Leitura do Mês: Agosto/2017

Dossiê Super Interessante – 101 truques de cozinha: Fiquei animada com esse dossiê, pois gosto muito de ler esses truques de cozinha, mas confesso que a expectativa foi mais alta do que o dossiê entregou. As dicas mais úteis eu já conhecia da internet e até uso em casa, e outras são meio sem noção (quantas pessoas tem maçarico em casa?). Pelo título: truques de cozinha, eu esperava truques… de cozinha! Mas muitas dicas não são úteis para a cozinha, e sim para impressionar em festas, ou para viagens. Enfim, entre truques que eu já conhecia e os que eu descarto por serem gambiarras pra festas ou coisas que eu não faria (tipo gelar cerveja com extintor), a revista acabou sendo fraca e… dispensável.

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Superinteressante – Agosto de 2017 (Edição 378): A reportagem de capa “Sapiens: Uma nova história da humanidade” foi muito boa, aprofundou na medida certa, com infográficos claros e bem feitos. A tabela periódica dos temperos foi um brinde extra super curioso. E a matéria “Por que o Brasil não deixa de ser pobre?” é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A. Fora as curiosidades como a história e morfologia do ornitorrinco e as divertidas respostas do Oráculo.

2

Mundo Estranho – Julho de 2017 (Edição 197): De longe o infográfico contendo as jornadas dos personagens de Game Of Thrones foi a melhor reportagem da revista (adoro infográficos). Mas fora isso, salvo descobrir que eu seria a Jean Grey nos X-Men e quantas aparições o Stan lee já fez em filmes, essa edição não me surpreendeu não. Não sou uma fã de Memes então li só para saber, mas não curti muito. Já li edições melhores.

 

O País das Mulheres – Gioconda Belli: Falei sobre este livro aqui.

Quem me roubou de mim? – Pe. Fábio de Melo: Falei sobre este livro aqui.

Sorria você já é feliz! – Ricardo Orester Forni: Falei sobre este livro aqui.

 

Fairy Tail (1 a 10) – Hiro Mashima: Em breve terá um Programa Quadrinhos onde falarei desse mangá maravilhoso. Eu acompanho a série ansiosa e agora o mangá.

Fun Home – Alison Bechdel: Em breve terá um Programa Quadrinhos onde falarei desse quadrinho, mas adianto que é excelente.

Hoje é o último dia do resto da sua vida – Ulli Lust: Em breve terá um Programa Quadrinhos onde falarei desse quadrinho.

Turma da Mônica Jovem : Esse mês a história traz uma reflexão interessante sobre perdão e como podemos ficar presos a sentimentos com ódio e rancor sem nem percebermos, e o quanto esses sentimentos nos prejudicam.

Chico Bento Moço – Mauricio de Souza: Nesse mês o Chico Bento vive uma história sobre os riscos de tomarmos decisões sem conhecer todos os fatos que envolvem a decisão.

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Sorria: você já é feliz! – Ricardo Orestes Forni

Sorria

 

