Sorria: você já é feliz! – Ricardo Orestes Forni

Sorria

 

Título: Sorria: você já é feliz!
Autora: Ricardo Orestes Forni
Editora: EME
Páginas: 224
Edição: 1ª
SINOPSE:
A proposta deste livro é simples: mostrar ao leitor quantos motivos ele tem, nessa vida, para se sentir feliz.
Para tanto, Ricardo Orestes Forni reuniu diversos contos de sua autoria, mostrando ao leitor o quanto de felicidade podemos obter ainda aqui na Terra, valorizando as coisas simples e prestando atenção em tudo que sucede ao nosso redor.
Para enriquecer ainda mais a obra, o autor encaixa em seus contos páginas de consolo e inspiração trazidas por mentores espirituais que igualmente trabalham pela harmonia do planeta. E mais: finalizando cada capítulo, uma mensagem bem curtinha, mas de grande conteúdo moral para nossa reflexão e aprendizado.
Então, boa leitura, e… SORRIA, VOCÊ JÁ É FELIZ!’
O que eu achei deste livro:
A linguagem do livro é simples e bastante fácil de acompanhar, sem palavras nem construções estranhas. O autor compôs o livro no formato de pequenas histórias cotidianas onde o autor procurou demonstrar toda a felicidade que não conseguimos enxergar quando estamos reclamando. Essas histórias são intercaladas por reflexões e poemas.
O problema é que a estrutura utilizada pelo autor foi exatamente a mesma em todas as histórias: uma pessoa reclama e a outra apresenta a lição de moral “Sorria, você já é feliz!”. Exatamente essa frase em todas as histórias. E é sempre uma mulher que apresenta essa frase. Invariavelmente. Isso significa que, ao final da primeira história do livro, você já conhecerá todas as demais. Pois a estrutura será absurdamente a mesma em todos os casos o que torna o livro cansativo sempre que chega em uma história. É uma intensa vontade de pular os capítulos das histórias.
Mas o maior pecado desse livro é a falta de qualquer coisa que marque nossa alma, que nos faça lembrar da lição, da fala, do personagem, de qualquer coisa. Para mim acabou sendo um livro que eu li e… conclui que não precisava ter lido. A título na capa basta pelo livro todo e dispensa a leitura dele.
Não gostei e não recomendaria a nenhum amigo, infelizmente.
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Quem me roubou de mim? – Pe. Fábio de Melo

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Título: Quem me roubou de mim?
Autora: Pe. Fábio de Melo
Editora: Planeta
Páginas: 2016
Edição: 2ª

 

SINOPSE:

Em “Quem me roubou de mim?” Padre Fábio de Melo aborda uma violência sutil, mas destruidora, que aflige muitas pessoas: o sequestro da subjetividade. Essa expressão pouco comum refere-se à privação que sofremos de nós mesmos quando estabelecemos com alguém, nas palavras do próprio autor, “um vínculo que mina nossa capacidade de ser quem somos, de pensar por nós mesmos, de exercer nossa autonomia, de tomar decisões e exercer nossa liberdade de escolha”.

Uma vez sequestrados, perdemos a capacidade de sonhar, ficamos impossibilitados de viver as realizações para as quais fomos feitos e não temos com quem reclamar. Precisamos, portanto, estar sempre atentos para que isso não nos aconteça pois, como escreve padre Fábio: “Nenhuma relação humana está privada de se transformar em roubo, perda de identidade, ainda que as pessoas nos pareçam bem-intencionadas. Um só descuido e as relações podem evoluir para essa violência silenciosa. Basta que as pessoas se percam de seus referenciais, […] que confundam o amor com posse, que abram mão de suas identidades, e que se ausentem de si mesmas”.

O que eu achei deste livro?

Você já foi seduzido por uma capa? Eu já. Muitas vezes. Esse livro, nesse segunda edição revisada, tem uma capa que me tocou na hora, e por isso fui ler do que se tratava. Gostei do tema do livro, li algumas páginas soltas paraver o estilo do autor e tive certeza que compraria o livro.

