser uma mulher segura e autoconfiante? Mentira.

Verdade seja dita e admitda. Em semi-escuridão que na claridade dá vergonha…

Tem 6 meses que eu venho me sentindo mulherzinha. INHA mesmo. Bobinha. Fraquinha. Envergonhadinha. Manézinha.

Segura e autoconfiante eu sou. Mesmo. Exceto nos relacionamentos.
Me explica: como uma mulher que adora trabalhar, cheia de autoconfiança profissional, verdadeira conselheira sentimental que já salvou dezenas de relacionamentos, invejada pela beleza e sucesso (modéstia ficou de lado para os pingos ficarem claros), consegue ficar que nem uma idiota quando se trata dos caras por quem tenho interesse real?
Porque os ficantes, rolos e pegáveis são fichinha. Esses eu não tremo na hora de tomar atitude. Vou lá e pronto. Se quiser, pega. Se não, segue a fila.
Mas quando conheço aquele que reune características que eu sei, representam perigo real de chegar ao meu coração, eu entro num processo de autosabotagem que não tem fim! É um tal de parecer uma égua chucra, ranhetar por picuinhas, que fico com vergonha de mim mesma depois. Como diz meu sobrinho: me racha a cara!
Nessa brincaderinha de mau gosto do meu eu comigo mesma, fazem 3 anos que eu não engato um namoro decente. E eu não sentia falta. Mas agora… Venho sentindo vontade de pular a pegação e o rolo. To querendo algo mais… Queria o aconchego de um colo sabe. Abraço descompromissado. Bitoquinha. Essas coisinhas básicas, que não há sucesso profissional que substitua…

E isso vem me fazendo sentir que estou como aquela imagem lá encima. No fundo de um poço sentimental. Percebendo que estudos e trabalhos não substituem um coração leve e caloroso. Que eu abriria mão, de bom grado, de algumas atividades do meu dia, em prol de não fazer nada ao lado de alguém.

E isso me leva a questionar até onde vale a pena essa dedicação integral ao meu desenvolvimento profissional e intelectual.

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