Erros e Acertos

[Será que a gente pode errar duas vezes?]


Errar no conceito psicológico:

“é educativo, didático, é a melhor forma de aprender: vivenciar”


Mas tudo isso tem um porém:
Nem sempre tudo aquilo que nos decepciona e nos faz quebrar a cara, após um periodo relevante e necessário de reflexão, é considerado algo errado…
È apenas algo que não é certo.
Existem contrários e contraditórios.
Se você errou, tire as coisas boas…

” Que coisas boas a gente tira de uma bela enfiada de pé na jaca?”
” – Ora, a experiência, de ter vivido, aprendido e superado.”


Tem coisa melhor que olhar para trás e ver que aquilo que antes enchia sua cabeça agora são caquinhos de um mero detalhe??
Dá uma saborosa sensação de plenitude…

Vamos aprender também com o erro dos outros, pois a vida é muito curta para errar tudo que a gente tem direito e aprender com esses erros…

Olhe para o lado e aprenda!

Eu

[Terei meu próprio par de asas!!!!!]


Por puro mérito ou por indução.
Cujo vôo se levanta
Desses
que me dão a sombra
De onde eu cresço.

Precisarei delas para ir mais longe.
E sempre sigo em frente.
Olhando ao meu redor.

Não é preciso consenso nem arte,

Nem beleza ou idade,

A vida é sempre dentro e agora.
(a vida é minha para ser ousada)
A vida pode florescer
numa existência inteira.
Mas tem de ser buscada.
Tem de ser conquistada.
Assim como tudo
Que existe
de sentimentalidades.
O nascer de um sentir,
Acontece com
o anteceder de um gesto.
Seja ele o mais singelo,
Mas precisa existir.
Fruto de enganos ou de amor,
Nasço de minha própria contradição,
O contorno da boca,
A forma da mão,
O jeito de andar
(sonhos e temores incluídos)
Virão desses que me formaram.
Mas o que eu traçar no espelho
há de se amar também…
Segundo o meu desejo.
Considerando o acaso,
E porque não,
Finalizando com o destino democrático.


[Lya Luft, modificado]

Emocionalmente indisponível…

[Meu pensamento vai longe…]

Lista de alguns Luxos que todo mundo precisa ter na vida:

1-Tempo
2-Solidão
3-Natureza
4-Silêncio
5-Recolhimento
6-Criatividade
7-Afeto

Desfrutar a solidão!
Uma reação desproporcional desencadeia uma série de novos acontecimentos, as vezes nos dando conta de que estar só envolve a angústia, e que somos seres únicos e singulares, que um dia na vida, vamos morrer!

Tempo ao tempo!

Precisamos as vezes ficarmos só com nós mesmo, para aprender a ganhar mais liberdade, individualidade, fortalecendo o circulo com a existência, incluindo as perdas, conflitos, mistérios…

Acalmar o fluxo incessante dos pensamentos é fundamental.

De uma maneira ou de outra, deixamos de nos identificar com os próprios pensamentos e começamos a produzir Silencio!

Passo decisivo para a saúde mental e a etapa seguinte:

A conexão como mundo interior exige a tomada de consciência de si mesmo. Aristóteles já falava a 2,5 mil anos “em momentos difíceis, precisamos escutar a alma, e descobrir quais são nossos verdadeiros desejos”

Reestabelecer essa tal “conexão”com o mundo interno é um LUXO, porque lá dentro, tudo é pura potencialidade. Dentro de nós, tudo de que precisamos: amor incondicional, saúde, auto-estima, inteligência… Precisamos “só”descobrir como obter acesso a essa auto-satisfação interior.

“Penso 99 vezes e nada descubro, paro de pensar e a verdade me é revelada”

Não anestesie a coragem, não afaste as oportunidades, tente sempre e constante na busca dentro d si mesmo, as respostas, sentimentos e desejos de viver a vida que você sempre quis!

Para todos: NAMASTÊ!
[o Deus que existe em mim, saúda o Deus que existe em você]

O sono dos justos

[ But in your dreams whatever they be, dream a little dream of
me.] Michael Bublé


Proximidade é um futuro marcado
Ache o seu canto da felicidade,
– Sim você precisa ter um…

Ajuste as proporções das suas necessidades
Isso é fundamental para uma regra básica:
Encontros sem desencontros…

A necessidade de respeitar o que
sente, o que precisa, o que falta e o que
realmente faz a diferença…

Seriam conclusões obvias se não fossem tão
mal explicadas ….

Pessoas em um mundo melhor em tres palavras:
mais sociáveis, gentis e saudáveis…
[Ouvindo o silencio, duas coisas tem me incomodado ultimamente. Milhares de coisas na verdade. Mais resolvi escrever essas duas porque ambas parecem incomodar só a mim, e quero companhia!]