Este livro começa e termina com uma frase que resume todo seu conteúdo, sem que isso reduza a importância de tudo que é dito nele: “Há pessoas que nos roubam. Há pessoas que nos devolvem.” Este livro certamente é uma tentativa do autor de nos devolver.

O autor explora o que é subjetividade e as diversas formas como o sequestro pode ocorrer, e como o resgate pode nos devolver. Sem esgotar o tema, ele provoca reflexões profundas que me obrigaram a parar diversas vezes e… respirar. Depois do primeiro capítulo percebi que esse era o tipo de livro que eu levo mais tempo para ler, pois prefiro ler aos poucos e absorver seu conteúdo que, disfarçado na simplicidade com que o autor consegue exprimir seus pensamentos, é muito complexo e com muitas referências.

Fiquei positivamente surpresa ao ver o olhar generoso do autor com imperfeição humana. E essa generosidade me fez sentir acolhida ao longo do livro, uma sensação boa de que “está tudo bem”. E qualquer pessoa que já tenha passado por situações difíceis sabe bem a importância dessa situação. De não se sentir julgado. Apenas acolhido.

Recomendo muito a leitura, em especial para aqueles que estiverem buscando autoconhecimento, pois nos ajuda a ter um novo olhar sobre várias situações que vivenciamos ou assistimos na nossa vida.

Para saber o que outras pessoas acharam deste livro:

O que que eu ia falar?

Olho mágico

JuOrosco

A Menina que comprava livros

O País das Mulheres – Gioconda Belli

Fonte: O que você está lendo

Título: O País das Mulheres
Autora: Gioconda Belli
Tradutora: Ana Resende
Editora: Vida & Consciência
Páginas: 220
Editora: Verus
Edição: 1ª

SINOPSE:

Como seria um país governado somente por mulheres?

Depois de sofrer um atentado em praça pública, a brilhante e sexy Viviana Sansón – presidenta de Fáguas, pequeno país latinoamericano, acorda na semiobscuridade de um galpão. Ali, Viviana vai se deparando com objetos que perdeu ao longo da vida como um guarda-chuva, óculos escuros, uma toalha, um anel, entre outros. Cada objeto faz reviver nela uma lembrança.

Pelas memórias de Viviana, vamos conhecendo a história fabulosa do Partido da Esquerda Erótica (PEE) e de suas integrantes, todas convictas de que o poder exercido pelas mulheres, com humor e amor, pode alcançar o que em séculos o poder masculino não alcançou.

Como “as eróticas” chegaram ao poder? Quem atirou na presidenta? O que vai acontecer com esse governo atrevido composto exclusivamente de mulheres? Este é um romance provocador e divertido, cuja originalidade dará muito o que falar para mulheres e também para homens.

 

O que eu achei desse livro?

Eu não esperava muito do livro. Primeiro por não conhecer nem a autora nem o livro. Eu vi o livro na parte de promoções, li a sinopse, curti a capa e, pelo preço de R$10 achei que valia a pena levar e ver no que dava. Então minha expectativa era bem próxima de zero. Confesso que decidi levar pelo tema – um governo de mulheres, e nunca tinha lido um livro com uma proposta feminista.

Sobre a história

A escrita é bem fluida, bem escrita. E eu comecei bem animada a leitura. Mas a história demora a emplacar, e eu cheguei a desistir dele por uns dias. O problema aqui são os argumentos. Gente, um vulcão que reduz a testosterona? Sério? Nem contos de fadas são tão ingênuos! Mentira são sim.

Mas o fato é que tudo se resolve em um conto de fadas. Pouco é visto de esforço, de trabalho duro. As histórias complexas de algumas personagens, se perdem no meio de soluções mágicas que aparecem do nada. Todo o trabalho duro das personagens que compõem o PEE ficam como pano de fundo, algumas são apenas pinceladas, e isso realmente me incomodou. Perece que a autora optou por tentar algo mais comercial, mais “comestível” sabe? Como usar filé mignon para um hamburguer.

É um livro em que a história contada tem coerência, é coesa, mas não cativa pois perde todos os ganchos maravilhosos que tem.

