Arquivo | novembro 2008

Trabalho Novo!


Pois é… Finalmente estou deixando de ser estagiária para me tornar funcionária de carteira assinada!
Agora tenho direitos! Olha só!!!! FGTS, INSS, Plano de saude, Ticket Alimentação, e por aí vai… Mamãe tá toda orgulhosa! E eu to nervosíssima pois esse emprego caiu do céu, num momento em que eu precisava mesmo, e pelas mãos de duas pessoas que eu admiro demais – meu ex-chefe do estágio, e seu amigo e consultor. Caramba, pensa na responsabilidade da garota! Mas isso foi bom sinal, sinal que estou no caminho profissional certo, e que meus esforços estão surtindo efeito e meu trabalho está sendo valorizado e bem avaliado. Agora é investir ainda mais na minha capacitação profissional!!!!
Com essa mudança eu estou levando muitas boas lembranças, momentos muito ricos, e amigos do coração! E estou deixando para trás a paixão que nunca foi correspondida. Agora to, finalmente, de coração aberto novamente. Mais leve, mais feliz, mais tranquila.
Sempre vou me recordar do meu primeiro emprego-estágio.
Agora é bola para frente e muito apoio da familia!
Meu Ano-Novo começou mais cedo!!!

Será porque estou num ano 5, ano das mudanças???

OBS: Algumas pessoas podem ter se questionado a mudança do meu nome… É que eu coloquei a versão original, a que meu Pai queria que fosse…

Propagandas que adoro 8

Quando será que nossas crianças deixarão ser alvo de nossas frustrações?
Quando será que elas poderão, finalmente, serem crianças?
Livres para aprender e se desenvolver de maneira saudável?
Quando o silência vai acabar?

Denuncie a violência contra crianças e adolescentes.
Vamos parar com esse circulo vicioso.
Pequenas atitudes unidas podem mudar o mundo.

Do "ISMO" ao "INO"


“Temos que tirar as mulheres da cozinha.” Frase que inspirou tudo isso…

Sim, eu sei. Assunto bem polêmico, e meu ponto de vista costuma ser mais fonte de discussão… Percebo isso sempre que toco nele, mas eu não fujo de nenhum diálogo. Então vamos ao desafio…

Concordo que devemos auxiliar na expansão da consciência feminina e masculina em prol da liberdade de escolha. Mas eu disse liberdade, e não obrigar as pessoas a fazerem o que julgamos correto, melhor.

Ok. Eu não consigo me imaginar vivendo dentro do lar, me dedicando apenas aos meus filhos e ao meu marido. Honestamente nem consigo me imaginar casada. Com filhos sim, casada não. Mas essa sou eu, com minha cultura, minhas indiossincrasias, minhas particularidades, minha história, minha vida. E isso não é correto. É apenas minha escolha.

Tenho uma amiga jovenzinha, bem educada, com nível cultural extraordinário, que escolheu permanecer na cozinha (contra tudo e todos, inclusive o marido) e é muito feliz lá. Se ela vai se arrepender depois? Não sei. Não sou vidente pra prever o futuro. Mas depois de muito conversar com ela admito que meu feminismo enfraqueceu muito, mas minha feminilidade me abriu para novos pontos de vista.

Vou fazer um aparte aqui. Eu não gosto muito dos termos CORRETO/CERTO e INCORRETO/ERRADO. Veja bem, a vida não é preto-no-branco. Tem tons de cinza adoidados por aí. E um arco-íris inteirinho para complicar mais. Algo correto nos coloca na posição de que tudo mais está incorreto. Tudo. Não há meio termo. Toda guerra que conheço (ignoro explicitamente os fatores históricos, sociais e políticos aqui, ok?) parte do princípio de que eu estou correto e você errado.

Prefiro utilizar os termos ADEQUADO e INADEQUADO pois eles carregam uma carga semântica menos definitiva. Afinal, algo pode não ser adequado para mim no ambiente de trabalho, mas totalmente adequado quando fora deste (o consumo de bebidas alcóolicas, é um exemplo). Vale o mesmo para pessoas. Algo adequado para mim, não é necessariamente para você. E mais algo adequado não é obrigatório, e algo inadequado não é proibido. Logo o direito de escolha permanece.

