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Após o ataque das formigas, uma flor caiu… 😦

Eu achei que 2017 tinha sido um ano sabático. Descobri que não foi. Pelo visto só é sabático se eu não fizer nada…

Como chamarei meu ano agora?

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Eu tenho formigas na minha mesa. Elas vão me carregar daqui a pouco. Eu não como na mesa. Eu cometo um crime maior. Tenho uma flor. Uma bela orquídea. Que está sofrendo o ataque de formigas.

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Lema atual: Se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro.

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Brasília está desidratada. Meu nariz tá desidratado. Não importa quanta água eu beba, meu nariz continua sangrando. Brasília continua seca. Parece outono de outros países.  É bonito. Mas é seca. E ainda nem estamos na seca de Brasília. Medo da seca da 2018!

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Esse final de semana eu precisarei contar todas as minhas roupas e separar o que eu uso ou não. Vou descobrir o que eu tenho no final das contas.

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O mundo tá chato… há muito tempo para as mulheres e todas as pessoas que foram e são tolhidas nos seus direitos. Mas pessoalmente to curtindo as mudanças.

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As formigas continuam atacando a minha flor. Coloquei um prato com água. Trouxe de casa alvejante para pingar na água e não dar dengue. Estragou o visual do lindo vaso de cerâmica rosa que eu comprei. Mas as formigas não vão alcançar a flor. Será que as formigas vão embora? Saiam da minha mesa, por favor. Voltem para a vida selvagem.

 

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Alguns livros que andei lendo

Desde o ano passado estou escrevendo algumas resenhas no blog do Grupo de Divulgação da Doutrina Espírita (GruDDE) e vou linkar aqui as resenhas que já foram publicadas lá (é só clicar no título que já abre a página da resenha).

  1. Paulo e Estevão – Francisco Cândido Xavier
  2. Espírito é Gente! – Prof. Inácio Ferreira
  3. Medo de Amar – Marcelo Cezar
  4. O que importa é o Amor – Marcelo Cézar
  5. O Amor é para os Fortes – Marcelo Cezar
  6. Cascata de Luz – Irene Pacheco Machado
  7. Espiritismo e Sexualidade – Rino Curti

Sorria: você já é feliz! – Ricardo Orestes Forni

Sorria

 

Título: Sorria: você já é feliz!
Autora: Ricardo Orestes Forni
Editora: EME
Páginas: 224
Edição: 1ª
SINOPSE:
A proposta deste livro é simples: mostrar ao leitor quantos motivos ele tem, nessa vida, para se sentir feliz.
Para tanto, Ricardo Orestes Forni reuniu diversos contos de sua autoria, mostrando ao leitor o quanto de felicidade podemos obter ainda aqui na Terra, valorizando as coisas simples e prestando atenção em tudo que sucede ao nosso redor.
Para enriquecer ainda mais a obra, o autor encaixa em seus contos páginas de consolo e inspiração trazidas por mentores espirituais que igualmente trabalham pela harmonia do planeta. E mais: finalizando cada capítulo, uma mensagem bem curtinha, mas de grande conteúdo moral para nossa reflexão e aprendizado.
Então, boa leitura, e… SORRIA, VOCÊ JÁ É FELIZ!’
O que eu achei deste livro:
A linguagem do livro é simples e bastante fácil de acompanhar, sem palavras nem construções estranhas. O autor compôs o livro no formato de pequenas histórias cotidianas onde o autor procurou demonstrar toda a felicidade que não conseguimos enxergar quando estamos reclamando. Essas histórias são intercaladas por reflexões e poemas.
O problema é que a estrutura utilizada pelo autor foi exatamente a mesma em todas as histórias: uma pessoa reclama e a outra apresenta a lição de moral “Sorria, você já é feliz!”. Exatamente essa frase em todas as histórias. E é sempre uma mulher que apresenta essa frase. Invariavelmente. Isso significa que, ao final da primeira história do livro, você já conhecerá todas as demais. Pois a estrutura será absurdamente a mesma em todos os casos o que torna o livro cansativo sempre que chega em uma história. É uma intensa vontade de pular os capítulos das histórias.
Mas o maior pecado desse livro é a falta de qualquer coisa que marque nossa alma, que nos faça lembrar da lição, da fala, do personagem, de qualquer coisa. Para mim acabou sendo um livro que eu li e… conclui que não precisava ter lido. A título na capa basta pelo livro todo e dispensa a leitura dele.
Não gostei e não recomendaria a nenhum amigo, infelizmente.