Para saber o que outras pessoas acharam deste livro:

O que você está lendo – Gabriela Antunes

Uma morte horrível – Pénélope Bagieu

Edson, obrigada por sempre me apresentar quadrinhos excelentes que eu jamais compraria por minha conta.

Esta semana tive o prazer de ler Uma Morte Horrível, de Pénélope Bagieu. A história é despretenciosa e fluida. E a arte é linda, com uma cartela de cores muito bem escolhidas para cada cenário. A história é uma comédia romântica recheada de ironia e com aquele toque francês que torna tudo mais charmoso e interessante.

Zoé é uma garota comum com uma namorado babaca, machista e desempregado. Trabalha como hostess em tempo integral, o que garante muito cansaço, estresse e uma boa dose de situações constrangedoras. Frustrada com a vida que leva, ela conhece Thomas, um escritor famoso, charmoso, e estranho, que está passando por uma crise de inspiração.

Enquanto ela é extrovertida e não saca nada do universo literário, ele é tímido e muito culto. Eles acabam se dando bem e embarcam em um relacionamento estável. Pelo menos até a chegada da editora de Thomas e a descoberta de segredos terríveis.

Chega em um momento em que tudo que se consegue dizer é: mas que porr@ é essa? Simplesmente surpreendente. Mas como diz o Edson: Leia sem folhear antes. O quadrinho é muito gráfico e folhear ele corta o barato.

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Sinopse: Zoé trabalha em excesso e ainda precisa suportar o namorado desempregado e grosseiro. Até que cruza o caminho de Thomas, um escritor de sucesso à procura de inspiração.

Nada intelectual, ela não sabe diferenciar Balzac de Batman, mas vai ter que ficar esperta… porque Thomas esconde um segredo que coloca Zoé no meio do que pode se tornar o escândalo literário do século.

De uma das quadrinistas mais conhecidas da França, Uma morte horrível é uma história de amor e ambição com uma heroína inesquecível.

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Quem também fala sobre este quadrinho: Isabela do Universo dos Leitores, a Isabelle Simões do Delirium Nerd, a Luciana do Garotas Geek e a Roberta do Minas Nerd.

E sim, é um morte horrível.

Autoconhecimento

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Uma das melhores decisões que tomei na minha vida foi dar um tempo em relacionamentos, entrar em uma solidão autoimposta, e me dedicar a mim mesma.

Eu fiz isso quando o mundo se tornou um ruído constante, um borrão sem fim. E eu era parte desse borrão.

Não sei o que teria acontecido sem essa pausa. Acho que eu não estaria mais aqui.

O processo foi lento. Um exercício simples como me olhar no espelho. Simplesmente parar e me olhar era um martírio. Muito choro, muito soluço, muita cara inchada e muito nariz entupido. Eu não entendia como podia doer tanto me olhar. E eu chorei. Meses sem fim.

Eu não compreendia o por que, mas a cada sessão de me olhar no espelho doía menos. Fui me tornando mais generosa com aquela menina no espelho.

Comecei um diário. Escrevia sem revisar nada, sem controlar o que escrevia. E às vezes lia o que tinha escrito. Alguns não fazem sentido até hoje. Outros sempre fizeram sentido. Alguns mudaram de sentido.

Foram anos fechada em minha concha, transformando minhas feridas em pérolas. Até retornar ao convívio social. Até estar pronta para permitir que pessoas entrassem na minha mente e coração.

Comecei tentando entender quem era a menina amedrontada… Acolhi ela. Busquei ajuda e encontrei.

E entendi que estava tudo bem. Que eu não precisava apenas reagir ao mundo.

Eu podia ser ação.

E me tornei a mulher que me olha de volta no espelho.

Alguém de quem me orgulho.

Eu me construí.

Eu me encontrei.

Eu sou minha obra-prima em construção.

Ser mulher em um mundo machista é assim…

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Fernando de Noronha. Foto minha.

…ser assediada antes dos 9 anos de idade, no meu caso aos 7. E ser culpada pelo assédio que sofri e sofro. Afinal que saia estou usando? Que blusa? E esse batom vermelho?