Título: Sorria: você já é feliz!
Autora: Ricardo Orestes Forni
Editora: EME
Páginas: 224
Edição: 1ª
SINOPSE:
A proposta deste livro é simples: mostrar ao leitor quantos motivos ele tem, nessa vida, para se sentir feliz.
Para tanto, Ricardo Orestes Forni reuniu diversos contos de sua autoria, mostrando ao leitor o quanto de felicidade podemos obter ainda aqui na Terra, valorizando as coisas simples e prestando atenção em tudo que sucede ao nosso redor.
Para enriquecer ainda mais a obra, o autor encaixa em seus contos páginas de consolo e inspiração trazidas por mentores espirituais que igualmente trabalham pela harmonia do planeta. E mais: finalizando cada capítulo, uma mensagem bem curtinha, mas de grande conteúdo moral para nossa reflexão e aprendizado.
Então, boa leitura, e… SORRIA, VOCÊ JÁ É FELIZ!’
O que eu achei deste livro:
A linguagem do livro é simples e bastante fácil de acompanhar, sem palavras nem construções estranhas. O autor compôs o livro no formato de pequenas histórias cotidianas onde o autor procurou demonstrar toda a felicidade que não conseguimos enxergar quando estamos reclamando. Essas histórias são intercaladas por reflexões e poemas.
O problema é que a estrutura utilizada pelo autor foi exatamente a mesma em todas as histórias: uma pessoa reclama e a outra apresenta a lição de moral “Sorria, você já é feliz!”. Exatamente essa frase em todas as histórias. E é sempre uma mulher que apresenta essa frase. Invariavelmente. Isso significa que, ao final da primeira história do livro, você já conhecerá todas as demais. Pois a estrutura será absurdamente a mesma em todos os casos o que torna o livro cansativo sempre que chega em uma história. É uma intensa vontade de pular os capítulos das histórias.
Mas o maior pecado desse livro é a falta de qualquer coisa que marque nossa alma, que nos faça lembrar da lição, da fala, do personagem, de qualquer coisa. Para mim acabou sendo um livro que eu li e… conclui que não precisava ter lido. A título na capa basta pelo livro todo e dispensa a leitura dele.
Não gostei e não recomendaria a nenhum amigo, infelizmente.

Quem me roubou de mim? – Pe. Fábio de Melo

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Título: Quem me roubou de mim?
Autora: Pe. Fábio de Melo
Editora: Planeta
Páginas: 2016
Edição: 2ª

 

SINOPSE:

Em “Quem me roubou de mim?” Padre Fábio de Melo aborda uma violência sutil, mas destruidora, que aflige muitas pessoas: o sequestro da subjetividade. Essa expressão pouco comum refere-se à privação que sofremos de nós mesmos quando estabelecemos com alguém, nas palavras do próprio autor, “um vínculo que mina nossa capacidade de ser quem somos, de pensar por nós mesmos, de exercer nossa autonomia, de tomar decisões e exercer nossa liberdade de escolha”.

Uma vez sequestrados, perdemos a capacidade de sonhar, ficamos impossibilitados de viver as realizações para as quais fomos feitos e não temos com quem reclamar. Precisamos, portanto, estar sempre atentos para que isso não nos aconteça pois, como escreve padre Fábio: “Nenhuma relação humana está privada de se transformar em roubo, perda de identidade, ainda que as pessoas nos pareçam bem-intencionadas. Um só descuido e as relações podem evoluir para essa violência silenciosa. Basta que as pessoas se percam de seus referenciais, […] que confundam o amor com posse, que abram mão de suas identidades, e que se ausentem de si mesmas”.

O que eu achei deste livro?

Você já foi seduzido por uma capa? Eu já. Muitas vezes. Esse livro, nesse segunda edição revisada, tem uma capa que me tocou na hora, e por isso fui ler do que se tratava. Gostei do tema do livro, li algumas páginas soltas paraver o estilo do autor e tive certeza que compraria o livro.

Este livro começa e termina com uma frase que resume todo seu conteúdo, sem que isso reduza a importância de tudo que é dito nele: “Há pessoas que nos roubam. Há pessoas que nos devolvem.” Este livro certamente é uma tentativa do autor de nos devolver.

O autor explora o que é subjetividade e as diversas formas como o sequestro pode ocorrer, e como o resgate pode nos devolver. Sem esgotar o tema, ele provoca reflexões profundas que me obrigaram a parar diversas vezes e… respirar. Depois do primeiro capítulo percebi que esse era o tipo de livro que eu levo mais tempo para ler, pois prefiro ler aos poucos e absorver seu conteúdo que, disfarçado na simplicidade com que o autor consegue exprimir seus pensamentos, é muito complexo e com muitas referências.

Fiquei positivamente surpresa ao ver o olhar generoso do autor com imperfeição humana. E essa generosidade me fez sentir acolhida ao longo do livro, uma sensação boa de que “está tudo bem”. E qualquer pessoa que já tenha passado por situações difíceis sabe bem a importância dessa situação. De não se sentir julgado. Apenas acolhido.

Recomendo muito a leitura, em especial para aqueles que estiverem buscando autoconhecimento, pois nos ajuda a ter um novo olhar sobre várias situações que vivenciamos ou assistimos na nossa vida.