1-A gente se engana com a gente mesmo
Quando todo mundo inclusive você, acha que tem o controle sobre os conceitos ditos, fixos e definitivos, vem uma chuva de acontecimentos que desvia do seu objetivo. Conflitos internos desvendados pelo fantasma da tal consciência. Reconhecidos, identificados e colocados em evidencia para a parte ativa da personalidade. Decepcionante. Achar que sabe e não sabe, que pode e não pode, que deve e não deve, que existem coisas que seguem uma ditadura severa, e implícitas se sobressaem repentinamente ao acaso.

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P.S: “Agora mais fácil de entender leitores”. Não queiram ler isso nem aqui nem de mim.
Vai ler um gibi, ver MTV ou confabular com algum semelhante….Vai ser melhor. Eu não complico, eu traduzo momentos internos de puro deleite da persona que aqui vos fala.


Continuando……..


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2-O mundo em combustão não pára pra saber se vc está acompanhando o ritmo frenético do seu girar.
As coisas acontecem sem querer saber se você esta preparado para conviver com elas. Tudo, tudo nesse mundo e nessa vida (me refiro a essa encarnação, se é que vocês tem crença nela…se não….apenas ignore e continue) se realiza de forma visceral e relaxada. A gente que customiza as condições em que nos vemos envolvidos, limpamos, lixamos, pintamos, arrumamos, enfeitamos, recortamos e todos os “amos” possíveis…
Seria então o mesmo que dizer:

O DESTINO SOMOS NÓS QUE FAZEMOS.
Certo?

Errado! A gente apenas aceita melhor o que nos é imposto.
Não por capricho, mas por sobrevivência

Espero sinceramente ter despertado o incomodo.
O básico pode ser grifado aqui, assim e agora.
Para que fazer dieta de pensamentos?
Para não explodir de tanto pirar!
Essa jornada muito particular exprime como a vida é experimental, fazendo com que a gente acredite que nos enganamos a toda hora e que o mundo não pára pra gente descer.



Relacionamentos, adolescência e sexo


Minha adolescência não foi lugar comum. E como talvez, exitam outras como eu por aí, que não curtem Todateen, Capricho, nem sai fazendo todo teste que vê pela frente, e adoram estudar, fica aqui meu delicioso processo de descoberta no mundo dos relacionamentos.

Não, os garotos não me viravam a cabeça, eu não suspirava profundamente por nenhum, eu não fazia loucuras ou pagava micos por eles. Verdade seja dita: eles me interessavam tanto quanto física (que me é indiferente até hoje…). Meus livros de português, biologia, inglês e química eram muito mais sedutores e interessantes. Prova disso que eu não desgrudava deles!

Mas o mundo ao meu redor girava em torno deles e para eles. E lá ficava eu, uma ET tentando se ajustar. Mas detesto ficar. Detesto mesmo. Me sinto um lixo. Descatável, utilizável, lugar-comum. Mais um nome na lista… E num mundo onde todos ficam antes de se conhecerem, claro que fiquei solteira eternamente. A Princesa de Gelo (como os garotos corajosos que ousaram tentar ficar comigo me apelidaram).

Admito que meu amadurecimento sexual não foi nessa época. Até o fim do Ensino Médio eu queria mais era estudar, aprender, para ser alguma psicóloga de sucesso, uma cientista do comportamento humano ou professorasuper-ultra-mega. Sempre acreditei que havia algum problema em mim, meu desenvolvimento era lento, sei lá. Minhas amigas, aos 12 anos, já estavam transando, eu, aos 19, nem desejo sentia…

Achava que beijos eram insossos, toques nada emocionantes e papos apimentados maçantes. Essa era minha impressão do “Fabuloso mundo do sexo”, que de fabuloso eu não via nada.

O que eu tinha de errado?
Eu era assim tão anormal?
Eu era frígida?
Essas perguntas se tornaram tão comuns na minha cabeça.
Me torturavam tanto que eu passei a violar meus desejos.
Me obrigava a ficar com garotos para provar que podia ser igual a qualquer garota. Essas tentativas não duraram nem 1 mês. Conversando com minha mãe, entendi que eu não era anormal, frígida, nem havia nada de errado comigo. Eu apenas não havia me interessado por ninguém, ainda. Ela me levou até na ginecologista pra ela me explicar isso.
Então lá fiquei eu, cheia de ansiedade pelo momento em que insossos beijso virariam fabulosos beijos. Enquanto isso, vida pra frente.

Certo o momento chegou. Beijos ficaram fabulosos. Toques quentíssimos. Mas não era qualquer homem que fazia isso. Apenas 1. Ele.
Claro que, garota cheia de questionamentos e dúvidas que sou, me questionei: não deveriam ser todos? Todos os garotos deveriam ser interessantes agora, excitantes e tal. Mas só ele? Só ele me excitava? Só ele me fazia querer mais? Só com ele era fabuloso? Por que?