Hoje me considero uma mulher feminina, que busca paz entre os sexos. Eu não quero dominar meu lar, nem quero ser dominada. Prefiro um domínio compartilhado, assim cada um supre o ponto fraco alheio com seu próprio ponto forte. Engraçado como defendemos a democracia para o governo, mas quando nossos interesses entram em cena, é o autoritarismo que reina e, na maioria das vezes, sequer cogitamos dialogar e tentar compreender o outro. É o estigma das raças, como se fala em comunicação. Problema de comunicação que nos faz ver tudo que é outro, diferente, sob uma ótica suja e preconceituosa.

O feminismo violento teve sua razão de ser, sua glória, seu momento, mas agora acredito que seja momento de repensarmos os preconceitos que a batalha nos infundiu. Pois ainda não encontramos o equilíbrio. E nós, mulheres, nos vemos sobrecarregadas com jornadas triplas, ao centralizarmos todas as atividas internas e externas sobre nós – resultado do feminismo que nos libertou da prisão caseira, sem nos libertar da prisão cultural e moral da responsabilidade pela manutenção doméstica.


Ora, se saímos de casa para trabalhar junto com nossos maridos, mães, pais, irmãos, e todos que convivem conosco no lar, nada mais justo do que todos compartilhem as tarefas de casa também. Não tem essa de meu trabalho é mais estressante que o seu, ou mais pesado. Todos que trabalham podem e devem colaborar em casa. Como essa divisão será feita, cabe a cada lar. Afinal, se pensarmos bem, o lar é como uma organização, e não será nada mal utilizar um pouco de gestão para torná-lo mais confortável, equilibrado. Sem sobrecarregar ninguém.

Mas não isso que vemos, sob a desculpa de que ele, o marido, não faz nada direito em casa ou simplesmente não faz, tomamos sobre nós essa jornada. E assumimos, também, a responsabilidade pelos filhos. Só ai temos 3 jornadas. Isso não é liberdade, é escravidão.

Oras, se o marido não faz, é hora de começar. Ou então vamos ambos desenbolsar para pagar empregada. Escrava-esposa é que não dá. Daí virá insatisfação, irritação, a sensação de estar sendo usada, abusada. Fim de casamento, ou casamento lotado de insatisfação. nenhuma das alternativas é a sonhada, não? Se ele não faz direito, ensina ele e pronto. Uma hora ele aprende, mas ninguém nasce sabendo. Agora não me venha com a desculpa de que não tem paciência. Prefere o que? Ser sobrecarregada quando poderia estar dividindo o peso do cuidado com o lar? A escolha é sua. Mas pense bem: por seu conforto e pelas horas a mais a dois, cheias de carinho, cumplicidade, sexo, diálogo, descanso, não vale deixar a impaciência de lado?

Quanto aos filhos, não nem discutir, presença masculina é tão importante quanto feminina. Nenhum dos dois papéis é dispensável, prova disso é que as crianças, quando na ausência de um dos papéis, transfere essa carga para outra pessoa, seja irmão mais velho, tio, tia, primo, prima, etc… O papel precisa existir, o representante pode ser alterado. Portanto a educação, os cuidados, são do casal e não de apenas um.

Liberdade verdadeira vem acompanhada de responsabilidade. De escolhas. De consequencias. De escolher caminhos que não são, necessariamente, os mais fáceis. Mas que nos renderão frutos melhores. Exige olhar além do momento, para o futuro. Planejar. Idealizar. Avaliar. Mudar. Adaptar.

Se quero tirar as mulheres da cozinha? Não, não quero. Só quero que elas saibam que podem estar onde desejarem estar. Na cozinha, no carro, no barco, no escritório. Sozinhas ou acompanhadas. Mas acima de tudo quero que elas estejam conscientes de que, qualquer que seja sua escolha, nunca é tarde para mudar, aproveitar um novo vento, seguir uma nova direção. Quero que saibam que podem escolher. E essa é a verddeira liberdade. Escolher com consciência.

Essa é minha campanha contra os “ismos”, pois eles guerream entre si, são opostos, opositores.

É uma campanha pelo feminino e pelo masculino que são companheiros, complementares, amigos.


LÅT DEN RÄTTE KOMMA IN – Deixe ela entrar – Suécia/ 2007


Consegui finalmente assistir esse filme e recomendo (altamente) esse filme. Delicado, sensivel e de alta qualidade. Essa é a típica produção que nos mostra que bons filmes existem e sempre existirão, desde que você saia do meio “Hollywood”. É um filme de vampiro, de vampiro criança, do primeiro amor. Filme (quase) fofo. Na verdade talvez seja o filme de vampiros mais sutil que eu já tenha visto. Tudo sem crucifixo, sem alho nem caixão.

