Arquivo | abril 2008

8 desejos que faria antes de morrer…

Eis-me aqui agora fazendo minha maravilhosa tarefa de casa. Pois é, mato aula de estatística pra fazer tarefa de casa, é foda… Opsss… Esqueci que é muito feio falar (digitar) foda… Opssss…. Esquece…

Tarefa passada pela Chris do Espartilho.

REGRAS:

a) fazer uma postagem relacionando 8 coisas que gostaria de fazer antes de morrer; b) tem que explicar a regra do jogo;
c) no final tem que convidar oito outros blogueiros para responder as mesmas perguntas e
d) deixar um comentário para os convidados.

Tchã tchã tchã tchã!!!!!! Aqui vou eu!

  1. Ser mãe. Definitivamente preciso disso. Se tudo mais não der certo, ter um filho já fará com que tudo tenha valido a pena. Quero muito ter um filho que venha de meu ventre, pois o milagre da vida nunca deixará de ser o que é… Um milagre. E quero adotar também. Seja adoção legal, seja adotar o(s) filho(s) de um casamento anterior de meu futuro marido.
  2. Manter minha confiança no ser humano, não importa o que aconteça. Que nada possa me desfazer dessa confiança pois isso tornaria a minha vida um verdadeiro inferno.
  3. Ter orgasmos intensos e múltiplos. [Copiado descaradamente da Chris do Espartilho.] E muito sexo em minha vida pois a prática de exercícios físicos regulares previne o envelhecimento precoce, doenças diversas e o terrível mau humor que acomete os que se encontram em Síndrome de abstinência.
  4. Trabalhar. Muito! Que eu possa sempre trabalhar. Pois o trabalho edifica o homem, dignifica e nos fornece uma razão de viver.
  5. Me manter sempre em contato com a arte. Poder assistir muitos filmes, ir muito ao teatro, ler um bocado de livros e ouvir muuuuiiittttta música. [Insiro aqui um detalhe: Quero ver ao menos um show da Shakira ao vivo…] E claro continuar a ter o artesanato como hobby, fonte de renda ocasional e relaxamento mental.
  6. Dançar. Aprender a dançar muitos estilos. Ou não. Mas quero dançar muito, muito, muito. Ao menos Dança de Salão e Dança do Ventre quero no meu Curriculum Post Mortem
  7. Viajar, claro. Quem não quer se apresente, pois nunca conheci ninguém sem esse sonho. E moi, especialmente, quero conhecer as tradicionais França, Italia, Portugal e Espanha. E também o Japão, Canadá, México e América do Sul. Se der pra passar pela Nova Zelândia e Australia, maneiro.
  8. Brincar. Sim eu adoro brincar. De tudo. Desde STOP [conhecido aqui em Brasília como Adedonha] até brincadeiras adultas. Quero pular elástico, corda, jogar cartas, dominó, Passa-ou-Repassa, Tabu, e por aí vai a lista. Brincadeiras são comigo mesma!!!

Agora os Blogs que recebem a missão (não vou sugerir 8, pois não acompanho, regularmente, tantos blogs, e dois dos que acompanho já receberam este presentinho de Meme…

  1. Alec do Infaces

Mudança de data do post: alguns amigos não habitualmente blogueiros reclamaram por não achar esse post então facilito a vida destes e mudo a data e hora do post para poderem lê-lo com tranquilidade….

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Deus não castiga

-Amor, acorda, o bebê está chorando.

-E daí?

-Ele deve estar com fome, prepara a mamadeira pra ele.

-Querida, estou muito cansado…

-Mas já levantei quatro vezes esta noite, faz esse favor pra mim.

-Deixe ele chorar!

-Não é assim que se deve tratar o seu único filho!

-Tá bom, eu vou, mas se ele voltar a chorar, você quem irá.

O marido levantou meio atordoado pelo sono.

– Esse bebê está me dando mais trabalho do que eu esperava! Se soubesse, teria caído fora a tempo – pensava ele enquanto esquentava a mamadeira do bebê.

No momento em que ele chegou ao berço o bebê já havia parado de chorar.

– Agora que esquentei a porcaria da mamadeira, o filho da mãe dorme! Não mereço esse castigo.

-Acorda pirralhinho! Agora que eu esquentei, você vai ter de tomar até a última gota! – e balançava a criança com a mão, ela não se mexia.

– Acordaaa! Você me acordou, agora eu que estou te acordando!

Ele então reparou que a cabeça da criança estava azulada. Seu desespero foi imediato, pegou a criança no colo e correu para o seu quarto.

– Querida! Pelo amor de Deus, acorde! Ele não se mexe! Me ajude!

Ela pulou da cama em desespero e em um segundo já estava com a criança em suas mãos, estava morta.

