Arquivo | janeiro 2008

Uma dose de bom ânimo

Ele nasceu no ano de 1904, na Áustria. Sua infância foi embalada pelas doces valsas vienenses. Logo seu prazer pela música lhe tomaria horas infindáveis de estudo.

Tornou-se maestro.

Quando a Áustria foi ocupada pelos nazistas ele, por ser judeu, foi preso. Sofreu tantos maus tratos que quase chegou a desejar a morte.

Foi enviado para um campo de concentração, com várias costelas quebradas, pela violência com que fora literalmente jogado no caminhão que o conduzira.

Ele, junto a outros tantos, ficou durante 19 horas perfilado em um enorme pátio, à espera de que decidissem o que fariam de sua vida.

Depois de ouvir a voz metálica que lhe assinalava o destino, a partir de então, ditando normas, regras, ordens, seguiu para um dos barracões.

Sentou-se e, sem dar-se conta, pôs-se a assobiar uma canção. Em pouco tempo, os demais prisioneiros o cercaram, a ouvi-lo, emocionados.

Ele nunca soube o que o levara a cantar naquele momento. Mas, percebendo como a música influenciava o ânimo dos companheiros de desdita, teve a idéia de formar uma orquestra.

Havia somente um violino e um violão em todo o campo. Contudo, eles construíram outros violinos e, todo domingo à tarde, durante alguns parcos momentos, eles podiam se deliciar com os sons retirados dos rústicos instrumentos.

Embora todos eles considerassem que jamais sairiam vivos daquele lugar, o maestro colocou música nos versos compostos por um colega.

Colega que morreria naquele mesmo local de horrores.

Com emoção, a canção tomou conta do campo.

Era como se um sopro de vida renovada enchesse o peito daqueles homens magros, sofridos, maltratados.

Com lágrimas nos olhos eles cantavam todos os domingos.

Assim foi por todo o tempo em que o maestro esteve preso.

Ele conseguiu ser libertado, graças a providências tomadas por seu pai.

A mensagem de bom ânimo que espalhou pelo campo de prisioneiros jamais foi esquecida. Quando a desesperança parecia invadir a todos, alguém se recordava da canção e começava a cantá-la.

De seus anos de cativeiro, o maestro trouxe a lição de persistir e lutar sempre, realizando o melhor pelo seu semelhante.

Ainda nos anos noventa, ele, agora na América, famoso e aplaudido, dedicava-se a levar a música sinfônica para as escolas públicas, a fim de que as crianças pudessem, desde cedo, entrar em contato com os grandes mestres e descobrir os valores da música.

A vida do maestro é uma lição de perseverança para todos nós.

Bastante idoso, portando no corpo as marcas dos anos da guerra, ele não deixou de reger, ensinar e transmitir alegria.

É também lição de que, onde estejamos, sejam quais forem as condições, se desejarmos fazer o bem, sempre o poderemos realizar.

* * *

Cada um de nós é colocado no lugar apropriado para melhor servir.

Muitas vezes, dadas as dificuldades de que nos vemos cercados, deixamos de operar no bem, justamente alegando empecilhos e percalços.

Entretanto, a criatura que verdadeiramente mantém o ideal de realizar o bem ao seu semelhante, o faz, independente de qualquer circunstância.

[fonte: e-mail recebido da Redação do Momento Espírita]

Encontre um homem…


Encontre um homem que te chame de LINDA em vez de gostosa. Que deite embaixo das estrelas e escute as batidas do seu coração, ou que permaneça acordado só para observar você dormindo.
Espere pelo homem que te beije na testa. Que queira te mostrar para todo mundo mesmo quando você está suando. Um homem que segure sua mão na frente dos amigos. Que te ache a mulher mais BONITA do mundo mesmo quando você está sem nenhuma maquiagem e que insista em te segurar pela cintura.
Aquele que te lembra sempre o quanto ele se preocupa com você e o quanto sortudo ele é por estar ao seu lado! Aquele que te faça sorrir por um segundo.
Espere por aquele que esperará por você… Aquele que vire para os amigos e diga – é ELA!
[Desconheço o Autor]

Poema pra você

Não tire da minha boca
O desejo do seu beijo
Nem das minhas pernas
A vontade louca de correr
E te encontrar, e me enroscar…

Não tire da minha cabeça
O constante pensamento em você
Nem do meu coração essa saudade
Esse vazio, essa ânsia
De te ver de novo.

