Paralelos de Viagem

como que abandonadas, bem à vista de todos;
à espera de comboio, de avião, de autocarro… de serem furtadas? levadas? apanhadas por mão desconhecida (ou nem tanto); ou pior, incorporadas num património;

para onde forem e com quem quer que vão, levam o seu próprio conteúdo, nem que seja um vazio imenso, porque são o exemplo acabado da forma sem conteúdo.
tornam-se parte da viagem e nunca conseguem ser parte do viajante, por mais prolongada que seja a jornada.
um e outro nunca serão companheiros.
tornam-se, pesadas.
afinal, sem querer, deixam-se estragar; deixam-se, usar. deixam-se.

e fica-se; à espera de quê ou de quem?

as malas, o que aspiram é, afinal, serem um viajante acompanhado e não andarem à boleia, na vida.

para isso, é preciso a conjugação de duas circunstâncias: porem-se ao caminho, um passo após outro; e a dado passo, haver quem queira “viajar com”.

se não existe essa conjugação, não se deve perder tempo; a solução não passa por mudar de viajem, ou desistir dela, mas sim por mudar de companhia, por muitas malas que tragam ou levem.

não sejam malas; sejam “o” viajante.

Que o ano de 2008 vos proporcione uma esplêndida e acompanhada viagem.

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Copiado daqui.

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