Para saber o que outras pessoas acharam deste livro:

O que que eu ia falar?

Olho mágico

JuOrosco

A Menina que comprava livros

O País das Mulheres – Gioconda Belli

Fonte: O que você está lendo

Título: O País das Mulheres
Autora: Gioconda Belli
Tradutora: Ana Resende
Editora: Vida & Consciência
Páginas: 220
Editora: Verus
Edição: 1ª

SINOPSE:

Como seria um país governado somente por mulheres?

Depois de sofrer um atentado em praça pública, a brilhante e sexy Viviana Sansón – presidenta de Fáguas, pequeno país latinoamericano, acorda na semiobscuridade de um galpão. Ali, Viviana vai se deparando com objetos que perdeu ao longo da vida como um guarda-chuva, óculos escuros, uma toalha, um anel, entre outros. Cada objeto faz reviver nela uma lembrança.

Pelas memórias de Viviana, vamos conhecendo a história fabulosa do Partido da Esquerda Erótica (PEE) e de suas integrantes, todas convictas de que o poder exercido pelas mulheres, com humor e amor, pode alcançar o que em séculos o poder masculino não alcançou.

Como “as eróticas” chegaram ao poder? Quem atirou na presidenta? O que vai acontecer com esse governo atrevido composto exclusivamente de mulheres? Este é um romance provocador e divertido, cuja originalidade dará muito o que falar para mulheres e também para homens.

 

O que eu achei desse livro?

Eu não esperava muito do livro. Primeiro por não conhecer nem a autora nem o livro. Eu vi o livro na parte de promoções, li a sinopse, curti a capa e, pelo preço de R$10 achei que valia a pena levar e ver no que dava. Então minha expectativa era bem próxima de zero. Confesso que decidi levar pelo tema – um governo de mulheres, e nunca tinha lido um livro com uma proposta feminista.

Sobre a história

A escrita é bem fluida, bem escrita. E eu comecei bem animada a leitura. Mas a história demora a emplacar, e eu cheguei a desistir dele por uns dias. O problema aqui são os argumentos. Gente, um vulcão que reduz a testosterona? Sério? Nem contos de fadas são tão ingênuos! Mentira são sim.

Mas o fato é que tudo se resolve em um conto de fadas. Pouco é visto de esforço, de trabalho duro. As histórias complexas de algumas personagens, se perdem no meio de soluções mágicas que aparecem do nada. Todo o trabalho duro das personagens que compõem o PEE ficam como pano de fundo, algumas são apenas pinceladas, e isso realmente me incomodou. Perece que a autora optou por tentar algo mais comercial, mais “comestível” sabe? Como usar filé mignon para um hamburguer.

É um livro em que a história contada tem coerência, é coesa, mas não cativa pois perde todos os ganchos maravilhosos que tem.

Para saber o que outras pessoas acharam deste livro:

O que você está lendo – Gabriela Antunes

Alergias cosméticas

Até os 27 anos eu sofri com espinhas no rosto e no corpo que não respondiam a nenhum tratamento convencional. De produtos caros a baratos, de produtos naturais a manipulados, eu experimentei um bocado e todos falharam miseravelmente. Nada resolvia aquelas espinhas internas e doloridas.

Um belo dia, resolvi ir a um alergista para entender minha intolerância à lactose. Motivo: eu sabia que era intolerante à lactose, mas após minha primeira viagem internacional, para Buenos Aires, sua linda! Eu estranhei pois os produtos com lactose lá não me faziam mal como aqui. Por exemplo, um copo de leite no Brasil me leva ao inferno da indigestão e do trono por horas. Com direito a muita cólica e dor de cabeça. Mas o mesmo copo lá, não me fez mal. Tá, rolou uma colica leve, mas não foi o inferno que rola aqui.