Seja para sempre meu ídolo
Minha inspiração e razão
Fique sempre aqui dentro de mim
Latejando, ardendo, corroendo
Me fazendo viva, linda, louca
Mulher.

Linda! E fora do Padrão! [Ou Momento Flash Back 2]…

Hoje eu estava lendo esse artigo da Flúvia Lacerda no Clube da Calcinha e me bateu aquelas lembranças da pré-adolescência que todos carregam.

Toda vez que lembro da minha infância a primeira coisa que me lembro é de um pé de amora que eu adorava subir para comer aquelas amorinhas pretinhas e docinhas que ficam lá em cima e ninguém sobe para comer por medo de se machucar. Trocadilhos à parte, eu não podia ver pé de fruta que trepava que nem macaquinha… Mas amoreiras sempre foram minha paixão.

A segunda lembrança é de meus primos e irmão me chamando de gorda-baleia-saco-de-areia… Odiava ser chamada assim, mas sabia que se apelasse o apelido pegaria, então ficava quieta… Os anos passaram, o apelido foi embora. Mas as marcas dele não.

Entrei na adolescência neurótica com meu peso. Fazia regimes terríveis. Depois comia como uma louca. Bulimia é o nome disso. Odiava meu corpo. Achava ele horrível, desengonçado, redondo. Enfim, uma bola. Morria de inveja daquelas menininhas pequenininhas, mignon, com peitinhos “limõezinhos” que lhes permitiam usar blusinhas de alça sem sutiã. Murchava a barriga como uma louca para ficar com aquela barriga lipoaspirada de modelo. Chegava a andar meio torta para tentar reduzir minha bunda. Devia ser uma cena grotesca aquela moreninha murchando a barriga, curvando os ombros e jogando os quadris pra frente para reduzir as próprias medidas.

[pausa para explicação] Atualmente seios grandes e bundão podem até estar na moda, mas nos anos 90 você tinhaque ser um vara pau. Acha as modelos atuais magras? Vai olhar Kate Moss… Um palito de dentes era gordo perto dela! E claro que a sexy morena aqui não tem, nem nunca teve corpitcho de campeã de natação. Violão descreve perfeitamente o corpo que amo, mas que já foi muito odiado. Acredito que não tenho nem os ossos mais retinhos, tudo em mim é arrendondado…]

Foi no Ensino Médio que vi pinturas de musas de outras épocas, e não da atualidade. Renascença, Pinup’s, modernismo, etc. E comecei a perceber que cada época tinha um padrão de beleza. Fui pesquisar pelo mundo e vi que regiões diferentes tinham padrões de beleza diferentes. Parei para conversar, e ouvir, meus amigos homens e cada um gostava de um tipo. Uns gostam de baixinhas, outros de altas, uns de gordinhas, outros de magrinhas, uns adoram seios do tipo melões, outros preferem perinhas e outros limõezinhos. Cada um com um gosto. No final das contas eu já tinha uma linda teoria sobre como cada mulher é bonita à sua maneira.

Isso mesmo. Uma teoria. Na prática eu ainda achava meu corpo feio e ainda queria ser mais magra, mais alta, menos peituda, menos bunduda, ter pés e mãos maiores, olhos maiores, etc. A única coisa que gostava em mim mesma eram minha unhas. Minhas lindas unhas.

Ao final do Ensino Médio conheci aquele que me deu um empurrãozinho na direção do fim de minha neurose: P. P era um sábio quarentão. Casado [mea culpa], pelo qual fui apaixonada. Óbvio que ele percebeu. Óbvio que ele chegou junto. Não tão óbvio que eu não aceitei. Meu código moral e intelectual ligou o sinal vermelho e o alerta nivel milhão: idiotice! idiotice! Se envolver com homem casado é idiotice! idiotice! Mas eu não pulei fora tempo suficiente para impedir os benefícios que um homem pode gerar, quando quer. Ele me mostrou como meu corpo era bonito, muito bonito. E principalmente: ele me mostrou o quanto eu era capaz de excitar um homem. Cada detalhe em meu corpo era digno de muitos elogios, e isso faz bem ao ego de qualquer mulher…