Quem me roubou de mim? – Pe. Fábio de Melo

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Título: Quem me roubou de mim?
Autora: Pe. Fábio de Melo
Editora: Planeta
Páginas: 2016
Edição: 2ª

 

SINOPSE:

Em “Quem me roubou de mim?” Padre Fábio de Melo aborda uma violência sutil, mas destruidora, que aflige muitas pessoas: o sequestro da subjetividade. Essa expressão pouco comum refere-se à privação que sofremos de nós mesmos quando estabelecemos com alguém, nas palavras do próprio autor, “um vínculo que mina nossa capacidade de ser quem somos, de pensar por nós mesmos, de exercer nossa autonomia, de tomar decisões e exercer nossa liberdade de escolha”.

Uma vez sequestrados, perdemos a capacidade de sonhar, ficamos impossibilitados de viver as realizações para as quais fomos feitos e não temos com quem reclamar. Precisamos, portanto, estar sempre atentos para que isso não nos aconteça pois, como escreve padre Fábio: “Nenhuma relação humana está privada de se transformar em roubo, perda de identidade, ainda que as pessoas nos pareçam bem-intencionadas. Um só descuido e as relações podem evoluir para essa violência silenciosa. Basta que as pessoas se percam de seus referenciais, […] que confundam o amor com posse, que abram mão de suas identidades, e que se ausentem de si mesmas”.

O que eu achei deste livro?

Você já foi seduzido por uma capa? Eu já. Muitas vezes. Esse livro, nesse segunda edição revisada, tem uma capa que me tocou na hora, e por isso fui ler do que se tratava. Gostei do tema do livro, li algumas páginas soltas paraver o estilo do autor e tive certeza que compraria o livro.

Este livro começa e termina com uma frase que resume todo seu conteúdo, sem que isso reduza a importância de tudo que é dito nele: “Há pessoas que nos roubam. Há pessoas que nos devolvem.” Este livro certamente é uma tentativa do autor de nos devolver.

O autor explora o que é subjetividade e as diversas formas como o sequestro pode ocorrer, e como o resgate pode nos devolver. Sem esgotar o tema, ele provoca reflexões profundas que me obrigaram a parar diversas vezes e… respirar. Depois do primeiro capítulo percebi que esse era o tipo de livro que eu levo mais tempo para ler, pois prefiro ler aos poucos e absorver seu conteúdo que, disfarçado na simplicidade com que o autor consegue exprimir seus pensamentos, é muito complexo e com muitas referências.

Fiquei positivamente surpresa ao ver o olhar generoso do autor com imperfeição humana. E essa generosidade me fez sentir acolhida ao longo do livro, uma sensação boa de que “está tudo bem”. E qualquer pessoa que já tenha passado por situações difíceis sabe bem a importância dessa situação. De não se sentir julgado. Apenas acolhido.

Recomendo muito a leitura, em especial para aqueles que estiverem buscando autoconhecimento, pois nos ajuda a ter um novo olhar sobre várias situações que vivenciamos ou assistimos na nossa vida.

Para saber o que outras pessoas acharam deste livro:

O que que eu ia falar?

Olho mágico

JuOrosco

A Menina que comprava livros

O País das Mulheres – Gioconda Belli

Fonte: O que você está lendo

Título: O País das Mulheres
Autora: Gioconda Belli
Tradutora: Ana Resende
Editora: Vida & Consciência
Páginas: 220
Editora: Verus
Edição: 1ª

SINOPSE:

Como seria um país governado somente por mulheres?

Depois de sofrer um atentado em praça pública, a brilhante e sexy Viviana Sansón – presidenta de Fáguas, pequeno país latinoamericano, acorda na semiobscuridade de um galpão. Ali, Viviana vai se deparando com objetos que perdeu ao longo da vida como um guarda-chuva, óculos escuros, uma toalha, um anel, entre outros. Cada objeto faz reviver nela uma lembrança.

Pelas memórias de Viviana, vamos conhecendo a história fabulosa do Partido da Esquerda Erótica (PEE) e de suas integrantes, todas convictas de que o poder exercido pelas mulheres, com humor e amor, pode alcançar o que em séculos o poder masculino não alcançou.

Como “as eróticas” chegaram ao poder? Quem atirou na presidenta? O que vai acontecer com esse governo atrevido composto exclusivamente de mulheres? Este é um romance provocador e divertido, cuja originalidade dará muito o que falar para mulheres e também para homens.

 

O que eu achei desse livro?

Eu não esperava muito do livro. Primeiro por não conhecer nem a autora nem o livro. Eu vi o livro na parte de promoções, li a sinopse, curti a capa e, pelo preço de R$10 achei que valia a pena levar e ver no que dava. Então minha expectativa era bem próxima de zero. Confesso que decidi levar pelo tema – um governo de mulheres, e nunca tinha lido um livro com uma proposta feminista.