Sinopse do filme: Oskar, um garoto ansioso e frágil de 12 anos, é freqüentemente provocado por seus colegas de classe mais fortes, mas nunca se defende. O desejo do menino solitário por um amigo se concretiza quando ele conhece Eli, uma garota da mesma idade, que se muda para a vizinhança com o pai. Séria e pálida, ela só sai de casa à noite e não parece ser afetada pelas baixas temperaturas. Coincidentemente, a cidade começa a ser assombrada por uma série de assassinatos e desaparecimentos inexplicáveis. Sangue parece ser o denominador comum a estes crimes, e para um garoto introvertido como Oskar, que é fascinado por histórias horripilantes, não leva muito tempo até ele perceber que Eli é uma vampira. Mas um romance não declarado surge entre eles, e ela lhe dá a coragem para lutar contra seus agressores. Para sempre congelada num corpo de doze anos, com todos os sentimentos e emoções confusas de uma adolescente, Eli sabe que só pode continuar a viver se seguir em frente. Mas quando Oskar finalmente vai para o confronto, ela retorna para defendê-lo usando a única arma que conhece.

SPOILER (Selecione para ler):

Um dia Oskar tá na frente da casa dele, treinando com uma faca pra tentar se defender dos moleques quando aparece uma menina estranha que começa conversar com ele e logo de cara já diz que não pode ser amiga dele. Ela ensina Oskar a ter coragem e diz que pode defendê-lo. E o laço de amizade dos dois vai aumentando, ao mesmo tempo que mortes vão ocorrendo por perto da casa deles. Nós sabemos o que acontece, Oskar quase sabe e a menina não tá nem aí pra quem saiba, ela só precisa se alimentar. Quando Oskar pergunta pra ela se ela é uma vampira, ela só responde que ela se alimenta de sangue. E quando ele pergunta pra ela sua idade, ela diz que tem 12 anos, há muito, muito tempo. E pronto.

O moleque começa a se defender e começa a ficar interessado na menina. Eles conversam por código morse, ela se importta se não está cheirando tão mal perto dele. Detalhes que mostram o interesse mútuo. O legal dessa sutileza que eu disse antes é que não necessariamente é pra esconder nada, muito pelo contrário. O diretor faz questão de mostrar o quanto a vampira precisa do sangue e não se importa. E o quanto ela é uma criança só e não toma cuidado com nada, como deveria. Ou como a gente acha que um vampiro deveria tomar cuidado ao matar, morder e se alimentar por aí.

Postagem alterada após publicação…

Filmes de Terror


Eu AMO filmes de Terror. Assim mesmo, em caixa alta. Coleciono. Por isso resolvi falar deles, que nunca foram explorados por aqui. Em janeiro vou falar deles por aqui, num super post em partes que estou fazendo sobre minha paixão, mas hoje vou resumir um mínimo desse mundo grandioso, amplo e muito criativo.

Faço um aparte que eu curto Terror psicológico e cenas grotescas (que raramente habitam o mesmo filme…). Tenho pavor de serial-killers. Me irrita essa profunda invencibilidade. Adoro gente real atormentada, com violência apresentável… Portanto eu ignoro gêneros como Jason e cia…

Também não vou entrar no campo dos orientais (eles são mestres no terror psicológico). Por lá final feliz não é muito comum… E a ignorância é uma benção…

Então vou falar de filmes que são bem comuns nas locadoras… Talvez não tanto, mas que eu recomendo… Eu, pessoalmente, separo os filmes em 3 tipos:

  1. Filmes de alto nível com história que presta: Definitivamente os melhores filmes. Daqueles que eu sempre pego para re-assistir. Além de cenas fantásticas, com direito a muito sangue, pedaços arrancados, uma história envolve toda essa hemorragia. EX: Colheita Maldita, Nosferatu (original), Resident Evil: o Hóspede Maldito, Pássaros, Red House, Misery, Série: Nightmares and Dreamscapes, The Mist, The Shinning, Dead Zone, Chamas da Vingança, Tempestade do Século, Série: Kingdom Hospital, O Olhar.
  2. Filmes de alto nível com história absurda: São bons para passar o tempo, ou são clássicos. Sabe quando você só quer ver umas cenas bem feitas? Pois é… Por que filme de Terror não precisa de história para ser bom… EX: Colheita Maldita 2, Resident Evil 2 e 3, Beyonder, The Walking Dead, Dawn of Dead, Planet Terror, Carrie, The Cave, Série: Masters of Terror, Silent Hill, O Grito, Cannibal Holocaust, Captivity.
  3. Filmes medíocres sem história: Aqui não vou gastar minhas digitais. Essas porcarias em que o diretor pensa “Vamos fazer um filme de Terror?Não, melhor, vamos fazer um filme de trucidações gratuitas!”. Nem marco nome de filme assim… Mas digo que, se não fosse por Milla, Resident Evil 3 entraria por aqui. Que merda aquele filme! Ele acabou com o jogo (fantástico por sinal), Apanhador de Sonhos, Cemitério Maldito, Cloverfield, Perdidos, Amity Ville, Hostel, Jogos Sangrentos.

E por aí vai… Mas dica de quem já desperdiçou muito dinheiro em locadoras e DVD’s: fuja de títulos com “sangue” no título e/ou capa. Raramente presta. Muito raramente…

Swordfish

[O filme é muito bom!!!]

Quinta-feira passada passei por uma experiência muito desagradável (para entender melhor, leia o post de quinta…). E hoje tive outra surpresinha, dessa vez foi bem mais agradável.

Depois daquela mensagem absurda do personagem do meu passado resolvi responder pedindo que ele mantivesse distância de mim. Afinal, se a mensagem vem da caixa de e-mail de uma pessoa conhecida por você, por mais absurda que seja, você parte do princípio que o tipo é doido varrido, no mínimo bipolar, e providencia o spray de pimenta para qualquer emergência. (Sim eu assisto muito filme policial, de suspense e terror! ;P)

Mas hoje eu encontrei a resposta dele, com um pedido de desculpas e explicando que a caixa de e-mail dele foi acessada por outra pessoa, portanto a mensagem não foi enviada por ele.

Eu que não sou neurótica como algumas amigas minhas, parto do princípio que ele não está mentindo (ora, a mensagem é absurda e não combina nem um pouquinho com ele, não há motivo razoável para aquela ofensa e o mundo virtual não é um mar de segurança) então tá tudo ok. Voltamos ao normal, o corriqueiro. Mas é óbvio que vou observar o comportamento do dito-cujo (só pra ter 100% de certeza…). Confiança abalada dá nisso…

Mas isso me faz pensar em outra coisita. Que tipo de pessoa insana, invade a caixa de e-mails de outra pessoa e envia ofensas gratuitas para um contato? (não sei se outras pessoas foram ofendidas também, ou se eu fui a sorteada…).

Não basta invadir tem que sujar o nome da pessoa, fazê-la pedir desculpas pelo que fez, e ainda ficar com uma aura de desconfiança até que se ganhe a confiança da(s) pessoa(s) ofendida(s) novamente. Porque é óbvio que, mesmo o erro não sendo nosso, a gente sai pedindo desculpas pois usaram nosso nome. E como diz minha vó, nome é a única coisa que a gente tem de verdade. Isso deve ser doença! Loucura! Sei lá.

Meu irmão teve uma namorada que tinha um ciúme insuportável dele. Futricava nas coisas dele, lia e-mail, ficava insana com qualquer coisa que levasse uma assinatura feminina, ou não tivesse assinatura. Só não xingava as pobres colegas dele porque sabia que perderia o namorado se fizesse isso… Mas ela perdeu do mesmo jeito…

Pior é que a pessoa desenterrou uma história de meses atrás! Muita água já correu debaixo dessa ponte. Ele tá lá feliz com a namorada, eu to aqui feliz com meu rolo. Nós somos colegas e ponto final.

E se o doido que fez isso estiver lendo esse post (meu e-mail sempre tem o endereço do meu blogue na assinatura…): cria vergonha nessa cara e vai cuidar da sua vida, ser feliz! Lutar pos seus sonhos, correr atrás de seus objetivos. E deixe que as pessoas à sua volta cuidem de suas próprias vidas!

PS: O filme e o título se devem ao fato de que, cerca de 70% – ou mais – dos crimes digitais são facilitados pelos usuários que usam senhas simples, como o aniversário de um familiar, o próprio nome ou data de aniversário, ou por deixarem suas senhas gravadas no pc e roubadas por algum spyware e cia…