…saber que minha palavra sempre terá um valor inferior à dos que carregam o gene Y. Não importa quanto eu estude ou se trabalho bem, eu preciso me esforçar mais para obter o mesmo reconhecimento. E olha que eu trabalho em uma universidade e no serviço público, ambos locais onde o machismo vem perdendo a força, significativamente, quando comparado a outros locais, claro.

…ouvir que homens são de marte e mulheres são de vênus… logo ninguém é da Terra. Uma mesma espécie considerada tão distinta a ponto de pertencer a dois planetas diferentes, e temos que aprendemos a decodificar o que o outro quer dizer… Afinal, sinceridade para que?

…ter que dizer que tenho namorado, mesmo quando não tenho, apenas para me livrar de um homem “insistente”. E ouvir ele pedir desculpas ao namorado por ME incomodar.

…sempre pensar bem na roupa que vou vestir. Não pela ocasião, mas pelo perfil de homem que encontrarei.

…ter que aguentar calada quando homens invadem meu espaço pessoal na rua, ouvindo o quanto sou bonita ou gostosa, ou o que eles fariam comigo se pudessem “botar as mãos” em mim. E ter medo, vai que um deles resolve me perseguir, me bater ou me matar?

…ter a cabeça empurrada para o quadril do cara durante uma ficada, pois ele tem certeza que eu devo cair de joelhos na primeira oportunidade. E ser chamada de fresca e egoísta se eu não quiser fazer o oral.

…ter a mídia o tempo todo me mostrando o quanto sou imperfeita e feia. E quais os mil produtos e serviços que podem resolver isso.

…ouvir homens que me conhecem dizendo que não sabem como chegar em mulheres como eu… Nunca ocorreu a eles conversar e me conhecer melhor, saber meus gostos e sonhos.

…conversar com minhas amigas e descobrir que todas, sem exceção, já tiveram seus corpos tocados sem permissão. Que a maioria já fez sexo por que o namorado queria/forçou. E ouví-las justificando que homens “precisam” de sexo, mais do que mulheres.

…não denunciar o cara que me encoxou no ônibus, o colega que faz piadas misógenas, pois eu sei que não vai dar em nada. Reunir provas e testemunhas é difícil e estressante demais.

…é aprender que mulheres são inimigas que passam o tempo todo pensando em como roubar meu namorado. Como se meu namorado fosse um objeto que pudesse ser roubado, sem vontade, sem livre arbítrio. Uma marionete, coitado.

…é invejar a liberdade dos homens, ignorando os danos causados pelo machismo à saúde mental e emocional masculina. E gastar horas, dias, convencendo eles que se cuidar não é coisa de boiola, de fraco. E nem sempre conseguir.

…que amizade verdadeira só entre homens. Entre mulheres é falsidade, entre homens e mulheres é desejo contido.

…é voltar para casa a noite segurando as chaves de casa como se minha vida dependesse delas.

…o pânico de ouvir passos atrás, ou ver um ou mais vultos à frente. E o alívio de descobrir que é uma mulher.

…correr os olhos pelo quarto do namorado para ter certeza que ele não está gravando nossa intimidade, mesmo após meses de convivência. Slut Shaming tá na moda.

…ouvir pessoas defenderem que as “novinhas” são muito maduras. E que os homens mais velhos são “seduzidos” por elas. Pobres homens, tão indefesos.

…ler manchetes sobre a aparência das mulheres e os feitos dos homens.

…não conhecer as invenções de mulheres. Nem as heroínas da história.

A reta final

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A reta final de um mestrado é algo doloroso. Gratificante, mas doloroso.

Deve ser assim que os maratonistas se sentem quando estão chegando ao final da prova.

E quando eu falo doloroso, é doloroso mesmo! Eu tenho passado cerca de 12 horas sentada na cadeira.  Atualmente até inclui um cobertor de microfibra sobre a cadeira para ver se fica mais confortável. Eu fico sentada e encarando duas telas, um caderno de anotações que fica permanentemente aberto e, pelo menos, um livro aberto em algum lugar. O uso de duas telas facilitou demais a minha vida pois não fico abrindo e fechando a telinha minuscula do note o tempo todo enquanto faço uma citação ou analiso dados. O caderno me lembra de páginas, autores e citações… e pendências que eu ainda tenho faltando apenas seis dias para enviar para a banca meu trabalho.