[pausa para explicação 2] De P vem minha paixão pelos homens de 40 e a minha aversão a homens menores de 25. Meus prediletos antes dele. Esses FDP não tem a mínima idéia do que significa conquistar, flertar, paquerar e seduzir. E seu elogio mais chique e elegante é Gostosa, esse mesmo gostosa que é usado para o filé e para a sobremesa do almoço para o qual ele te convida e cada um pagou sua parte… Por que ele não tem a delicadeza de pagar no primeiro encontro não.]

Após P muitas coisas aconteceram em minha vida. Algumas me levaram à psicóloga. E foi então que tudo foi mudando… Terapia intensiva para melhorar a auto-estima. Em alguns momentos eu acho qté que exagerei mas, valeu a pena.

Toda criança é igual quando nascem [não adianta negar papais e mamães corujas], gofofucha, linda, e com aquela carinha de joelho que torna impossível distinguir uma de outra. Algumas são cara de joelho magro, outras de joelho gordinho, mas todo mundo parece um joelhinho lindo!

Sobre a anorexia.

O que é?
Essencialmente é o comportamento persistente que uma pessoa apresenta em manter seu peso corporal abaixo dos níveis esperados para sua estatura, juntamente a uma percepção distorcida quanto ao seu próprio corpo, que leva o paciente a ver-se como “gordo”. Apesar das pessoas em volta notarem que o paciente está abaixo do peso, que está magro ou muito magro, o paciente insiste em negar, em emagrecer e perder mais peso. O funcionamento mental de uma forma geral está preservado, exceto quanto a imagem que tem de si mesmo e o comportamento irracional de emagrecimento.
O paciente anorético costuma usar meios pouco usuais para emagrecer. Além da dieta é capaz de submeter-se a exercícios físicos intensos, induzir o vômito, jejuar, tomar diuréticos e usar laxantes.
Aos olhos de quem não conhece o problema é estranho como alguém “normal” pode considerar-se acima do peso estando muito abaixo. Não há explicação para o fenômeno mas deve ser levado muito a sério pois 10% dos casos que requerem internação para tratamento (em hostpital geral) morrem por inanição, suicídio ou desequilíbrio dos componentes sanguíneos.


Como é o paciente com anorexia?
O paciente anorético só se destaca pelo seu baixo peso. Isto significa que no seu próprio ambiente as pessoas não notam que um determinado colega está doente, pelo seu comportamento. Mas se forem juntos ao restaurante ficará evidente que algo está errado. O paciente com anorexia não considera seu comportamento errado, até recusa-se a ir ao especialista ou tomar medicações. Como não se considera doente é capaz de falar desembaraçadamente e convictamente para os amigos, colegas e familiares que deve perder peso apesar de sua magreza. No começo as pessoas podem até achar que é uma brincadeira, mas a contínua perda de peso apesar da insistência dos outros em convencer o paciente do contrário, faz soar o alarme. Aí os parentes se assustam e recorrem ao profissional da saúde mental.
Os pacientes com anorexia podem desenvolver um paladar estranho ou estabelecer rituais para a alimentação. Algumas vezes podem ser flagrados comendo escondidos. Isto não invalida necessariamente o diagnóstico embora seja uma atitude suspeita.
Depois de recuperado o próprio paciente, já com seu peso restabelecido e com a recordação de tudo que se passou não sabe explicar porque insistia em perder peso. Na maioria das vezes prefere não tocar no assunto, mas o fato é que nem ele mesmo concorda com a conduta insistente de emagrecer. Essa constatação no entanto não garante que o episódio não volte a acontecer. Depois de recuperados esses pacientes retornam a sua rotina podendo inclusive ficar acima do peso.
Há dois tipos de pacientes com anorexia. Aqueles que restringem a alimentação e emagrecem e aqueles que têm episódios denominados binge. Nesses episódios os pacientes comem descontroladamente até não agüetarem mais e depois vomitam o que comeram. Às vezes a quantidade ingerida foi tão grande que nem é necessário induzir o próprio vômito: o próprio corpo se encarrega de eliminar o conteúdo gástrico. Há casos raros de pacientes que rompem o estômago de tanto comerem.