O alergista me recomendou realizar dois exames que testam diversas alergias alimentares e cosméticas. No teste eu descobri que sou alérgica a Sulfato de Níquel, Amerchol L-101 e Perfume Mix. Dessas, o Perfume Mix é o que mais me afeta pois é ele o responsável por minhas espinhas. E ele exigiu muitas mudanças em minha vida. A principal delas: ler rótulos obsessivamente procurando os componentes aos quais sou alérgica. Outra mudança significativa foi ter que dar adeus a TODOS os cosméticos e perfumes que eu tinha e usava na época do exame.

Pensando na enorme dificuldade que eu tive de encontrar produtos que se adequassem às minhas necessidade pensei em começar a relatar aqui minha experiência com produtos que usei e não sou alérgica ou intolerante. E dar dicas amigas.

Ah! Sobre o leite! O alergista me explicou que a qualidade do leite brasileiro é bem ruim, e que muitas pessoas tem problemas com leite devido à essa baixa qualidade. Basta ver que na lista de ingredientes do seu

Meu respeito aos sedutores de plantão

Por que haja paciência (que eu não tenho) prá te conquistar. Tô precisando é me saciar.

pcrj

 

Não tô dizendo que te quero pra sempre

Nem que quero só agora

Vamos com calma

Eu te quero solto

Sem compromisso

Com alma

Gostoso

Um sorriso bobo

Uma palavra voa

E um vinho a acompanhar

Pode ser cerveja se você gostar

Te quero no bar sorrindo

E no quarto sentindo

Entre minhas pernas e gozar

Não importa o tempo

Se dura um instante

Se dura a eternidade

Dura o bastante quanto durar

 

Ele não está tão a fim de você

Eu sou tímida e impaciente. E gosto de saber o que aconteceria se…

Lembro que já fui muito romântica na vida, levei tanto na cara que acabei pesquisando e entendendo que nós mulheres somos treinadas, programadas para sermos românticas. O melhor livro contra o romantismo crônico: A Cama na Varanda de Regina Navarro Lins. O melhor filme: Ele não está tão a fim de você (2009).

Uma das primeiras coisas que aprendi é a lutar pelo que quero, e saber abandonar o barco quando a coisa fica feia. Quando gosto de um cara eu vou atrás, chamo para sair, demonstro que estou interessada, mas aprendi a identificar quando o cara não está tão a fim de mim, ou simplesmente não tá interessado.

Assim eu desenvolvi 3 regras de ouro que me permitem identificar comportamentos que demonstrem a falta de interesse alheia (aqui discutida em termos de relacionamentos amorosos, mas aplicáveis a todos os tipos de relacionamento): Reciprocidade, Contato e Busca.

1ª Regra (e a mais importante): Reciprocidade. Base de qualquer relacionamento saudável. Quando um não quer, dois não fazem nada, ou ao menos não deveriam. Portanto na paquera, no relacionamento, na vida, é preciso que os dois se movimentem de forma recíproca. Ambos devem se buscar, se interessar, se envolver. É parceria e não conquista. Conquista envolve domínio, ideia que eu rejeito para relacionamentos. Além disso, a paquera/sexo é uma dança a dois, podemos começar dançando em ritmos diferentes, mas se não há esforço de ambos em harmonizar nossos ritmos, bem, não vai funcionar.1

2ª Regra: Contato. Essa deriva da primeira. Uma vez que o cara tenha meu telefone, e eu já converso com ele por ligação, whats app, facebook, sei lá. eu espero que ele também me ligue, me chame, dê sinal de fumaça. Se somente eu tenho interesse nele, no que ele faz, do que gosta, aonde vai, o que acontece com ele, bem, ele não está a fim. Se encaixa bem aqui o caso dos caras que apenas respondem o que perguntamos mas nunca se interessam por nós.2

3ª Regra: Busca mútua. Também deriva da primeira regra. Quando desejamos alguém, queremos ver, tocar, cheiras, abraçar, conversar, enfim, buscamos o outro. Se isso não ocorre por parte do cara, é óbvio que ele não está nem um pouco afim. Eu diria até que nem sexo ele quer (é um soco na autoestima, eu sei, mas a verdade é sempre melhor).3

Leva um tempinho para dar check nos três itens, mas uma vez que isso ocorra, bom, é hora de seguir em frente.4