A Furia

Há momentos que o mundo se transforma
numa série de acontecimentos negativos
e constantemente pertubadores,
onde o óbvio é quem dita as regras…

como se caminhassemos na contra-mão de uma highway
entre os carros e o caos, a fumaça e o asfalto
sentindo na pele o hálito quente daqueles que odiamos
e fazendo se sentir odiado por aqueles que nos sorriam.

Alimentando a ira com óleo diesel,
e a raiva com o sol de um dia quente,
qualquer um que atravesse o caminho
é um potencial inimigo, minh’alma em fúria.

Um copo com 4 dedos de conhaque,
é combustível e a coragem que me faltava
agora estou pronto para encarar
aquela mulher que me encara no espelho.

Olhos vermelhos, olhar temeroso
a selva de pedra no meu sapato
não incomoda tanto quanto o que ouço no rádio
e as mentiras que são ditas me fazem sangrar por dentro.

Nesse dia de fúria sigo inerte ao meu desejo
o meu grito será abafado pelo silêncio,
entregue ao conformismo me entrego a um bar
e a minha fúria não passara de uma utopia.

Caminhos do dia que me anuncia…

“Nós lemos o mundo errado e dizemos que ele nos decepciona”
Tagore

Numa época de leituras… leio em mim erros e decepções.
Critico ao mundo e esqueço de minha mea culpa.

Culpa que em si me basta e me pede para mudar.
Pedido de não cometer tantos erros.

Mas, quais são os erros que não devemos cometer?
Quais os sinceros erros que se anuncia?

A anunciação que me guia me mostra o dia que se chega.

A contagem continua e aos dias que me faltam…