Qual o curso dessa patologia?
A idade média em que surge o problema são 17 anos. Encontramos muitos primeiros episódios entre os 14 e os 18 anos. Dificilmente começa depois dos 40 anos. Muitas vezes eventos negativos da vida da pessoa desencadeiam a anorexia, como perda de emprego, mudança de cidade, etc. Não podemos afirmar que os eventos negativos causem a doença, no máximo só podemos dizer que o precipitam. Muitos pacientes têm apenas um único episódio de anorexia na vida, outros apresentam mais do que isso. Não temos por enquanto meios de saber se o problema voltará ou não para cada paciente: sua recidiva é imprevisível. Alguns podem passar anos em anorexia, numa forma que não seja incompatível com a vida mas também sem restabelecer o peso ideal. Mantendo-se inclusive a auto-imagem distorcida. A internação para a reposição de nutrientes é recomendada quando os pacientes atingem um nível crítico de risco para a própria saúde.


Sobre quem a anorexia costuma incidir?
As mulheres são largamente mais acometidas pela anorexia, entre 90 e 95% dos casos são mulheres. A faixa etária mais comum é a dos adultos jovens e adolescentes podendo atingir até a infância, o que é bem menos comum. A anorexia é especialmente mais grave na fase de crescimento porque pode comprometer o ganho esperado para a pessoa, resultando numa estatura menor do que a que seria alcançada caso não houvesse anorexia. Na fase de crescimento há uma necessidade maior de ganho calórico: se isso não é obtido a pessoa cresce menos do que cresceria com a alimentação normal. Caso o episódio dure poucos meses o crescimento pode ser compensado. Sendo muito prolongado impedirá o alcance da altura geneticamente determinada. Na população geral a anorexia atinge aproximadamente 0,5%, mas suspeita-se que nos últimos anos o número de casos de anorexia venha aumentando. Ainda é cedo para se afirmar que isto se deva ao modelo de mulher magra como o mais atraente, divulgado pela mídia, esta hipótese está sendo extensivamente pesquisada. Para se confirmar se a incidência está crescendo são necessários anos de estudo e acompanhamento da incidência, o que significa um procedimento caro e demorado. Só depois de se confirmar que o índice de anorexia está aumentando é que se poderá pesquisar as possíveis causas envolvidas. Até bem pouco tempo acreditava-se que a anorexia acontecia mais nas sociedades industrializadas. Na verdade houve falta de estudos nas sociedades em desenvolvimento. Os primeiros estudos nesse sentido começaram a ser feitos recentemente e constatou-se que a anorexia está presente também nas populações desfavorecidas e isoladas das propagandas do corpo magro.


Tratamento
O tratamento da anorexia continua sendo difícil. Não há medicamentos específicos que restabeleçam a correta percepção da imagem corporal ou desejo de perder peso. Por enquanto as medicações têm sido paliativos. As mais recomendadas são os antidepressivos tricíclicos (possuem como efeito colateral o ganho de peso). Os antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina têm sido estudados mas devem ser usados com cuidado uma vez que podem contribuir com a redução do apetite. É bom ressaltar que os pacientes com anorexia têm o apetite normal, ou seja, sentem a mesma fome que qualquer pessoa. O problema é que apesar da fome se recusam a comer. As psicoterapias podem e devem ser usadas, tanto individuais como em grupo ou em família.A indicação dependerá do profissional responsável. Por enquanto não há uma técnica especialmente eficaz. Forçar a alimentação não deve ser feita de forma rotineira. Só quando o nível de desnutrição é ameaçador. Forçar alimentação significa internar o paciente e fornecer alimentos líquidos através de sonda naso-gástrica. Geralmente quando se chega a isso torna-se necessário também conter (amarrar) o paciente no leito para que ele não retire a sonda.

[fonte Psicosite]

Já sei namorar!

Já sei namorar
Já sei beijar de língua
Agora só me resta sonhar
Já sei onde ir
Já sei onde ficar
Agora só me falta sair
Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também