Pequenas certezas da vida…

[O que há em você que tanto me encanta? Não sei mas to tentando descobrir…] June A

Ontem no MSN Fulaninha A me questiona:
-Por que você nunca “deu”?

O perguntinha difícil essa que o povo me faz… 🙂 22 anos na cara e nunca dei… Por que? Por que? Por que? kkkkkk O meu Deus Por quê???? Deixa eu desligar o cinismo em 3… 2… 1… Pronto.
-Minha resposta? Sei lá. Nunca quis antes. Nunca desejei. Simples assim. Tava satisfeita com as coisas como estavam. Tinha outras preocupações mais importantes que “dar”. Ponto.

No geral é isso. Mas no específico a coisa vai além. “Além da Imaginação!” Rsrsrs. Adorava essa série… Bom, o que quero dizer é que não há uma única razão que justifique minha escolha. Vários fatores me influenciaram. De alguns eu sou bem conscientes, outros nem tanto.

Primeiro eu me achava muito nova. Não em idade, mas em maturidade. Não me achava pronta pra isso. Pra ir pra cama, acordar com uma carinha barbada do lado. Gostava demais da cama de solteiro. E eu tenho um sono… digamos… agitado. Isso dizem as más línguas (leia-se aqui minha família). Eu era encanadíssima com a possibilidade de chutar o garotão do meu gato. Rsrsrs

Segundo eu nunca havia encontrado um carinha que me fizesse pensar em sacanagem, entende? Os carinhas eram tão insossos que eu tinha medo de ser eu a doida da história. Eu queria mais. Queria personalidade, certeza, caráter. Queria alguém que pensasse por si próprio, com quem pudesse conversar, dessas loucuras sabe, só minhas? Que ora me criticasse, ora concordasse. Inteligência é afrodisíaco. Queria alguém que não notasse o esmalte descascado, que fizesse vista grossa pro penteado não tão penteado. Alguém que me pentelhasse sobre minhas inúmeras alergias, mas fosse atento com elas, entendendo que eu não escolhi ser privada, por motivos de saúde, de coisas que eu gostaria ardentemente de fazer também (comer camarão, tomar leite e me expõr ao sol, por exemplo).

Terceiro que queria mais. Mais de não sei bem o que é. Queria mais que sexo casual, noitada, etc. Não estou dizendo isso por falso moralismo. O que são as pessoas? Pedaços de carne, objetos, bonecos infláveis? Não. São seres humanos. E a sexualidade faz parte disso, sem tabus. Não, não queria sexo que se resume a uma genitália, mas aquele que envolve compromisso, alma, sentimento, certeza, fidelidade, conversa, brincadeira. Idealização? Não. Apenas um ideal que defendo, e que não é impossível de ser seguido, mesmo nesse surto de modernidade onde as pessoas confundem “Liberdade com Libertinagem” [li isso em algum lugar…]. O que se vê hoje? Gravidez indesejada, DSTs, e pior do que isso: frustração por ter sido só um brinquedo. Ou a decepção de uma entrega a alguém que você pensava que te amava e te respeitava, quando, no fim, não era nada daquilo. Ninguém é 100% racional e tão sangue-frio assim a ponto de não se envolver, ao menos um pouquinho. Os tempos mudaram e agora, o que vale é curtir o momento intensamente, desde que seja com camisinha (sim, o tal pedacinho redondo de látex que resolve todos os problemas da humanidade). Que pena, não? Por isso, é tão grande o número de pessoas frustradas sentimentalmente, feridas, inferiorizadas, por não terem passado de uma “noitada a mais”, mesmo tendo a “plena convicção” de que sabiam exatamente o que estavam fazendo. Reclamam: “eu quero um amor de verdade, eu só levo na cabeça!”. Mas o que estão fazendo para conquistá-lo? Caçando na “night” alguém para levar para o quarto. Depois, batem no peito e falam que são pessoas modernas e muito bem resolvidas. Aham.
Quarto. Quero que esse momento seja minha escolha, livre. Minha vontade de ir além. Sentir falar meu corpo que amassos e beijos na boca não bastam mais.
Não me importo de ser diferente. Faço minhas escolhas, independentemente das tendências. O mais importante é não me arrepender no outro dia pensando que deveria ter esperado mais, escolhido melhor o momento, o companheiro. Quando esse dia vier e eu “dar” esse momento precioso em minha vida, não será porque eu o amo, não será por que ele é o primeiro e único, não será por ele, será por mim, pela pessoa que sou com ele, pelo que quero ser, por me sentir pronta, capaz, habilitada. Será por confiar nele, no seu respeito, carinho e atenção. E será com a bênção do Pai que tem me orientado toda a vida a ser uma pessoa melhor, mais digna a cada dia.

Há mais fatores, mas são esses que enumero, e esponho. Os outros são meus, só meus, por enquanto.

E terminar dizendo que “dar” não é um termo muito adequado. “Receber” é melhor, pois é isso que farei, receberei alguém no meu corpo, alguém que minha alma já acolheu como muito especial e significativa na minha vida.

[Dar e receber são artes praticadas a dois] June A


Photo 1 By: O Amor Pode Dar Certo (no site Adoro Cinema)
Photo 2 By: …Você é Assim, Feita de Sonhos…

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