Arquivo | setembro 2008

Carta / Toranja

[As letras não me obedecem mais. As palavras fluem sozinhas. As cartas são escritas por vontade própria. Perdi o controle de meus sentimentos…
Ou sou eu que não quero mais controlá-los?]
June Alves
Não falei contigo
Com medo que os montes e vales que me achas
Caíssem a teus pés…
Acredito e entendo
Que a estabilidade lógica
De quem não quer explodir
Faça bem ao escudo que és…
Saudade é o ar
Que vou sugando e aceitando
Como fruto de verão
Nos jardins do teu beijo…
Mas sinto que sabes que sentes também
Que num dia maior serás trapézio sem rede
A pairar sobre o sobre o mundo
Em tudo o que vejo…
Desconfio que ainda não reparaste
Que o teu destino foi inventado
Por gira-discos estragados
Aos quais te vais moldando…
E todo o teu planejamento estratégico
De sincronização do coração
São leis como paredes e tectos
Cujos vidros vais pisando…
Anseio o dia em que acordares
Por cima de todos os teus números
Raízes quadradas de somas subtraídas
Sempre com a mesma solução…
Podias deixar de fazer da vida
Um ciclo vicioso
Harmonioso ao teu gesto mimado
E à palma da tua mão…
Desculpa se te fiz fogo e noite
Sem pedir autorização por escrito
Ao sindicato dos deuses…
Mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei
Como refúgio dos meus sentidos
Pedaço de silêncios perdidos
Que voltei a encontrar em ti…
É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro……
Nela te pinto nua, nua
Numa chama minha e tua.
Numa chama minha e tua.
Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém…
Se não te deste a ninguém
Magoaste alguém
A mim… passou-me ao lado.
A mim… passou-me ao lado.
[Toranja é uma banda Portuguesa que conheci através do PV, um maluco que canta qualquer música que você ousou ouvir um dia na vida… Uma baita memória musical e um gosto discutível. Mas é carinha com excelentes indicações para filmes do circuito alternativo! rsrsrsrs Coisinha fofa esse menino!]

Pequenas verdades…

[Algumas observações sobre nós, seres superiores do sexo feminino, tenho que admitir a veracidade dos itens… Doa a quem doer…]

1. Nos comparamos sempre umas com as outras.
2. Somos altamente competitivas.
3. Somos naturalmente adaptadas à espera.
4. Detestamos homens débeis e fracassados.
5. Nos damos bem apenas com homens que ignoram nossas flutuações de humor e seguem nosso ritmo.
6. Instrumentalizamos o ciúme masculino.
7. Gostamos de enlouquecer eles com torturas mentais.
8. Sofisticamos a tortura mental como forma de compensar a fragilidade física.
9. Somos emocionalmente muito mais fortes do que os homens.
10. Somos pacientes.
11. Testamos e observamos reações.
12. Temos verdadeira loucura por homens que compreendam nosso mundo.
13. Nos tornamos inacessíveis após a conquista para que o homem preserve o sentimento que geraram.
14. Sempre tentamos descobrir o que eles sente nas várias situações. .
15. Constantemente observamos e avaliamos se, como e quanto eles necessitam de nós emocionalmente.
16. Levamos o homem que está “atrás” de nós para onde queremos
17. Nos tornamos emocionalmente dependentes de homens compreensivos, carinhosos, seguros, decididos e que, ao mesmo tempo, não dependem de nós emocionalmente.
18. Cultivamos no homem a dependência.
19. Sempre damos abertura para que outros nos cortejem e nunca admitimos
20. Detestamos adaptações. OU É OU NÃO É!

( Copiado-colado na cara dura de um site machista e adaptado….)

Precisava tanto te dizer…


Que és especial demais!

Precisava tanto dizer,

Que te sinto tão em mim.

Que já tentei te esquecer,

Mas não consegui, não fui capaz.


Que existem pessoas que nos marcam,
Profundamente…

Que nos fazem feliz, só por existirem.

Por vezes, quando estou sozinha

Corro estradas sem fim sem tempo para chegar


A lado algum, deixo-me ir…somente,


E tu estás sempre presente


No meu pensamento, no peito, no sangue que me pulsa


Forte…, bem forte nas veias.

Tenho medo,

Que não saiba como fazer, para não te machucar


Para não me machucar,


Para que fique em nós, sempre


O que de melhor sabemos dar, partilhar e sentimos.



O teu receio afasta-me,

O teu medo, trava todo o meu desejo


De te dizer…em palavras, o que realmente sinto por ti.

És uma luz que me ilumina

Nas trevas que me rodeiam


Nos medos que me sufocam


Nas incertezas que me destabilizam.



Como poderei algum dia explicar-te,

Que és…a parte doce deste sonho pesadelo


De acreditar que te tenho em mim, ainda que nunca possas ser meu?!




Como é bom, beijar-te

Como me sinto segura quando me abraças…

Fazes com que esqueça toda a tormenta,

Que é um dia ter que acordar deste meu sonho.

[autor desconhecido]