Lá vou eu de novo. Pergunta aqui e ali…
Minha amigas diziam que eu era seletiva demais.
Meus poucos amigos que eu era uma raridade.
Minha mãe que eu tinha meu jeito de amar, e devia respeitá-lo.
Minha ginecologista que isso era plenamente normal.
Ninguém satisfez minha curiosidade…
Continuei refletindo. O namoro se desfez. Outro se iniciou. Outro se desfez.
Em todos mantive o contato amigável, tranquilo.
Desisti definitivamente de violentar meu jeito e dei um basta nas ficadas.
Me senti muito mais leve.

Resolvi analisar o perfil dos 5 homens que me interessaram românticamente e sexualmente ao longo da vida. E aí eu já tinha 21 anos na cara. O que eles tinham em comum?
Fisicamente: nada.
Nenhum tinha interesses em comum com todos.
Química? Com 3 sim. Rolou a química de cara. O interesse foi mútuo e forte. Mas e os outros dois?
Ação comum? Sim. Todos eu tive oportunidade de conhecer antes, de papear. Todos demonstraram interesse em mim, com todos eu podia conversar tranquilamente, sem muita frescura. Com todos o interesse se intensificava a cada dia. Com todos foi maravilhoso.

Aí eu finalmente percebi: que comigo pele é importante sim, demais até, não consigo conceber relacionamentos a distâncias, mas que conhecimento, confiança e entrosamento mental, tem uma parcela importantíssima quando o assunto é relacionamento, interesse e tesão.

[Photo by: The Sea Walker]

Amor e medo

[Se eu disser que estou perdida, coração na mão, sem idéia do que fazer com ele e de tudo que eu guardo dentro dele, você me espera decidir?]

Sempre que ouvia aquela frase: “O medo de amar é o medo de ser livre…” do Beto Guedes, nunca imaginei aplicar essa frase à mim.

Mas sim, tive que aplicá-la e me conscientizar do quanto venho sendo medrosa. Do quanto tenho perdido por ter medo. Das oportunidades, dos sonhos, do desejo. Venho permitindo que meu medo seja maior que eu. Pois ultrassá-lo traria novos desafios, novos horizontes, novas caminhadas.

Sabe, às vezes me esqueço que meu futuro está em minhas mãos, que eu controlo meus passos, que colho o que planto. Me esqueço que para conhecer meu futuro basta analisar meu presente, relembrar o passado. Não é grande o mistério que envolve o desconhecido depois disso. Detalhes não são revelados, mas as linhas gerais ficam ali, expostas ao seu olhar.

Ainda bem que de tempos em tempos Deus me dá sacudidelas, quase me arranca a cabeça. E então eu acordo para essas duras realidades. Percebo o quanto sempre temi o amor. Pois na minha cabeça amar nos expõe. E tenho pavor de me expor. Mas como amar sem se expôr? Impossível. Dai, por hábito, me escondia.

Mas esqueço que melhor escudo que o amor não há. Que quando nos expõe, ele nos une profundamente à Deus, que nos protege com uma aura invisível. Então, que eu consiga superar meu medo de amar. E que Deus me auxilie nessa empreitada que, eu sei, durará muito tempo. Mas que valerá a pena a cada instante.

Eu tenho medo, muito medo de amar.
Medo de amar e ser correspondida.
Medo de desejar tanto que me doa esse desejo.
Medo que meu desejo só se saceie nos braços dele.
Medo de querer tanto que ele seja feliz.
Medo de levar problemas para a vida dele.
Medo de saber o quanto elpode me fazer bem.
Medo de me libertar desse medo que me corrói.
Medo da consciência de ser ele o estopim rumo à liberdade.
Medo das mudanças que esse amor trará.
Medo de sair do conforto do medo conhecido.
Medo desse sentimento poderoso.
Medo do amor e seus superpoderes curativos.
Medo desse elixir de felicidade.
Medo do meu medo.
E medo ainda mair desse medo ser maior que eu.
E de nunca conhecer tudo que eu temo.
Por que meu medo é meu.
E dele me desfaço quando quiser.
E me desfaço dele no presente.
Presente de coragem que me acompanhará.
Na certeza de um destino melhor.

Só eu sei

Porque so eu sei como ele continua a ter aquela forma de olhar que me põe a tremer.

Porque so eu sei como ele continua a saber onde tocar para me fazer cocegas.

Porque so eu sei como ele nunca se esqueceu que a indiferença me magoa

Porque so eu sei como ele continua fantastico.

Porque so eu sei como ele continua a ser um passado doce

Porque so eu sei como ele continha a ser um “desejo”

Porque so eu sei…

Porque so eu sei porque…

Porque so eu sei como…

Porque so eu sei que não o quero explicar a ninguem…

Porque ha coisas que não quero explicar…

[autor desconhecido]