A cada hora eu me levanto e estico as pernas e a coluna. Estou grata a Deus por ter tido início de LER aos vinte anos (muito game na veia) e hoje utilizar o mouse com ambas as mãos. Meus dois braços, mãos e ombros estão reclamando das horas usando o mouse, mas ao menos estou distribuindo a tensão. Para relaxar a coluna também invisto em alongamento e ler na cama esticando bem as pernas. Mas quando a noite chega é quase impossível não estar com dor de cabeça.

Ah! Eu acordo seis da manhã e meu primeiro pensamento costuma ser corrigir algum gráfico, rever alguma citação ou alguma lacuna do meu estudo. Ainda bem que quem me acorda são pássaros cantando, ao menos não é o celular.

Como se não bastasse ficar fisicamente exausta, some-se a isso a tensão de enviar para uma banca de avaliadores o fruto de dois anos de trabalho. Foram pilhas de livros lidos, centenas de artigos (apenas para a dissertação, fora os das disciplinas), questionários aplicados, entrevistas realizadas, amigos que não aguentam mais me ouvir falar de dissertação, exceto os guerreiros que estavam nessa empreitada comigo, claro!

Minha família até evita perguntar quando que eu FINALMENTE terminarei e terei tempo sobrando para curtir de novo. Honestamente, nem eu quero mais falar disso (da dissertação, não do meu tema, que eu AMO!). Mas eu não assisto mais séries quando são lançadas, perdi todos os lançamentos no cinema do último ano, quase todos dos últimos dois anos. Jogar vídeo game e ler livros que não sejam acadêmicos é uma lenda urbana na minha vida. Muito mal eu acesso o Facebook uma vez por dia e leio alguns pouquíssimos blogs que eu assino a newsletter uma vez por semana.

Nem sei se ainda sei beijar… Aff… Minha vida social, que já era fraquinha, agora é inexistente! Aliás, todos os meus amigos tem a missão de me levar para sair toda semana depois da defesa, eu preciso me divertir!

Eu já falei que são dois anos de dedicação a pesquisar um tema? E que a banca pode odiar? Pois é. Respeita o trabalho de pesquisadores que investem anos de suas vidas para compreender melhor o buraco da agulha no palheiro, seja generoso com eles.

Cada vez que minha orientadora revisa minha dissertação, ela volta com tantas correções e tarefas a fazer que eu nunca olho no dia que ela me devolve. Assisti Modern Family da última vez que enviei. Queria sorrir antes de me desesperar com o tanto de correções e apontamentos. Quanto mais se escreve, mais é preciso escrever. Seja objetivo.

Uma banca pode dizer que dois anos da minha vida foram em vão. Eu sou muito ansiosa. Cada vez que releio o que escrevo encontro novas lacunas e penso que deveria ter escrito diferente. Entendo hoje a minha primeira professora do Mestrado: “Dissertação não se termina, abandona!”. Mestre Yoda Marina (que a força esteja contigo!).

É isso. To cansada. Ansiosa. Comi tortinha de maçã do McDonalds hoje. Sou viciada nelas. Me ajudam a pensar melhor a cada mordida crocante.

Tem um pernilongo que quer me picar e eu passei Citronela para espantá-lo (odeio citronela), agora meu quarto está fedendo a citronela. Mas o pernilongo desapareceu.

Semana que vem, depois de enviar meu bebe elefante para ser dissecado pelos membros da banca (os membros da minha banca são alto nível!) eu vou deitar na cama e não vou fazer nada. Vou olhar o teto e não fazer nada. Depois eu vou ao cinema. Depois vou pegar minhas sobrinhas e ficar beijando elas até elas me mandarem parar. E eu vou continuar. E depois vou fazer maratona de Bridget Jones e Star Wars. E depois eu vou ler The Walking Dead. E depois vou terminar de ler El amor en los tiempos de cólera, que eu ainda não consegui terminar. E eu vou beber com meus amigos… algumas vezes.

Depois disso tudo já deve ser o dia de defender meu bebê.