Reflexão sobre ontem…

Hoje eu precisaria não precisar….
A luta diária pela manutenção da própria sanidade liberta da sedução envolvente do amor que sufoca, enlouquece, acalma e desespera, numa constante batalha pelo poder que envolve o raciocínio e a emoção, e que resulta no controle de mim mesma.

São muitas palavras e poucas explicações.
Muitas emoções e poucas ações.
Muito eu e pouco você.

Se eu te contasse o poder inconsciente que exerce sobre mim, o que você faria?
O que faria com a valiosa informação da minha sobriedade e seriedade ameaçadas pela sua tranquilidade e sorriso?
Ou sobre como seu sorriso me ilumina o dia e alonga a infinita noite?
Como reagiria diante da batalha que ocorre dentro de mim e que atinge o auge em sua presença?
Se soubesse do sonho pesadelo? Da vontade de te tocar e sair correndo?
Cuidar e machucar? Amá-lo e odiá-lo?

E cada parte de você
que chama por eu
que clamo você
que provoca eu
que imploro você?


O caminho é “ladrilhado com pedrinhas de brilhantes”,
Esperando você passar.

Simplesmente conecte-se…

Algumas palavras com significado especial
que interagem com o momento:

Fadiga.
Inconseqüência
Mistificação
Paradigma
Formalidade
Volúpia
Recompensa
Contemplação

Cada um sabe o que seduz e o que mata.

Cada dia que passa…
E o tempo esse que se demora.

Telespectadores, devorem para não serem devorados.

Nada adianta Ser e não saber o porque.
Nada tenho, se não me é útil.

Sutilezas a parte, me surpreendo a cada dia.

Uma critica cuidadosa,
Um estado de espírito,
Um ciclo que se fecha
Uma nova fase que se inicia.

E nada muda.

So pra finalizar:
“RODA CUTIA, DE NOITE DE DIA, O GALO CANTOU
(e literalmente) A CASA CAIU…..”

Capricórnio a seus pés


“Chegaste. Eu não te esperava. Contigo trouxeste a ternura, o desejo e, mais tarde, o medo. Chegaste e eu não conhecia essa ternura, esse desejo. Em casa, no meu quarto, neste quarto, revi os teus olhos na memória, a ternura, o desejo. E, depois, aquilo que eu sabia, o medo. E passou tempo. Eu e tu sentimos esse tempo a passar mas, quando nos encontrámos de novo, soubemos que não nos tínhamos separado”

José Luis Peixoto; excerto de “Capricórnio a seus Pés“, in Antídoto