Terceira Regra

“Eu sei que por trás desse universo de aparências, das diferenças todas, a esperança é preservada. Nas xícaras sujas de ontem, o café de cada manhã é servido.

Mas existe uma palavra que eu não suporto ouvir e dela não me conformo. Eu acredito em tudo, mas eu quero você agora.

Eu te amo pelas tuas faltas e pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes, pelas tuas loucuras todas, minha vida.

Eu amo as tuas mãos, mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas.

Amo o teu jogo triste, as tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo. Eu amo a tua alegria.

Mesmo fora de si, eu te amo pela tua essência, até pelo que você poderia ter sido, se a maré das circunstâncias não tivesse te banhado nas águas do equívoco.

Eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo, quando sozinha bordo mais uma toalha de fim de semana. Eu te amo pelas crianças e pelas futuras rugas.

Te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis. Amo o teu sistema de vida e morte.

Eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual.

Eu te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras. Te amo desde os teus pés até o que te escapa.

Eu te amo de alma pra alma e mais que as palavras, ainda que seja através delas que eu me defenda, quando digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis quando o próprio amor vacila”.

(Texto de autor desconhecido, extraído do CD Maricotinha – Maria Bethânia)


De posse da moldura e diante dos teus olhos… o desejo deve ser ovacionado. Em poemas, em versos… em simples atos de existência. Em mensagens, torpedos… num arcaico sinal de fogo. Em sonoros carros, em anéis de dourado… num singelo se preocupar. Em flores perfumadas, cartas apaixonadas… num simples olhar. Em músicas feitas a dois, em blogs… num ingênuo discurso de amar.

Declarações em forma piramidal com um ápice máximo. Declarações disformes generosas ao pé do ouvido e ditas em praças interioranas.

Ouvido que não se fez por funcional ontem.

Declarar-se ao desejo… regra 3ª.

[ Lembrar do ontem é ver a última barreira do tempo ser rompida… é o início da última corrida ao encontro de um janeiro e suas 11 horas ].

[ A foto é referência ao filme Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças, e ao modo como ele descreve o desejo de não mais desejar… e, melhor, a forma como entrelinhas revoga o desejo e nos diz que certas coisas não podem ser apagadas. O desejo por fim há de ser vivido ].

[ Recomendo este filme sempre… vê-lo é ver a si mesmo algum dia ].
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s