– Ele morreu! Olha o que você fez com meu bebê!

– Não foi culpa minha, eu cheguei no berço e ele estava assim! – as lágrimas jorravam de seu rosto

– Pelo amor de Deus, diga que não está acontecendo.

– Deus! Por que você me castiga deste jeito!

E então se lembrou de tudo que pensou enquanto preparava a mamadeira.

E refletiu sobre todos os quatro meses que passara junto ao bebê, nunca fora um bom Pai, enquanto sua mulher se dedicava com todas as suas forças ele o ignorava, e ignorava também a mulher quando cobrava dele

‘- Pegue-o no colo, só um pouquinho’,

‘ – Veja amor, ele está sorrindo’,

‘ – Ele tem cócegas nas bochechas. Amor, você não está olhando.’,

‘ – Não chama ele de pirralho, ele é seu filho.’.

Sentia a culpa tomar conta de si, sentia-se desgraçado, ele era o culpado e não tinha dúvidas disso.

– Fui eu.- disse ele, havia amargura em seus olhos.

– Eu nunca mereci esta criança, nunca dei amor suficiente, nem pra você, e nem pra ela. – as lágrimas pareciam não ter fim.

– Foi Deus quem me castigou! Ele era meu filho! Meu filhinho! – e desabouNovamente a chorar.

A essa altura ele esperava por qualquer coisa da mulher .

‘Ainda que me matasse, estaria certa’ – pensava. E não era de se espantar se ela o fizesse pois estava com o rosto fechado, seus olhos encharcados pareciam ter morrido junto com o bebê. Segurava a criança no colo e não dizia uma palavra. Então ela quebrou o silêncio, sua voz era rouca e melancólica.

-Deus não castiga. Sei que você nunca deu atenção suficiente ao bebê, ele te adorava e você nunca ligou pra isso. Mas não te culpo por isso, e apesar de tudo sei que você o amava. – ela sorrira

– Se não o amasse, não estaria em tantas lágrimas agora.

Ele não entendia por que ela o consolava.

‘Ela devia me matar’ – pensou – ‘Assumi que não presto e mesmo assim ela me consola’ E então ele se lembrou de todas as vezes que ela foi amável com ele, e não eram poucas pois em todo o mundo, ele não conseguia pensar em alguém mais pura e gentil.

-‘Tinha tudo que poderia desejar e nunca dei valor.’

– Nessa hora seu choro dobrou de tamanho, não sabia mais se chorava por seu filho ou por sua esposa, mas entendeu que seu choro era de arrependimento.

Tentou dizer algo pra esposa mas uma nuvem branca tomou conta de seus olhos e de repente tudo ficou negro.

-Amor, acorda, o bebê está chorando…- era voz de sua mulher.

Abriu os olhos, estava deitado em seu quarto.

– Amor, ele deve estar com fome esquenta a mam…. Por que você está chorando?

-Nada, já estou indo. – de longe dava pra escutar a voz de seu filho chorando.

Ele correu até o berço e lá estava seu filho, chorava muito. Ele o pegou nos braços e beijou a criança. Ela cessou o choro, estava rindo

‘ – Ele tem cócegas nas bochechas.’ – lembrou. Ele ficou brincando com a criança por um longo tempo até que sua mulher chegou.

-Você não voltou pra cama, fiquei preocupada. Alguma coisa errada com o bebê?

-Veja amor, ele está sorrindo! – ele parecia uma criança com um brinquedo que acabara de ganhar

– Meu filho está sorrindo pra mim! A mulher se comoveu, nunca havia visto seu marido daquele jeito. Ele fazia cócegas na bochecha do menino e depois o beijava, parecia outro homem. Ela o abraçou.

-Querido, há muito tempo eu venho pedindo a Deus que você passasse a gostar mais dessa criança. Fico grata por Ele ter me atendido.

-‘Deus não castiga’. – lembrou ele em voz alta.

-O que você disse?

-Nada querida. Eu te amo!

-Também te amo.

[história recebida por e-mail, um presente do Maic]