Sobre a história

A escrita é bem fluida, bem escrita. E eu comecei bem animada a leitura. Mas a história demora a emplacar, e eu cheguei a desistir dele por uns dias. O problema aqui são os argumentos. Gente, um vulcão que reduz a testosterona? Sério? Nem contos de fadas são tão ingênuos! Mentira são sim.

Mas o fato é que tudo se resolve em um conto de fadas. Pouco é visto de esforço, de trabalho duro. As histórias complexas de algumas personagens, se perdem no meio de soluções mágicas que aparecem do nada. Todo o trabalho duro das personagens que compõem o PEE ficam como pano de fundo, algumas são apenas pinceladas, e isso realmente me incomodou. Perece que a autora optou por tentar algo mais comercial, mais “comestível” sabe? Como usar filé mignon para um hamburguer.

É um livro em que a história contada tem coerência, é coesa, mas não cativa pois perde todos os ganchos maravilhosos que tem.

Para saber o que outras pessoas acharam deste livro:

O que você está lendo – Gabriela Antunes

Uma morte horrível – Pénélope Bagieu

Edson, obrigada por sempre me apresentar quadrinhos excelentes que eu jamais compraria por minha conta.

Esta semana tive o prazer de ler Uma Morte Horrível, de Pénélope Bagieu. A história é despretenciosa e fluida. E a arte é linda, com uma cartela de cores muito bem escolhidas para cada cenário. A história é uma comédia romântica recheada de ironia e com aquele toque francês que torna tudo mais charmoso e interessante.

Zoé é uma garota comum com uma namorado babaca, machista e desempregado. Trabalha como hostess em tempo integral, o que garante muito cansaço, estresse e uma boa dose de situações constrangedoras. Frustrada com a vida que leva, ela conhece Thomas, um escritor famoso, charmoso, e estranho, que está passando por uma crise de inspiração.

Enquanto ela é extrovertida e não saca nada do universo literário, ele é tímido e muito culto. Eles acabam se dando bem e embarcam em um relacionamento estável. Pelo menos até a chegada da editora de Thomas e a descoberta de segredos terríveis.

Chega em um momento em que tudo que se consegue dizer é: mas que porr@ é essa? Simplesmente surpreendente. Mas como diz o Edson: Leia sem folhear antes. O quadrinho é muito gráfico e folhear ele corta o barato.

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Sinopse: Zoé trabalha em excesso e ainda precisa suportar o namorado desempregado e grosseiro. Até que cruza o caminho de Thomas, um escritor de sucesso à procura de inspiração.

Nada intelectual, ela não sabe diferenciar Balzac de Batman, mas vai ter que ficar esperta… porque Thomas esconde um segredo que coloca Zoé no meio do que pode se tornar o escândalo literário do século.

De uma das quadrinistas mais conhecidas da França, Uma morte horrível é uma história de amor e ambição com uma heroína inesquecível.

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Quem também fala sobre este quadrinho: Isabela do Universo dos Leitores, a Isabelle Simões do Delirium Nerd, a Luciana do Garotas Geek e a Roberta do Minas Nerd.

E sim, é um morte horrível.

Autoconhecimento

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Uma das melhores decisões que tomei na minha vida foi dar um tempo em relacionamentos, entrar em uma solidão autoimposta, e me dedicar a mim mesma.

Eu fiz isso quando o mundo se tornou um ruído constante, um borrão sem fim. E eu era parte desse borrão.

Não sei o que teria acontecido sem essa pausa. Acho que eu não estaria mais aqui.

O processo foi lento. Um exercício simples como me olhar no espelho. Simplesmente parar e me olhar era um martírio. Muito choro, muito soluço, muita cara inchada e muito nariz entupido. Eu não entendia como podia doer tanto me olhar. E eu chorei. Meses sem fim.

Eu não compreendia o por que, mas a cada sessão de me olhar no espelho doía menos. Fui me tornando mais generosa com aquela menina no espelho.

Comecei um diário. Escrevia sem revisar nada, sem controlar o que escrevia. E às vezes lia o que tinha escrito. Alguns não fazem sentido até hoje. Outros sempre fizeram sentido. Alguns mudaram de sentido.

Foram anos fechada em minha concha, transformando minhas feridas em pérolas. Até retornar ao convívio social. Até estar pronta para permitir que pessoas entrassem na minha mente e coração.

Comecei tentando entender quem era a menina amedrontada… Acolhi ela. Busquei ajuda e encontrei.

E entendi que estava tudo bem. Que eu não precisava apenas reagir ao mundo.

Eu podia ser ação.

E me tornei a mulher que me olha de volta no espelho.

Alguém de quem me orgulho.

Eu me construí.

Eu me encontrei.

Eu sou minha obra-prima em construção.