Como vivemos

Com o tempo e o amadurecimento,
percebemos que demos valor demais
para coisas que não tinham tanto valor.
E, vamos percebendo as que realmente são valiosas,
sentimentos, pessoas, objetos da nossa vida,
que vão se firmando em nossa história.

Pena que, para muitas coisas,
ainda precisamos perdê-las para dar
o devido valor, sentir na ausência,
a falta que nos fazem.

Assim, na cadeia ou no cativeiro,
valorizamos ainda mais a liberdade,
no relacionamento que terminou,
a saudade inexplicável de quem se foi.
na longa viagem ou no exílio,
a lembrança das coisas simples de onde viemos,
depois de formados e diplomados,
a lembrança dos colegas, professores e da própria escola.
na morte de alguém,
a sensação de que faltou um contato maior,
e as vezes, a impressão de que falta um pedaço de nós mesmos.

Valorize o simples!
Nos relacionamentos, seja a companhia sincera,
seja intenso, viva cada momento com atenção,
não deixe as coisas pela metade,
nem as frases de amor,
nem as palavras mais duras que precisam ser ditas.
Não aceite “meia vida”, viva por inteiro,
pois na escala do tempo, no relógio da vida,
não importa quanto tempo nós vivemos,
mas como vivemos os nossos dias sob o sol.


Paulo Roberto Gaefke
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