Mark Darcy


Mas o que é que torna Mark Darcy tão perfeito? Ele é o que eu chamo: o galã encoberto, ou seja, o homem que, como não dá nas vistas como Daniel Cleaver, nunca é a primeira opção, é sim o homem que sempre esteve ali à mão mas que só reparamos quando percebemos os sacanas que são os outros todos e o erro que temos estado a cometer. De repente, o homem que veríamos apenas como amigo tem uma chancee revela-se como sendo, afinal, tudo aquilo que andávamos à procura.
O único defeito apontado a Mr. Darcy por Bridget é o mesmo que já lhe tinha sido apontado por Jane Austen, o orgulho e a arrogância. O título Pride and Prejudice refere-se aliás às primeiras impressões que Darcy e Lizzy tiveram um do outro. No entanto, no decorrer do livro, Lizzy percebe que o que tomou como arrogância era apenas timidez e Mr. Darcy passa a ser visto com novos olhos. Em Bridget Jones, é também a arrogância e orgulho de Darcy que separam os dois, primeiro quando não a defende no jantar dos advogados e depois quando se recusa sequer a dar uma resposta, ou satisfação, quando Bridget lhe pergunta se ele tem um caso com a colega de trabalho. Um simples “não é nada disso, blablabla” teria evitado a separação mas sem isso não havia filme, eu compreendo.
Darcy é um homem bem apessoado, sério, com uma expressão fechada de quem pensa muito, bem vestido, bem sucedido, preocupado com os direitos humanos, um homem reconhecido pelos seus pares, com uma bela casa, educado, inteligente, com dinheiro, um homem que luta para que este seja um mundo melhor, um homem que diz que nos ama pelo intercomunicador mesmo sabendo que vai ser gozado pelos babacas que estão no café ao lado, um deus do sexo (como a própria Bridget lhe chama, acho que a expressão é esta), um homem que nos diz que gosta das nossas “partes não tão bonitas” (que incluem pele e gordura extras, flacidez e celulite) e melhor que isso, diz isso com sinceridade, um homem que quando lê as barbaridades que escrevemos no nosso diário sobre ele nos oferece um novo para que possamos começar do 0, um homem que corre o mundo inteiro num avião para nos tirar da cadeia mesmo estando chateado connosco e convencido de que estávamos dormindo com o seu pior inimigo, um homem que não entra em pânico e fica feliz quando dizemos: “acho que estou grávida”, um homem que bate nos homens que nos tratam mal, um homem que diz gostar dos nossos pratos mesmo quando estes são intragáveis, um homem que nos pede em casamento depois de lhe fazermos a declaração de amor menos romântica possível, um homem correto, em suma, um homem como Deus e a mulher quer.
Mas como em tudo, tinha de haver um senão, um homem assim só podia ser fruto da imaginação não de uma, porque mesmo uma não conseguiria ser assim tão optimista, mas de duas mulheres, Jane Austen e Helen Fielding. Colin Firth tornou-o mais real, deu-lhe corpo, deu-lhe voz, deu-lhe expressão, e deu-nos a nós a esperança de que tudo isto possa não ser apenas uma ilusão e que há para cada mulher um homem perfeito à sua espera.

[texto com modificações]
[Por Joana Linda]

33 VÉRTEBRAS

A primeira vértebra
O primeiro suspiro
Vértebra a vértebra um beijo
Ora suave ora possessivo
Quase doloroso
Lento
Gradual
Torturante
14 vértebras já foram
14 beijos
14 suspiros
14 torturantes instantes
Diante da porta do paraíso
Morrendo
Ajoelhada
Arqueada
Quase quebrada
Quase
E pronto
Sua atenção é exclusiva
E uma a uma
Elas recebem seu toque
Em uma trilha
De doces carícias
De fogo
De sangue
De desejo
E em êxtase ouço
Suas primeiras e únicas palavras
“33 vértebras estruturam seu corpo e alma
Minha marca esta em cada uma delas agora.”
Eu suspiro e morro
Marcada e em seus braços…

[…pues a mi me apetece tus manos en mi piel…]
.
No meio da aula e eu aqui, boba, pensando em você…
E no seu jeito de olhar, tão marcante, tão sério, tão homem, tão seu.
E nesse seu sorriso preguiçoso, que provoca desejos e anseios em mim.
Esse sorriso que me desarma, me alarma, me derrete.
No seu toque macio, exigente, firme e gentil.
Em suas mãos que me param o coração cada vez que se aproximam.
Essas mãos que deixam em mim um rastro de fogo e que eletriza minha estrutura.
E em seu cheiro…
Deus esse seu cheiro. Meio homem, meio animal. Meio príncipe, meio plebeu.
E fico eu aqui… Só pensando e desejando você!

Atitude…

[mas queria pelo menos uma vez não ter que ter a iniciativa…]

– Me segura? Me toma? Me tira daqui?
– Menina, menina… meus braços não te alcançam…
– Me rouba um beijo?
– Meus lábios não te tocam.
– Me olha, então.
– Meus olhos estão fechados.
– Diz que você não quer.
– Neste caso, as palavras faltam.
– Por que você é tão sem atitude?
– Porque essa também já me abandonou…
.
.
Talvez nada reflita melhor minha relação com todos que já passaram por minha vida…
Será que isso mudará?
Um dia…
Quem sabe…
Talvez…