PARA QUEM VOCÊ PODE VIRAR A CARA

Após escrever sobre etiqueta, acabei me dando conta que existem momentos em que simplesmente não dá para ser… educado. Isso porque existem algumas pessoas que realmente não valem a pena e que nos atingem muito mais do que gostaríamos de reconhecer…
E o pior: vira e mexe, continuamos a encontrar estes indivíduos quando menos esperamos e – evidentemente – não temos a menor vontade de ser sequer civilizados com eles.
O que fazer então?
Vire a cara!

Ou melhor: faça como se essas pessoas fossem invisíveis, passe reto, olhe além… Se for o caso, finja que não conhece mesmo e, cinicamente, deixe que terceiros bem intencionados os reapresentem. E, muito perversamente, não estenda a mão.
Ora bolas! Etiqueta, nada mais é do que um código de relacionamento. Bom, se alguém não respeita esse código e chega mesmo a feri-lo, nada mais justo que seja tratado de acordo. Em outras palavras: em determinadas situações vale perfeitamente o popular “bateu levou”.

Mas sempre com muita elegância…
Momentos em que você pode virar a cara:


Clássico: o sujeito que rouba a sua namorada descaradamente. Ou a lacraia que se oferece tanto, se esfrega tanto em cima de seu amor que o vence pelo cansaço, e ele se bandeia para o lado dela. Você, realmente, não tem a menor obrigação de ser gentil. Embora talvez fosse mais gratificante virar a cara para o namorado(a) ingrata. Apesar que eu me pergunto intimamente: será que não é o caso de dar graças a Deus?!

Quase drama – o pivô do fim do seu casamento – dá pra ser educado? É claro, óbvio, evidente que não…

O safado que lhe deve dinheiro – dinheiro de uma transação onde você cumpriu a sua parte preto no branco. Se, você tem certeza que jamais será pago, não hesite em virar a cara.

Tem coisa pior que um dedo duro? Há os especialistas em revelar casos amorosos, os que preferem a espionagem industrial e outros que – quando o regime permite (ou permitiu) canalizaram sua má fé em pessoas que simplesmente pensavam diferente. Com estes, além de não cumprimentar, procure manter uma distância abissal.

O perjuro – ultimamente tem andado em moda: o sujeito não tem prova de nada, no entanto, aproveitando o cargo ou a atenção da mídia, resolve ter seus quinze minutos de fama. E levanta falsos testemunhos e suspeitas que, jura serem procedentes. São piores que vermes. E, como verme não tem mão nem boca, não há como cumprimentá-los.

Políticos sem escrúpulos – (ou os suspeitos) foram diretamente responsável pelo período mais difícil da sua vida. Fora o fato de ter sido provado que estava usando o seu dinheiro em benefício próprio e da família. De repente, você se encontra no mesmo recinto com a figura em questão. Pois pode virar a cara. E, se quiser, até xingar. Baixinho. Prá mostrar que, até pra isso, você tem mais classe.

A sua empregada ótima, seu braço direito há anos, muito sem graça, pediu demissão. Pouco tempo depois você a descobre trabalhando na casa da sogra de sua pseudo amiga. No moderno código de etiqueta configura como crime. E, deixar de cumprimentar é a pena mínima, pode acreditar.
Os esquizofrênicos – você nunca sabe o que esperar: quando está sozinho ele mal o/a cumprimenta. As vezes parece que nem lhe viu. E, dependendo de quem está com você, pára, dá beijinho e até bate papo. Fuja destes vampiros. Simplifique e passe reto sempre…

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